Dois
parafusos. Será que adicioná-los a um suporte para prender uma canaleta que
segura os vidros das portas dos automóveis encarecem tanto assim o custo de
produção?
A
Fiat, em seu modelo Mille Way, sucesso de vendas por sinal, resolveu que sim!
No lugar dos parafusos adicionou peças plásticas para substituir os bons e
velhos parafusos e roscas de metal. O resultado é que após alguns anos de uso,
as peças plásticas ressecam, não aguentam o peso dos vidros, e se rompem. Os
vidros das portas caem e não sobem mais, mesmo o motor do vidro elétrico
funcionando normalmente. Com a queda do vidro dentro da porta, o risco de
quebra do mesmo é alta.
Economia
de 2 parafusos? Sim, em uma primeira análise superficial. Mas pensando melhor,
pode-se chegar à seguinte conclusão: se um dono de um veículo com esse problema
for a uma concessionária autorizada buscando a solução, ele pode descobrir
que vai precisar trocar todo o conjunto de vidros elétricos. Ou será que as autorizadas apenas colocariam os parafusos e roscas no
lugar, para que os donos fossem felizes para casa pagando micharia pelo serviço
e com o plus de uma resolução praticamente definitiva para o problema?
Uma forma de diminuir a vida útil de um produto,
para que o cliente “precise” de outro novo - completo. Se pudessem,
construiriam carros e peças de papel, para quebrar rápido, e lucrarem mais.
Viva a obsolescência programada, que as montadoras negam que praticam, óbvio.
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