Colher de plástico


O problema das minas terrestres


A humanidade não consegue ser mais criativa do que quando inventa formas de destruir seus semelhantes [...], [porém] nada é tão cruel quanto a mina terrestre.
É uma arma barata, [...] a simples ameaça é suficiente para atrasar o inimigo. Infelizmente não ficam só na ameaça, e os exércitos que tão alegremente espalham milhões delas quando começam suas guerras, não as recolhem quando acabam.
Remoção de minas é um trabalho especializado e caro. Alguns estimam que o custo é de mais de US$1000 por mina. Stalin tinha métodos bem mais rápidos e baratos, mas hoje em dia logo apareceria algum chato reclamando da técnica de mandar prisioneiros de guerra caminhar por campos minados.
Agora um cidadão de nome Massoud Hassani, nascido e criado em Cabul [Afeganistão] teve uma ideia genial: Baseado em brinquedos de papel que criava quando era criança, criou um equipamento autônomo, movido pelo vento, capaz de detonar minas terrestres.
O Mine Kafon é feito com bambu, plástico e materiais locais, custa US$40,00 e resiste a 3 ou 4 minas. Agora estão em fase de captação de parceiros, para produzir em massa o negócio. Com 10 milhões de minas oficialmente no Afeganistão, muitas datando do tempo dos russos, cada uma que for detonada propositalmente conta, pois diminui a chance de ser pisada por uma garotinha indo pra escola, atividade por si só extremamente perigosa naquele país.
Fonte: Portal Meio Bit. Disponível em: http://meiobit.com/111459/mcgyver-afego-resolvendo-o-problema-das-minas/. Acesso em 23 nov 2012.

Mudança e exemplos

"Seja você a mudança que tanto procura nos outros. As pessoas não mudam com cobranças, mudam com exemplos."

Autor desconhecido.


Felicidade x Inteligência

Interpretação: o gráfico Happiness (Felicidade) x Intelligence (Inteligência) indica que quanto maior é sua felicidade menor é sua inteligência; e que quanto maior é a inteligência menor é a felicidade.

Será verdade?

Gráfico de Lisa Simpson.

Fonte: Portal The Lisa Simpson Book Club. Disponível em: http://lisasimpsonbookclub.tumblr.com/. Acesso em 20 nov 2012.


Cartografia Atual


Introdução
-No século XXI o uso da cartografia se faz principalmente por mapas digitais.
-Google Maps, GPS em automóveis e em Smarthphones estão amplamente disseminados.
-A “gratuidade” e a facilidade de uso destes recursos ajudam a disseminar o gosto pelo uso de mapas no cotidiano.
-A disseminação por plataformas móveis, como os smartphones, traz uma demanda enorme pelo serviço.
-A Microsoft, criadora do Windows, também entrou no mercado com seu Bing Maps, mais popular nos EUA.
-Criar e manter esses serviços estão a cada dia mais complexos e caros.
-Alternativas baratas não são viáveis, principalmente pela falta de confiabilidade.
-Começar um novo serviço como esse do zero traz muitas dificuldades.
-A exemplo da Apple, que recentemente tentou implementar um serviço próprio de mapas e se viu criticada pela baixa qualidade do serviço.

Bing Maps, da Microsoft.


Nível de Dificuldade do Serviço
-Não basta reunir conteúdo de diferentes fontes e jogá-los sobre coordenadas definidas.
-Desníveis de terreno e erros em diferentes bancos de dados tornam o serviço complexo e sujeito a muitos erros.
-Necessidade de atualizações frequentes.
-Necessidade de correção de erros de maneira rápida.
-Necessidade de manter equipes de campo especializadas em várias localidades, de diferentes países.
-Popularização a cada dia maior destes serviços.
-Oferecer informações de localização de endereços, restaurantes ou rotas tornou-se uma oportunidade de lucrar no futuro.
-Diante desse cenário de lucro, outras empresas decidiram entrar neste mercado como protagonista, como a Apple, independentemente das consequências e desafios que essa estratégia implica.
-Ao contrário de outros setores, a tecnologia não conseguiu substituir a mão de obra humana na produção de mapas.
-Para que dados sejam confiáveis, é necessário que pessoas percorram muitos quilômetros para definir rotas, fazer atualizações e corrigir erros.
-As equipes de campo têm que ser grandes.
-Não basta passar no local uma só vez. É preciso voltar sempre.
-As cidades crescem, surgem bairros, ruas mudam de nome e de sentido. Prédios são demolidos, outros erguidos, lojas abrem e fecham. Confirmar tudo é impossível para um sistema de máquinas.
-O trabalho de campo é difícil, porém obrigatório para as empresas.
-As empresas chegam a criar 4 versões de mapas por ano.

Como os Mapas são Feitos
-Primeiro as empresas buscam imagens de satélites da região, fazendo-se um primeiro traçado da região.
-Problema: imperfeições do terreno, comuns em Minas Gerais, cujo terreno é repleto de morros.
-Equipes percorrem as áreas para validar e verificar a localização e adicionar dados, como direção e velocidade máxima permitidas.
-Carros seguem tirando fotografias panorâmicas dos locais, como o Street View.
-Adotam-se, também, informações de usuários dos serviços, de maneira voluntária, por pessoas que reportam erros às empresas; outra de forma involuntária, quando o software reportar erro no uso dos mapas às empresas.
-GPS em automóveis que sugerem rotas aos motoristas, e essas são descumpridas sistematicamente, a empresa percebe um erro, mandando alguém ao local ou verificando a rota.
-Mesmo assim não existe um mapa perfeito. É um trabalho que não tem fim.

As Empresas Líderes
-Estes serviços estão basicamente nas mãos de três empresas:
-Google: gigante de buscas norte-americana.
-Nokia: empresa finlandesa de celulares.
-Tomtom: fabricante holandesa de GPS portáteis.
-Tomtom e Nokia não desenvolveram seus sistemas do zero.
-Compraram, bem caro, empresas menores que já faziam este serviço.
-Nokia comprou a Navteq por 8,1 bilhões de dólares em 2007.
-Tomtom comprou a Tele Atlas por 4,5 bilhões de dólares em 2008.
-Atualmente quem quiser  oferecer este serviço tem 3 opções:
-1: pagar licença de uso à Tomtom ou à Nókia.
-2: fazer um serviço mesclado.
-3: fazer tudo sozinho.
-O Google escolheu, em 2005, começar a fazer tudo do zero. Ela licenciava mapas da Tele Atlas.
-A Apple escolheu, em 2012, o mesmo caminho. Um atraso que não perdoa.
-O alto preço dos royalties foi um dos motivos que levaram o Google a iniciar produção própria neste mercado.
-Empresas como o site Apontador chegaram a contratar equipes de campo para produzir seus próprios conteúdos, mas viram os custos e desistiram, partindo para o licenciamento de empresas como a Tele Atlas.
-O líder do mercado, Google Maps, é “gratuito”: você paga pelo serviço com sua audiência, através de anúncios, como a TV aberta.
-O serviço se sustenta com anúncios apresentados e cliques dos usuários sobre esses anúncios.

Oligopolização do Mercado x Iniciativa Aberta
-Oligopólios trazem riscos, como o aumento do custo aos consumidores.
-O Google já cogita tarifar diretamente o usuário, através da extrapolação de um limite de usos.
-Algumas empresas, na contramão, já oferecem este serviço com a colaboração dos usuários, uma espécie de Wikipedia dos Mapas – o Open Street Map.
-Qualquer um pode entrar e adicionar uma informação.
-Mudanças são monitoradas e revisadas por outros usuários, ajudando a evitar vandalismo e garantia de qualidade dos dados.
-O serviço é mantido por doações.
-A qualidade do serviço ainda está condicionada ao local pesquisado.
-Empresas como Tomtom criticam a iniciativa aberta, afirmando que estes serviços são pouco confiáveis.
-Uma reação parecida quando a Enciclopédia Britânica criticava a Wikipedia.
-Voluntários conhecem mais as áreas do que funcionários contratados?

Fonte: Revista Info. O Mapa é o Tesouro. Edição 322. Novembro 2012. P.81-85. São Paulo: Editora Abril.

Troco em bala


O caminho do sucesso

Muhammad Ali, um dos maiores boxeadores de todos os tempos, quando questionado sobre seu sucesso e perguntado sobre quantos abdominais ele fazia respondeu assim:

"Eu não conto quantas repetições abdominais eu faço, só começo a contar quando começa a doer."




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