Transporte público: usuários de 2ª linha...

"Essa vida de passageiro de ônibus é cansativa!", frase comum de se ouvir de usuários de ônibus da capital mineira. Passa despercebido, talvez de propósito, alguns problemas mais obscuros do sistema de ônibus de Belo Horizonte. Vejamos.

Falta "diálogo" entre sistemas de ônibus diferentes. Parece irônico, mas na capital mineira existem basicamente dois tipos de ônibus: os da Prefeitura de Belo Horizonte e os do Governo do Estado de Minas. No trato popular: os verdes e os vermelhões, respectivamente. Os verdes atendem ao transporte dentro da capital, os vermelhões ligam cidades vizinhas ao centro de Belo Horizonte.

Ônibus BHTRANS, prefeitura de Belo Horizonte.


Os verdes são mais baratos, por isso mais superlotados; os vermelhões mais caros, por conseguinte, mais vazios e demorados na maior parte das linhas. E todos atendem, quase sempre, aos mesmos itinerários no centro da capital. Para complicar a coisa toda tem ônibus azuis dos dois sistemas.

Ônibus Metropolitanos, governo do Estado de Minas.

O cidadão está no ponto com um cartão BHBus, do sistema de bilhetagem eletrônica da prefeitura municipal. E embarca em um ônibus metropolitano, com sistema de bilhetagem denominado Ótimo. Ele terá que pagar em dinheiro porque seu cartão BHBus não é compatível com o sistema do governo do Estado.

O contrário também acontece: o sujeito está no ponto, com um cartão Ótimo, vê um ônibus do sistema BHBus, que passa perto do local para onde ele vai, e tem duas alternativas. Embarcar e pagar em dinheiro ou esperar o ônibus metropolitano. Como a grana anda curta para a maioria da população, a situação que mais acontece é a pessoa ficar aguardando outro ônibus. Uma falta de eficiência que prejudica a reputação do transporte público. O transporte por ônibus, para ser atraente, deveria ser rápido. Mas não basta o enfrentamento de engarrafamentos, barreiras administrativas impõem mais lentidão no uso do transporte por ônibus.

Porém, recentemente o governo de Minas firmou uma parceria com a prefeitura de Belo Horizonte para que os crachás de seus funcionários funcionassem como um tipo especial de cartão de bilhetagem eletrônica. O crachá dos funcionários da Cidade Administrativa funcionam como cartão BHBus e cartão Ótimo, ao mesmo tempo. O sujeito, funcionário público estadual, está no ponto e pode acessar qualquer transporte: os verdes, vermelhões ou azuis de quaisquer tipos.

Crachá de funcionário do Governo de Minas. Clique na imagem para ampliação.

Você, que não é funcionário público estadual, vai continuar a sofrer por ser um tipo não especial de cidadão - um usuário de 2ª categoria. Deverá possuir dois tipos de cartões. Porque a derrubada dessa barreira está condicionada a um acordo entre esferas governamentais. E elas têm seus próprios interesses, imbricados com interesses de empresas de ônibus. Todos negam, veementemente.

O que poderia mudar tudo isso? Uma lei partindo de um deputado estadual ou do governador. A população está lascada. Vai continuar a "brotar" automóveis do asfalto das alterosas.

Fonte: Portal Agência Minas. Disponível em: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/cracha-dos-servidores-da-cidade-administrativa-esta-integrado-ao-sistema-de-transporte-da-capital/. Acesso em 26 mar 2013.

Escolas no país da Copa


Onde cai mais meteoros?

O mapa interativo abaixo mostra onde, no mundo, concentra-se a maior parte das quedas de meteoros. O mapa foi produzido com a importante ajuda da catalogação. Ou seja, em algumas partes do mundo não existe a preocupação de se catalogar com precisão esses eventos. E note nos oceanos a quase ausência de dados, já que é inviável manter um registro preciso dessas quedas.


Fonte: Portal Revista Recreio. Disponível em: http://www.recreio.com.br/blogs/tranqueiras/mapa-interativo-do-planeta-inteiro-mostra-onde-meteoros-cairam-nos-ultimos-4-500-anos/?utm_source=redesabril_jovem&utm_medium=facebook&utm_campaign=redesabril_super. Acesso em: 19 Mar 2013.

Os erros que levam à Dengue

Clique na imagem para visualização.

Importância dos professores


As decisões

"A história humana é feita de decisões. Para decidir é preciso saber renunciar, saber perder vantagem e valores para ganhar outros."

DRÁUZIO VARELA, médico brasileiro.


Importância da estratégia

"Ou você tem uma estratégia própria, ou então é parte da estratégia de alguém."

ALVIN TOFFLER, escritor norte-americano.


Disseminação de tecnologia

Clique na imagem para melhor visualização e reflexão...

Praça S. Pedro - Vaticano, escolha do Papa em 2005 e 2013.

A inteligência é múltipla

[...] o que me incomodava [...] é que boa parte dos grandes empreendedores não foram excelentes alunos e vários famosos até desistiram da faculdade como Bill Gates, Steve Jobs e Richard Branson.

Só encontrei a resposta para este incômodo quando conheci os trabalhos de Howard Gardner, autor da teoria das Inteligências Múltiplas. Gardner explica que a inteligência do ser humano não pode ser mensurada apenas pelo raciocínio lógico-matemático cobrado nos vestibulares e nas faculdades. Neste tipo de inteligência, o sujeito estuda para saber qual botão apertar. Se aperta o botão certo, tira nota 10 é considerado inteligente.

Não raro, o aluno “inteligente” decora qual botão apertar. Um dos alertas importantes destacados por Gardner é que “a maior parte dos testes (das escolas e faculdades) mede a inteligência lógica e de linguagem. Quem é bom nas duas é bom aluno.


Enquanto estiver na escola, pensará que é inteligente. Porém, se decidir dar um passeio pela cidade, rapidamente descobrirá que outras habilidades fazem falta, como a espacial e a intrapessoal – a capacidade que cada um tem de conhecer a si mesmo, fundamental hoje”. Mas muitos empreendedores que conheço não são apertadores de botão, já que em muitos casos, nem botão há ou em outros, eles criam seus próprios botões. Gardner defende que há outros tipos de inteligências como a musical, espacial, linguística, interpessoal, intrapessoal, corporal, naturalista e existencial.

E o que noto é que há empreendedores que não foram alunos “nota 10”, mas que têm uma elevada inteligência espacial para entender contextos, um elevado grau de confiança em função de sua inteligência intrapessoal ou são ótimos em lidar com pessoas, pois dominam a inteligência interpessoal, apenas para citar algumas das inteligências.

Acredito que os grandes empreendedores souberam alinhar suas inteligências mais destacadas com o que Howard Gardner chama de Cinco Mentes para o Futuro, que em sua opinião são essenciais para o desenvolvimento do ser humano:

1 - Mente disciplinada: exige o esforço para sermos bons em algo; 
2 - Mente sintetizadora: sabe o que realmente importa e como isto pode ser combinado;
3 - Mente criativa: cria soluções inovadoras eficazes a partir da disciplina e síntese; 
4 - Mente respeitosa: reconhece que o ser humano é único, com crenças e valores diferentes;
5 - Mente ética: faz a coisa certa mesmo quando não atende aos nossos interesses.

Fonte: Estadão PME. Disponível em: http://blogs.pme.estadao.com.br/blog-do-empreendedor/bill-gates-steve-jobs-e-richard-branson-grandes-empreendedores-nao-foram-excelentes-alunos/. Acesso em 08 mar 2013. Adaptado.

Políticos não tiveram aula de Geografia?

Energia cara no Brasil é burrice? 

O governo federal baixou a tarifa de energia elétrica do país através da redução de encargos. A Cemig, operadora estadual de Minas Gerais, vem em seguida com proposta de aumento que diminuirá muito o benefício dado.

A desculpa é a compra de energia de termoelétricas para suprir a falta da energia das hidroelétricas, devido ao problema da seca do ano passado.

Por que o governo não zera os impostos do equipamento abaixo, incentivando a colocação em todas as residências pelo país? Uma iniciativa que diminuiria sensivelmente a demanda por energia, já que o Brasil está na região tropical - a mais ensolarada do planeta.

Ou os políticos não tiveram aula de Geografia de qualidade, ou mantêm relações obscuras com donos de termoelétricas. 



Encontro com Khan

Khan Academy, organização sem fins lucrativos nos EUA, propõe uma nova maneira de ensino. 

Atualmente, os alunos aprendem essencialmente em aulas expositivas que tentam enquadrar todos os alunos em um mesmo ritmo de aprendizagem. As escolas dividem os alunos por idade, não importando se um ou outro está mais adiantado ou atrasado no conhecimento.

A proposta de Khan é organizar o conhecimento como um jogo de video-game, em que o conhecimento é dividido em fases. Os alunos vão estudando cada objetivo de aprendizagem, ficando alguns mais adiantados e outros mais atrasados, porém isso não sendo visto como um problema.

Um xeque no modelo tradicional adotado pela maioria das escolas. Veja sua palestra:

Sobre praticar o bem

"Quando pratico o bem, sinto-me bem; quando pratico o mal, sinto-me mal. Eis a minha religião."

Abraham Lincoln, 16º presidente dos EUA.


Gasolina por 4 centavos o litro

Gasolina a R$0,04 o litro. Para encher o tanque de um carro comum você gastaria em torno de R$2,00. Onde? Veja o vídeo abaixo.

As empresas de Eike Batista



Início
[...]
Eike [...] foi tentar a sorte no garimpo. Pediu US$ 500 mil emprestados a dois amigos joalheiros para se estabelecer como comerciante de ouro no meio do mato. Comprava ouro na Amazônia e revendia no Sudeste. Em pouco tempo, os US$ 500 mil viraram US$ 6 milhões. É mais dinheiro do que parece. US$ 6 milhões do começo dos anos 80 equivalem a US$ 15 milhões de hoje. Trinta milhões de reais. [...].
Em vez de torrar esses milhões vivendo a melhor juventude que o dinheiro pudesse comprar, Eike fez o que parecia menos sensato: gastou tudo em máquinas que faziam extração mecânica de ouro. E os US$ 6 milhões viraram US$ 1 milhão. Por mês. Três milhões de reais em dinheiro de hoje. Por mês (repito aqui pra dar um tom dramático – merece).
Ele não parou nisso. Lógico. Comprou mais minas, mais máquinas, ficou sócio de empresas peso-pesado da mineração e, com 40 e poucos anos, chegou ao primeiro bilhão de dólares. [...]

Trocando Ouro por Minério de Ferro
[...] No começo dos anos 2000 resolveu trocar o ouro por minério de ferro. Perfeito: se ouro vale “mais do que dinheiro”, minério de ferro vale mais do que ouro. Por causa volume, lógico: todo o ouro minerado na história da humanidade dá mais ou menos 140 mil toneladas.  Isso é o que a Vale extrai de minério de ferro em seis horas.
Em 2005, então, ele fundou sua mineradora, a MMX. Um ano e meio depois ele vendeu uma fatia dela para outra mineradora, a Anglo-American. Pagaram US$ 5,5 bilhões. [...] Ou seja: o negócio com a Anglo-American foi mais do que suficiente para que Eike fosse dormir sabendo ser o homem mais rico do Brasil. [...].

Construindo uma Concorrente para a Petrobrás
[...] O mercado passou a enxergar Eike como uma mina de ouro. Ele deixava de ser só um nome na coleira da Luma de Oliveira para virar a grande esperança dos investidores. O cara sabia mesmo fazer dinheiro. E Eike aproveitou a maré: foi financiar seu projeto mais ambicioso, o de construir uma concorrente da Petrobras. Era a OGX, seu projeto de companhia de petróleo. Em 2008 Eike lançou ações dela na bolsa. Na prática, estava vendendo 40% da OGX antes de ela virar realidade. Levantou R$ 6 bilhões nessa  - era o maior IPO (venda inicial de ações) da história da Bovespa até então. 
Àquela altura Eike já tinha uma Vale e uma Petrobras para chamar de suas. Ainda que a MMX fosse bem menor que a Vale e a OGX ainda não tivesse saído do PowerPoint, já era algo que ninguém na história do país tinha conseguido. Mas isso era só um pedaço do que ele tinha em mente. Eike queria algo bem maior: montar um ecossitema de empresas, em que uma sustentasse a outra. 

Conglomerado de Empresas
Assim: uma mineradora sempre precisa pagar para que algum porto escoe a produção dela – de preferência para a China, o maior consumidor de minério do mundo. Então porque não ser dono da mineradora e do porto também? Então criou a LLX, uma empresa de logística dedicada à construção de portos. 
Mais: mineradoras e portos precisam de energia. E pagam caro por isso. Então valia a pena ser dono da companhia de energia também. Eike já tinha uma empresa de termelétricas desde 2001, a MPX. Agora, então, a MPX faria as usinas que alimentariam as minas da MMX, os portos da LLX e as instalações da OGX. 
A própria MPX seria também alimentada por outra empresa de Eike: a CCX, uma companhia de mineração de carvão dedicada a fornecer combustível para suas termelétricas.
Ah: a OGX precisava de um fornecedor de equipamentos de perfuração e de plataformas marítimas. Quem fabricaria tudo isso para Eike? Eike mesmo, ué. Então ele fundou a OSX, um estaleiro sob medida para alimentar as necessidades da OGX. E onde instalar a OSX? No porto da LLX. Porto que, de quebra, também pode estocar petróleo da OGX…
Para administrar todas as empresas, uma holding:  o grupo EBX (Eike Batista X).
No papel, a ideia é irresistíel: uma companhia ajudando a outra, num círculo virtuoso sem fim. O mercado gostou. E cada uma dessas empresas teve seu IPO bilionário, o que levaria Eike aos seus US$ 34 bilhões e à sétima posição na lista da Forbes em 2012.

O Problema e a Queda
Só tem um problema: os mesmos elementos que moldam um círculo virtuoso também podem trazer um círculo vicioso. Foi o que aconteceu. A OGX saiu do papel produzindo só 25% do que a própria empresa esperava.  Nisso, a OSX enfraqueceu também: a petroleira de Eike tem encomendas no valor de US$ 800 milhões com o estaleiro de Eike; se a OGX vende pouco petróleo, pode não ter como pagar a OSX. Sem essas duas funcionando a contento, a viabilidade da LLX fica em dúvida, já que o estaleiro e a petroleira são clientes do porto. Se a LLX não deslancha, complica para a MPX, que vende energia para ela. E aí quem pode ficar sem cliente é a CCX…
Nisso, o mercado passou a ver a interconexão das empresas X mais como vício do que como virtude. E o valor de mercado delas despencou,  levando junto uma fatia da fortuna de Eike, já que o grosso de seu patrimônio são as ações que ele tem das próprias companhias. O preço somado de todas as ações da OGX, por exemplo, já foi de R$ 75 bilhões. Hoje é de R$ 10 bilhões. [...]
[...]
Nada disso significa que o castelo de Eike era de areia. O mercado de ações é instável por natureza – as subidas que as empresas X experimentaram lá atrás foram até mais intensas que essas quedas de agora. E tem a crise global. Eike esboçou seu império antes da crise de 2008, quando o barril de petróleo estava a quase US$ 200 e o apetite da China por minério de ferro parecia infinito. De lá pra cá o preço do petróleo e o do minério caíram pela metade. Aí complica, já que esses são os dois grandes pilares da coisa toda. Mesmo assim, ainda é cedo para concluir que ele deu mesmo um passo maior que a perna. As pernas de Eike são longas. E nada indica que ele vá parar por aqui.
Fonte: Portal Revista Superinteressante. Disponível em: http://super.abril.com.br/blogs/crash/como-eike-ficou-pobre/?utm_source=redesabril_jovem&utm_medium=facebook&utm_campaign=redesabril_super. Acesso em 01 mar 2013. Adaptado.

As 10 mais lidas