Explorar Xisto é espremer o bagaço do subsolo

A produção de gás e petróleo de xisto pelo fracking, ou fratura hidráulica, foi recebida nos Estados Unidos, na Argentina e em alguns países europeus e asiáticos como uma panaceia contra o esgotamento das reservas de petróleo, a dependência das importações de energia e até o efeito estufa. Para muitos ambientalistas, porém, é uma catástrofe ecológica, o encerramento mais desastroso que se poderia imaginar para a era dos combustíveis fósseis. Talvez seja também uma ilusão, uma bolha especulativa destinada a estourar.
Trata-se de uma técnica para aproveitar gás ou petróleo de camadas de xisto, rocha impermeável à produção convencional.

Perfura-se um poço que na parte final é horizontal e por ele se injeta um fluido que amplia as fraturas do substrato rochoso para abrir caminho aos hidrocarbonetos nele encerrados. Usa-se geralmente uma mistura de água, areia e produtos químicos, trazida por caminhões-cisternas. A função dos grãos de areia é manter as rachaduras abertas e a dos aditivos inclui aumentar a viscosidade do líquido para transportar esses grãos com mais eficiência, reduzir a fricção e prevenir a corrosão e a multiplicação de bactérias. É como espremer o bagaço de um planeta que já deu suco.

O problema da reurbanização do espaço

David Harvey, geógrafo britânico, dá uma entrevista em que fala sobre as desapropriações causadas por megaeventos como Jogos Olímpicos e Copas do Mundo. 

Por que pobres não conseguem se manter em áreas ricas ou bem dotadas de serviços públicos? Ele explica também o porquê de devermos pensar em um futuro anticapitalista: um sistema que visa o lucro incessante traz perigos geopolíticos e ambientais que ameaçam a própria vida humana.

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Plutão bullying

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