Temática
-De onde as montanhas, os vales e as planícies surgiram?
-Como se formou o relevo?
-A crosta terrestre e as placas tectônicas.
-Como se formam as cadeias de montanhas e os vulcões?
-Por que ocorrem os terremotos?
-A ação da água e do ar na modelagem do relevo.
Existem várias paisagens no relevo. Um dos motivos para essa variação é que a crosta terrestre é muito fina e está em constante movimento. Se o planeta tivesse o tamanho de um ovo, a Crosta Terrestre seria mais fina que uma casca de ovo, e com muitas rachaduras. A espessura da crosta varia de 25 a 50 km nos continentes. Quanto mais penetramos na crosta terrestre, mais quente fica (1°C a cada 30m).
A temperatura do centro da Terra é de aproximadamente 5550°C. Em 60 km de profundidade a temperatura já é tão alta que as rochas não estão em estado sólido. É onde começa a segunda camada: o Manto Terrestre, formada por material pastoso, o magma.
A crosta terrestre flutua sobre o manto, do mesmo jeito que gelos em um copo de água. Todos os continentes flutuam e se movimentam sobre o manto, em um fenômeno conhecido como deriva continental. Os continentes são sustentados por enormes blocos rochosos chamados de placas tectônicas.
O magma mais profundo é mais quente, e movimenta-se para a superfície. O magma menos profundo, mais frio, movimenta-se para o centro do planeta. Este movimento cria pressões que forçam a crosta terrestre, dando origem à movimentação das placas tectônicas.
A origem da formação dos continentes está ligado a esta movimentação. A teoria mais aceita é de que todos os continentes estavam unidos em um supercontinente chamado de Pangeia, e com a deriva continental os continentes estão se separando cada vez mais. O litoral da América do Sul e o litoral da África se encaixam. As rochas sul-americanas são semelhantes às africanas. Assim deduziu-se que um dia esses continentes poderiam estar unidos.
Quanto à classificação das rochas encontradas na Terra, elas podem ser:
-Rochas sedimentares: geralmente estão localizadas em planícies, para onde são trazidas rochas de outros lugares pela água e vento, fazendo uma camada de minerais cobrir outra, formando sedimentos.
-Rochas magmáticas: geralmente estão em locais mais altos, são formados pelo resfriamento de magma.
-Rochas metamórficas: as vezes rochas formadas na superfície terrestre são levadas para camadas interiores, onde a pressão e a temperatura são mais elevadas, fazendo modificações em sua estrutura.
Com as placas soltas sobre o magma, um placa pode bater em outra. Isso dá origem a uma cadeia de montanhas. Um placa tende a ir para baixo e outra para cima, as bordas se enrugam formando dobras ou rompem-se, gerando grandes elevações ou os chamados dobramentos modernos. Lá estão as maiores altitudes da Terra, como os Alpes, os Andes, o Himalaia. Lá é que estão as áreas de colisão entre as placas, são um enrugamento causado pelo choque. É por essa tensão entre as placas também é que ocorre os terremotos.
Então esquematicamente temos as seguintes formas de relevo: as montanhas (grandes altitudes recentes), os planaltos, as planícies e as depressões. As planícies são terras planas que antigamente estavam cobertas pelas águas de rios ou de mares.
Assim, além de fatores internos, fatores externos também modificam o relevo. Por exemplo, a chuva e o vento sobre o relevo. As forças internas proporcionam as diferenças de nível do relevo. As forças externas agem sobre o relevo, modelando-o. O principal agente externo modelador do relevo é a água. Uma cachoeira é um exemplo. O desgaste proporcionado pelos elementos externos é chamado de erosão. Criam-se assim as serras, com materiais mais resistentes à erosão que outros locais. A água vai gastando a rocha, deixando os locais menos resistentes num nível abaixo dos locais mais resistentes. Serras não são formas de relevo, geralmente se formam em planaltos devido a sua maior resistência ao intemperismo. Por isso as formas arredondadas, por exemplo, da Serra do Curral em Belo Horizonte.
O intemperismo faz os minerais menos resistentes serem levados pela água. A temperatura também influencia na fragmentação da rocha. O vento, a chuva e os rios levam os pedaços para outros lugares. Isso leva milhares de anos para acontecer. Assim uma depressão pode ser formada, pelo rebaixamento de uma certa região onde predomina o desgaste das rochas. Estas regiões são os planaltos, que rebaixados pelo intemperismo, criam depressões.
Essas depressões podem ser ocupadas pelos homens, criando cidades. A ação do homem pode mudar radicalmente a ação natural, trazendo desastres como deslizamentos de terras em áreas de moradia em encostas. As transformações do relevo são naturalmente lentas, mas a ação antrópica pode alterar a velocidade dessa ação.