O mito do crescimento infinito


“A economia do crescimento consiste em estimular o consumo de coisas de que não precisamos para impressionar pessoas com quem não nos importamos.” 

A provocação é de Tim Jackson, um economista americano que propõe uma economia na qual países e empresas não tenham a obrigação de crescer infinitamente.


O Beetle é oficialmente o Fusca

E a Volkswagen renomeia o Beetle para Fusca. Com o amadurecimento do mercado brasileiro e a crise econômica europeia, finalmente as montadoras de automóveis estão dando mais atenção aos brasileiros.

Já que todo mundo sabia que o New Beetle era o Novo Fusca. Só que não era oficial. Até 2013. O mais hilário é a propaganda dizer que "O carro voltou". Que "novidade"!!!!




OBS: eu sempre ficava intrigado sobre o que significaria " Wolkswagen é DAS AUTO". Pesquisei e descobri que significa "Wolkswagen é O CARRO".

Marketing nas coxas

Eis que agora a mídia, o marketing e as propagandas avançam sobre um privilegiado espaço: as coxas das mulheres.

Empresas japonesas estão alugando o espaço para divulgar suas propagandas. Elas desfilam pela cidade com adesivos de propagandas colados nas pernas de fora. Elas têm que ficar oito horas por dia com as pernas expostas pela cidade, com saias ou vestidos.

Se a moda pegar no Brasil, as empresas terão espaços enormes a utilizarem. Já que o tamanho dos shorts é inversamente proporcional às coxas de fora em um país tropical.


Fonte: Portal Hoje em Dia. Disponível em: http://www.hojeemdia.com.br/noticias/bizarro/publicidade-feita-nas-coxas-e-a-nova-moda-das-meninas-no-jap-o-1.93684. Acesso em: 22 fev 2013.

O Ipê-Amarelo que não se rendeu ao progresso

Um Ipê Amarelo foi cortado e seu tronco foi transformado em um poste. Após o poste ser fincado na rua, foram instalados os fios da rede elétrica. Eis que a árvore se rebela [...] e resolve não morrer.

Para melhor visualização, clique sobre a imagem.
Fonte: Blog Diniz Neto. Disponível em: http://blogs.odiario.com/dinizneto/2011/08/07/a-revolta-do-ipe/. Acesso em 20 Fev 2013.

Segurança


O ponto de venda mais forte do condomínio era a sua segurança. Havia as belas casas, os jardins, os playgrounds , as piscinas, mas havia, acima de tudo, segurança. Toda a área era cercada por um muro alto. Havia um portão principal com muitos guardas que controlavam tudo por um circuito fechado de TV. Só entravam no condomínio os proprietários e visitantes devidamente identificados e crachados.

Mas os assaltos começaram assim mesmo. Ladrões pulavam os muros e assaltavam as casas. 

Os condôminos decidiram colocar torres com guardas ao longo do muro alto. Nos quatro lados. As inspeções tornaram-se mais rigorosas no portão de entrada. Agora não só os visitantes eram obrigados a usar crachá. Os proprietários e seus familiares também. Não passava ninguém pelo portão sem se identificar para a guarda. Nem as babás. Nem os bebês.

Mas os assaltos continuaram.

Decidiram eletrificar os muros. Houve protestos, mas no fim todos concordaram. O mais importante era a segurança. Quem tocasse no fio de alta-tensão em cima do muro morreria eletrocutado. Se não morresse, atrairia para o local um batalhão de guardas com ordens de atirar para matar.

Mas os assaltos continuaram.

Grades nas janelas de todas as casas. Era o jeito. Mesmo se os ladrões ultrapassassem os altos muros, e o fio de alta-tensão, e as patrulhas, e os cachorros, e a segunda cerca, de arame farpado, erguida dentro do perímetro, não conseguiriam entrar nas casas. Todas as janelas foram gradeadas.

Mas os assaltos continuaram.

Foi feito um apelo para que as pessoas saíssem de casa o mínimo possível. Dois assaltantes tinham entrado no condomínio no banco de trás do carro de um proprietário, com um revólver apontado para a sua nuca. Assaltaram a casa, depois saíram no carro roubado, com crachás roubados. Além do controle das entradas, passou a ser feito um rigoroso controle das saídas. Para sair, só com um exame demorado do crachá e com autorização expressa da guarda, que não queria conversa nem aceitava suborno.

Mas os assaltos continuaram.

Foi reforçada a guarda. 

Construíram uma terceira cerca. As famílias de mais posses, com mais coisas para serem roubadas, mudaram-se para uma chamada área de segurança máxima. 


E foi tomada uma medida extrema. Ninguém pode entrar no condomínio. Ninguém. Visitas, só num local predeterminado pela guarda, sob sua severa vigilância e por curtos períodos.

E ninguém pode sair. 

Agora a segurança é completa. Não tem havido mais assaltos. Ninguém precisa temer pelo seu patrimônio. Os ladrões que passam pela calçada só conseguem espiar através do grande portão de ferro e talvez avistar um ou outro condômino agarrado às grades da sua casa, olhando melancolicamente para a rua. 

Mas surgiu outro problema.

As tentativas de fuga. E há motins constantes de condôminos que tentam de qualquer maneira atingir a liberdade. 

A guarda tem sido obrigada a agir com energia.



Fonte: VERÍSSIMO, Luis Fernando. Segurança. In:. Novas Comédias da Vida Privada. Porto Alegre: L&PM, 1996. p. 103-104.

Dengue

A ideia de morrer não passa pela cabeça de muitas pessoas. A ideia de sangrar até morrer, duvido muito. Mas o perigo é eminente em um país como o nosso. E nem estou falando do problema da violência.

O Problema
Morrer sangrando por causa de um mosquito, que tal? Aedes aegypt, nome científico do mosquito vetor da Dengue, é originário da África, desembarcou aqui na época da colonização portuguesa. Parece haver, no Brasil, uma banalização da doença. Muitas pessoas realmente acreditam que a Dengue é igual à Gripe, pelos sintomas parecidos. E que por isso não precisam se preocupar.


A Doença
Mas a realidade se mostra cruel. Um dos tipos de Dengue, a hemorrágica, leva o doente a sangrar até o óbito. Enfermeiros e médicos em hospitais relatam que a doença é grave e muito triste. A gengiva da boca dos pacientes não param de sair sangue. Nariz e outras mucosas também não, relatam os médicos. E não existe remédio para acabar com a doença. É um fato: os medicamentos administrados em hospitais visam unicamente a baixar a febre e a deixar a pessoa hidratada.

Existem 4 tipos da doença, que são causadas por vírus diferentes. Isso faz com que as pessoas possam ter Dengue, no máximo, por 4 vezes na vida. Ao ter a doença pela primeira vez e se recuperar, o organismo constrói defesas que não deixam mais aquele tipo de Dengue invadir o corpo humano. Porém fica vulnerável à entrada de um tipo diferente. E é aí que mora o perigo: ao ser novamente invadido, o organismo reage de maneira mais forte, desproporcional. E os sangramentos podem começar a acontecer. 

Os sintomas variam conforme cada um. Existem pessoas que são mais resistentes. Algumas não apresentam nem sintomas, o que complica a situação porque ela estará mais vulnerável a sangramentos.

Vacina Inviável
A possibilidade de criação de uma vacina é complicada. Se houver a criação para um tipo de dengue, as pessoas ficarão vulneráveis a outro tipo da doença. A vacina funcionaria como o caso da pessoa que já teve a doença e que depois fica pré-disposta a ter uma resposta robusta do sistema imunológico. Por este motivo  uma maior viabilidade da vacina seria se ela funcionasse para os 4 tipos ao mesmo tempo. O que também se concretiza em um risco, pois se aparecer um quinto tipo da doença, as defesas do organismo não bloqueariam a nova Dengue. E depois atacaria de maneira muito forte, elevando muito o risco de sangramentos por causa da doença.

O Que Fazer?
O que pode ser feito então é a prevenção. A doença, para ser transmitida, precisa do mosquito. Ele, para se  alastrar, precisa de água parada para se reproduzir. Então é de fundamental importância que as pessoas façam sua parte, eliminando os focos de proliferação do Aedes. E que denunciem às autoridades eventuais lotes vagos com potenciais problemas e até mesmo vizinhos descuidados com o problema.

Porque se todos não fizerem sua parte, o risco de epidemia é grande e mais pessoas poderão morrer da forma mais cruel: sangrando. Morrer por causa de um mosquito dá a ideia de como os humanos são fracos. Porém contorna-se essa fragilidade com inteligência. Use a sua.

Tudo subindo...


Facebook e Google usados contra civis

Assange, o fundador do Wikeleaks, morando "preso" na embaixada do Equador em Londres, dá uma entrevista ao jornal Estado de São Paulo. Ele não pode sair porque a polícia de Londres o ameaça prender tão logo ele saia do território diplomático. 

A polícia não pode invadir a embaixada porque lá é território equatoriano na Inglaterra. A acusação seria crimes sexuais na Suécia. Ele diz que essa acusação é uma cortina de fumaça para que, após ser extraditado para o território sueco, ele ser imediatamente extraditado para os EUA, onde ele seria julgado por crimes de divulgação de documentos secretos.

O trecho mais interessante é quando Assange fala do poder do Google e do Facebook. Para refletir:


Estadão – O sr. aponta para o poder de redes como Facebook e Google. Confesso que não tenho certeza que Mark Zuckerberg (criador do Facebook) pensou nisso tudo quando estava criando o site. Como é que se tornaram tão poderosos e como é que são, como o sr. diz, usados contra civis?

Assange – Google, essencialmente, sabe o que você estava pensando. E sabe também (o que você pensou) no passado. Porque quando você [...] quer saber algum detalhe, você busca no Google. Sites que tem Google Adds, que na verdade são todos os sites, registram sua visita. Portanto, Google sabe todos os sites que você visitou, tudo o que você buscou, se você usou gmail ou email. Então ele te conhece melhor que você mesmo. Um exemplo: você sabe o que você buscou há dois dias, há três meses? Não. Mas o Google sabe. Google conhece você melhor que sua mãe. Claro, mas alguém pode dizer: Google só quer vender publicidade. Portanto, quem se importa que eles estejam fazendo isso. Mas, na realidade, todas as agências de inteligência americana e de aplicação da lei tem acesso ao material do Google. Eles acessaram isso em nosso caso.

Estadão – Como fizeram isso?

Assange – Eles usaram instrumentos como cartas da agência de segurança nacional e mandados para buscar os dados de email das pessoas envolvidas em nossa organização. Isso saiu do Google, da conta do Twitter, onde pessoas entraram para acompanhar a nossa conta. No caso do Facebook, é algo impressionante. As pessoas simplesmente estão fazendo bilhões de centenas de horas de trabalho gratuito para a CIA. Colocando na rede todos seus amigos, suas relações com eles, seus parentes, relatando o que estão fazendo, dizendo que vi aquela pessoa naquela festa, aquela pessoa naquela loja. É um incrível instrumento de controle. Países como a Islândia tem uma penetração do Facebbok de 88%. Mesmo que você não esteja no Facebook, você pode ter certeza que teu irmão está e está relatando sobre você, ou sua namorada está relatando sobre você. Não há como escapar. Agora, quando uma organização como Facebook diz que as pessoas querem fazer isso…

Estadão – Claro, essa é justamente a minha questão: como o sr. explica que pessoas de diferentes culturas e religiões estão dispostas a revelar suas vidas diante da web?

Assange – [...] Você pode dizer: bom, estou fazendo isso de forma voluntária e é mais importante estabelecer conexões sociais que se preocupar com um aparato de um estado totalitário. O problema é que isso não é verdade. As pessoas dizem que querem compartilhar algo apenas com meus amigos e amigos de meus amigos, mas não com meus amigos e com a CIA. É uma decepção o que está ocorrendo. As pessoas estão sendo enganadas em desenvolver essa atividade.

Fonte: O Estado de São Paulo. Disponível em: http://blogs.estadao.com.br/jamil-chade/2013/02/02/entrevista-com-assange-e-bom-que-os-governos-tenham-medo-das-pessoas/. Acesso em 03 fev 2013.

Conto do vigário canalha

Colocar créditos em celular pré-pago é uma aventura. Cada local de venda é de um jeito: existem máquinas em que o vendedor digita o número que você coloca em uma papelzinho; outras você mesmo digita o número solicitado. Em algumas situações os créditos caem na mesma hora. Em outras você ganha um papel com o código da venda para colocar no menu do celular. E cada operadora tem um jeito diferente.

No meio dessa bagunça a chance de erro, ou seja, de colocar créditos em celulares errados é imensa. Um número errado e a dor de cabeça começa. Outro dia caí nesse conto do vigário. 

Uma pessoa me pediu para que eu colocasse créditos em um celular pré-pago. E se esqueceu de me informar que o código de área dela era diferente (a pessoa mora no interior).  Nem pensei nisso: acreditava que se um celular mudasse de área o código também mudava. Não imaginava que duas pessoas poderiam ter o mesmo número de celular no Estado. Pelo jeito é bem mais que duas pessoas. Segundo a Anatel, em Minas Gerais existem sete códigos de área: 31, 32, 33, 34, 35, 37 e 38.

Muito bem, erro identificado. O que se pode fazer? Nada! Você coloca créditos para outra pessoa e a operadora simplesmente lava as mãos. Claro: maior lucratividade para a empresa, já que provavelmente você gastará mais dinheiro com ela. Não adianta ligar para a operador reclamando, seu dinheiro não será devolvido e nem a recarga estornada.

Pesquisando na internet a "saída" encontrada é o cliente ligar para a pessoa dona do celular errado e conversar gentilmente com ela, verificando a possibilidade de ela colocar créditos para você, que errou na recarga. "Fantástico!". E se ela não tiver dinheiro para tal transação? E se você não tiver dinheiro para tal ligação?

O que poderia resolver é algum deputado de Brasília fazer um projeto de lei obrigando as operadoras a fornecer um código durante a recarga para que, em caso de erro, você tenha a possibilidade de pedir estorno da recarga, mudando-a para outro celular, no caso o telefone correto. Ou o mais difícil, um projeto de iniciativa popular, necessitando da colheita de uma enorme quantidade de assinaturas de eleitores pelo Brasil. 

Um serviço ruim, que ainda te prega peças.

O que deveria mudar é a simples continuidade da responsabilização do usuário pelo erro sem possibilidade de consertar a situação. Tudo bem que o erro seja do cliente. Mas vivemos em um mundo construído por nós, humanos, que erramos em todas as áreas, lugares e situações. Agora proibir um caminho de tentativa de conserto do erro, isso é canalhice.

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