Mídia


Na escola...


O infinito...

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Colher de plástico


O problema das minas terrestres


A humanidade não consegue ser mais criativa do que quando inventa formas de destruir seus semelhantes [...], [porém] nada é tão cruel quanto a mina terrestre.
É uma arma barata, [...] a simples ameaça é suficiente para atrasar o inimigo. Infelizmente não ficam só na ameaça, e os exércitos que tão alegremente espalham milhões delas quando começam suas guerras, não as recolhem quando acabam.
Remoção de minas é um trabalho especializado e caro. Alguns estimam que o custo é de mais de US$1000 por mina. Stalin tinha métodos bem mais rápidos e baratos, mas hoje em dia logo apareceria algum chato reclamando da técnica de mandar prisioneiros de guerra caminhar por campos minados.
Agora um cidadão de nome Massoud Hassani, nascido e criado em Cabul [Afeganistão] teve uma ideia genial: Baseado em brinquedos de papel que criava quando era criança, criou um equipamento autônomo, movido pelo vento, capaz de detonar minas terrestres.
O Mine Kafon é feito com bambu, plástico e materiais locais, custa US$40,00 e resiste a 3 ou 4 minas. Agora estão em fase de captação de parceiros, para produzir em massa o negócio. Com 10 milhões de minas oficialmente no Afeganistão, muitas datando do tempo dos russos, cada uma que for detonada propositalmente conta, pois diminui a chance de ser pisada por uma garotinha indo pra escola, atividade por si só extremamente perigosa naquele país.
Fonte: Portal Meio Bit. Disponível em: http://meiobit.com/111459/mcgyver-afego-resolvendo-o-problema-das-minas/. Acesso em 23 nov 2012.

Mudança e exemplos

"Seja você a mudança que tanto procura nos outros. As pessoas não mudam com cobranças, mudam com exemplos."

Autor desconhecido.


Felicidade x Inteligência

Interpretação: o gráfico Happiness (Felicidade) x Intelligence (Inteligência) indica que quanto maior é sua felicidade menor é sua inteligência; e que quanto maior é a inteligência menor é a felicidade.

Será verdade?

Gráfico de Lisa Simpson.

Fonte: Portal The Lisa Simpson Book Club. Disponível em: http://lisasimpsonbookclub.tumblr.com/. Acesso em 20 nov 2012.


Cartografia Atual


Introdução
-No século XXI o uso da cartografia se faz principalmente por mapas digitais.
-Google Maps, GPS em automóveis e em Smarthphones estão amplamente disseminados.
-A “gratuidade” e a facilidade de uso destes recursos ajudam a disseminar o gosto pelo uso de mapas no cotidiano.
-A disseminação por plataformas móveis, como os smartphones, traz uma demanda enorme pelo serviço.
-A Microsoft, criadora do Windows, também entrou no mercado com seu Bing Maps, mais popular nos EUA.
-Criar e manter esses serviços estão a cada dia mais complexos e caros.
-Alternativas baratas não são viáveis, principalmente pela falta de confiabilidade.
-Começar um novo serviço como esse do zero traz muitas dificuldades.
-A exemplo da Apple, que recentemente tentou implementar um serviço próprio de mapas e se viu criticada pela baixa qualidade do serviço.

Bing Maps, da Microsoft.


Nível de Dificuldade do Serviço
-Não basta reunir conteúdo de diferentes fontes e jogá-los sobre coordenadas definidas.
-Desníveis de terreno e erros em diferentes bancos de dados tornam o serviço complexo e sujeito a muitos erros.
-Necessidade de atualizações frequentes.
-Necessidade de correção de erros de maneira rápida.
-Necessidade de manter equipes de campo especializadas em várias localidades, de diferentes países.
-Popularização a cada dia maior destes serviços.
-Oferecer informações de localização de endereços, restaurantes ou rotas tornou-se uma oportunidade de lucrar no futuro.
-Diante desse cenário de lucro, outras empresas decidiram entrar neste mercado como protagonista, como a Apple, independentemente das consequências e desafios que essa estratégia implica.
-Ao contrário de outros setores, a tecnologia não conseguiu substituir a mão de obra humana na produção de mapas.
-Para que dados sejam confiáveis, é necessário que pessoas percorram muitos quilômetros para definir rotas, fazer atualizações e corrigir erros.
-As equipes de campo têm que ser grandes.
-Não basta passar no local uma só vez. É preciso voltar sempre.
-As cidades crescem, surgem bairros, ruas mudam de nome e de sentido. Prédios são demolidos, outros erguidos, lojas abrem e fecham. Confirmar tudo é impossível para um sistema de máquinas.
-O trabalho de campo é difícil, porém obrigatório para as empresas.
-As empresas chegam a criar 4 versões de mapas por ano.

Como os Mapas são Feitos
-Primeiro as empresas buscam imagens de satélites da região, fazendo-se um primeiro traçado da região.
-Problema: imperfeições do terreno, comuns em Minas Gerais, cujo terreno é repleto de morros.
-Equipes percorrem as áreas para validar e verificar a localização e adicionar dados, como direção e velocidade máxima permitidas.
-Carros seguem tirando fotografias panorâmicas dos locais, como o Street View.
-Adotam-se, também, informações de usuários dos serviços, de maneira voluntária, por pessoas que reportam erros às empresas; outra de forma involuntária, quando o software reportar erro no uso dos mapas às empresas.
-GPS em automóveis que sugerem rotas aos motoristas, e essas são descumpridas sistematicamente, a empresa percebe um erro, mandando alguém ao local ou verificando a rota.
-Mesmo assim não existe um mapa perfeito. É um trabalho que não tem fim.

As Empresas Líderes
-Estes serviços estão basicamente nas mãos de três empresas:
-Google: gigante de buscas norte-americana.
-Nokia: empresa finlandesa de celulares.
-Tomtom: fabricante holandesa de GPS portáteis.
-Tomtom e Nokia não desenvolveram seus sistemas do zero.
-Compraram, bem caro, empresas menores que já faziam este serviço.
-Nokia comprou a Navteq por 8,1 bilhões de dólares em 2007.
-Tomtom comprou a Tele Atlas por 4,5 bilhões de dólares em 2008.
-Atualmente quem quiser  oferecer este serviço tem 3 opções:
-1: pagar licença de uso à Tomtom ou à Nókia.
-2: fazer um serviço mesclado.
-3: fazer tudo sozinho.
-O Google escolheu, em 2005, começar a fazer tudo do zero. Ela licenciava mapas da Tele Atlas.
-A Apple escolheu, em 2012, o mesmo caminho. Um atraso que não perdoa.
-O alto preço dos royalties foi um dos motivos que levaram o Google a iniciar produção própria neste mercado.
-Empresas como o site Apontador chegaram a contratar equipes de campo para produzir seus próprios conteúdos, mas viram os custos e desistiram, partindo para o licenciamento de empresas como a Tele Atlas.
-O líder do mercado, Google Maps, é “gratuito”: você paga pelo serviço com sua audiência, através de anúncios, como a TV aberta.
-O serviço se sustenta com anúncios apresentados e cliques dos usuários sobre esses anúncios.

Oligopolização do Mercado x Iniciativa Aberta
-Oligopólios trazem riscos, como o aumento do custo aos consumidores.
-O Google já cogita tarifar diretamente o usuário, através da extrapolação de um limite de usos.
-Algumas empresas, na contramão, já oferecem este serviço com a colaboração dos usuários, uma espécie de Wikipedia dos Mapas – o Open Street Map.
-Qualquer um pode entrar e adicionar uma informação.
-Mudanças são monitoradas e revisadas por outros usuários, ajudando a evitar vandalismo e garantia de qualidade dos dados.
-O serviço é mantido por doações.
-A qualidade do serviço ainda está condicionada ao local pesquisado.
-Empresas como Tomtom criticam a iniciativa aberta, afirmando que estes serviços são pouco confiáveis.
-Uma reação parecida quando a Enciclopédia Britânica criticava a Wikipedia.
-Voluntários conhecem mais as áreas do que funcionários contratados?

Fonte: Revista Info. O Mapa é o Tesouro. Edição 322. Novembro 2012. P.81-85. São Paulo: Editora Abril.

Troco em bala


O caminho do sucesso

Muhammad Ali, um dos maiores boxeadores de todos os tempos, quando questionado sobre seu sucesso e perguntado sobre quantos abdominais ele fazia respondeu assim:

"Eu não conto quantas repetições abdominais eu faço, só começo a contar quando começa a doer."




O futuro dos mapas digitais


Transformar o aplicativo de mapas em um serviço tão bom quanto o criado pelo Google não será uma tarefa simples para a Apple.
O drama vivido pela empresa criada por Steve Jobs ainda vai continuar por muito tempo, na opinião de Mike Goodchild, professor emérito de geografia da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara, nos Estados Unidos.
Serviço do Google está muito à frente dos concorrentes.
Poucas pessoas no mundo têm tanto conhecimento no assunto. Goodchild foi um dos primeiros a terem a ideia de transportar dados geográficos para o mundo digital, o que tornou possível a popularização desse conhecimento em escala mundial. Por isso, ele é visto por muitos como pai do Sistema de Informação Geográfica, ou GIS, na sigla em inglês. O pioneirismo lhe rendeu, em 2007, o Prêmio Vautrin Lud, considerado como o Nobel da Geografia.
O professor conta que, quando os mapas digitais surgiram, foi difícil perceber o quanto poderiam ser revolucionários. “Os mapas de papel são estáticos, mas os digitais são dinâmicos e conseguem representar o mundo como ele é hoje”, disse a INFO. “Demorou para que notássemos esse potencial, mas foi assim com várias coisas na História. Veja, por exemplo, a invenção do automóvel. Inicialmente, era a substituição de uma carruagem e ainda usamos termos baseados nisso para descrevê-lo. Levou muito tempo para que as pessoas vissem que era muito mais do que isso.”
Na entrevista a seguir, ele fala sobre os obstáculos que empresas como Apple, Google, Nokia e TomTom e serviços livres, como o OpenStreetMap, enfrentam para ajudar você a se localizar no mundo.
Por que a Apple teve tanta dificuldade para criar um aplicativo de mapas? Acho que o problema da Apple foi o seu mecanismo de controle de qualidade. Eles se precipitaram em anunciar o serviço, que está em grande parte baseado em São Francisco, e provocaram muito entusiasmo antes do lançamento. Se olharmos para o passado, o mesmo era válido para o Google.
Há uns dez anos, os mapas do Google estavam muito crus. Ao longo do tempo, foram melhorados e tiveram sua cobertura ampliada internacionalmente. Se a Apple tivesse começado a competir com o Google naquela época, não teria tido os problemas de agora. Eles estão sendo comparados com um competidor muito mais maduro.
Mas a Apple tomou a decisão certa de produzir seu software de localização? Acho que não foi uma boa ideia. É basicamente uma duplicação do que já existe e não consigo ver a vantagem de se termos dois grandes programas de mapas. Isso é ótimo para empregar estudantes e para a indústria de mapas. Mas não foi uma boa decisão estratégica. Por outro lado, o Google tem competido com a Apple e, com isso, é difícil as duas empresas colaborarem. Posso entender a decisão deles, mas apresentaram um produto prematuro, que não foi desenvolvido da maneira correta.
Vai demorar para que o aplicativo passe a funcionar direito? Sim, vai demorar bastante para que se torne tão confiável como os seus concorrentes. Infelizmente isso vai exigir muito trabalho e custará bem caro.
Hoje temos apenas três empresas que concentram os mapas digitais de todo o mundo: TomTom, Nokia e Google. Isso não é ruim? Essa concentração é de certa forma ilusória, porque essas companhias dependem de vários fornecedores de dados. Por outro lado, fazer mapas mundiais é problemático porque há muitos tipos de cultura. As empresas, para serem bem-sucedidas, precisam de operações locais que as ajude a lidar com essas diferenças.
Criar um mapa de Mumbai é muito diferente de fazer o de Nova York. A não ser que tenha funcionários em Mumbai, nenhuma empresa vai conseguir produzir algo decente. Se você olhar a cobertura do Google na Argélia, não vai conseguir muita informação útil. Isso porque os procedimentos adotados para fazer esses mapas foram criados na Califórnia e, por isso, não são adequados às condições locais. E isso vale para qualquer lugar. A propriedade dos dados utilizados é outro complicador, porque muitas colaborações são feitas por voluntários. Vários deles não têm ideia de que isso está sendo usado comercialmente pelo Google, por exemplo.
O que você acha de iniciativas livres, como o OpenStreetMap? Acho sensacionais. Há muitas coisas boas sendo feitas, que mobilizam pessoas que no passado nunca tiveram qualquer interesse nesse assunto. Há só um problema que Apple, Google e OpenStreetMap compartilham, que é a produção de mapas da mesma forma para todo o mundo. Isso não leva em consideração diferenças culturais. O OpenStreetMap é infelizmente dominado por ingleses e por visões de mundo da Califórnia e da Europa Ocidental. Por isso, o resultado não é muito bom em outras áreas da Terra que têm culturas diferentes e pessoas interessadas em outras coisas. O sistema de tags é desenhado para funcionar no planeta inteiro, mas não dá certo.
Como os mapas digitais devem evoluir? Vamos cada vez mais nos acostumar com a ideia de que os mapas têm de funcionar em tempo real. Eles vão ser muito mais detalhados. E também haverá muitos mapas do interior de lugares, como shopping centers, hospitais e outros espaços. Tudo isso vai abrir novos potenciais.
Você acha que será possível mapear o mundo todo algum dia? Não. Acho que a tendência é termos uma colcha de retalhos, com diferentes escalas para áreas distintas. Ter tudo em uma mesma escala não faz sentido, porque não precisamos de mapas assim para todo o planeta. Para uma grande área urbana, como São Paulo ou Nova York, é importante ter mapas que cheguem ao nível dos prédios e que tenham resolução de centímetros.
Mas não precisamos de mapas similares do Deserto de Mojave ou da Bacia Amazônica. No passado, como eram feitos por governos, era definido um mesmo tamanho para tudo. Os mapas comerciais mudaram isso e abriram espaço para escalas variáveis, que é o que precisamos.
Por que é tão difícil fazer um bom mapa? Porque é uma representação do mundo, que deve ter o maior número possível de usos. Não há só um mapa, mas muitos. É necessário acomodar diferentes pontos de vista. Vemos incidentes internacionais em que dois países entram em conflito por conta de diferentes representações. É por isso que os mapas digitais têm tanto potencial. Pode haver um mapa para os indianos, outro para os ingleses e outro para os americanos.
O que você acha da qualidade dos mapas disponíveis hoje? Está melhorando progressivamente. A ideia de que há um mapa perfeito é enganosa, porque isso não existe. É impossível conseguir isso, porque todo mapa traz um grau de incerteza. Muito poucas pessoas compreendem que várias partes do mundo estão se movendo continuamente. O que acontece com os mapas da Austrália quando sabemos que é um continente que se desloca 7 centímetros por ano?
Estamos migrando para uma sociedade cada vez mais dependente de mapas digitais? Acho que sim. O uso de navegadores GPS e de mapas nos smartphones têm tornado as pessoas dependentes e menos capazes de encontrar o caminho usando o cérebro e a memória. Algumas pessoas lutam contra isso. Eu luto. Tento manter um bom mapa mental mesmo quando estou usando tecnologia para achar uma rota. Mas muitas pessoas ficam perdidas se você tirar o GPS delas. Usar mapas digitais deveria melhorar o nosso conhecimento geográfico. Para alguns, isso é verdade. Mas frequentemente a tecnologia tem reduzido esse conhecimento. Converso com pessoas que dizem: “Desde que comecei a usar o GPS, esqueci onde ficam os lugares e não sei mais me localizar sem essa tecnologia”. Isso é péssimo.

Velhos tempos

Do tempo em que as casas tinham, junto às caixas de correio, compartimentos para entrega de pães e leite. As entregas eram feitas em sua casa com toda a comodidade.

Atualmente as pessoas não têm tempo nem de tomar café em casa.


Casa na rua Leopoldina, Bairro Santo Antônio, Belo Horizonte.

Barack Obama no Quênia...

Nasceu no Havaí, filho de um queniano e de uma norte-americana. Foto de quando ele era jovem, visitando sua família na África. Será que ele imaginaria que seria presidente dos EUA algum dia?

Bem ou mal vê-se que a democracia funciona. Tem seus problemas, é verdade. Mas é melhor do que qualquer ditadura. 

Superávit Primário


Superávit primário: o pulo do gato


[...] o pulo do gato reside justamente no adjetivo que esconde a essência da medida: “primário”. Essa forma especial de contabilizar o superávit das contas públicas faz uma divisão malandra nas despesas realizadas pelo Estado. Isso significa que as despesas financeiras, com juros e com pagamento de serviços da dívida pública, não devem ser contabilizadas como despesas ordinárias. Por mais esquisito que possa parecer, é exatamente isso que se passou a fazer na contabilidade pública [...]. Assim, o setor público é chamado a fazer um grande esforço fiscal de corte de despesas orçamentárias (saúde, educação, saneamento, pessoal, previdência social e outras), com o objetivo de gerar o tal superávit primário. E todo o saldo desse resultado é dirigido automaticamente para o pagamento das despesas financeiras! Ou seja, os cortes acontecem nas despesas não-financeiras para assegurar que as despesas que beneficiam apenas o setor menos produtivo da sociedade sejam efetuadas sem nenhum risco.


[...]




A redução do superávit primário é solução e não problema

[...]

Com as receitas caindo [devido à crise financeira internacional] e as despesas não financeiras aumentando, não há meio de manter o superávit tal como imaginado. Na verdade, essa chiadeira toda do financismo [porque os governos não estão conseguindo manter o superávit primário¹] reflete o desconforto de um setor que sempre viveu às custas de uma drenagem assegurada dos recursos orçamentários para o caixa de suas empresas. Mais do que não cumprir a meta para 2012, o governo deveria tomar a iniciativa de ampliar o debate na sociedade e reintroduzir a isonomia no tratamento do gasto orçamentário. 

Com isso, a despesa de natureza meramente financeira deixaria de ter esse atendimento especial, um verdadeiro tratamento VIP. Afinal, por que os cortes sempre são feitos nas áreas sociais e não nos gastos com juros? 

Qual a razão para que itens como salário mínimo, pensões, aposentadorias, saúde, educação e reforma agrária sejam sempre objeto de redução, ao passo que as verbas do mesmo orçamento destinadas ao rentismo parasitário sejam mantidas sem questionamento?

A busca de um modelo de desenvolvimento social e econômico, com a necessária preocupação de sustentabilidade, deve passar por esse debate. Redefinir o esforço que o conjunto da sociedade realiza para assegurar recursos a uma parcela reduzida de sua elite é uma urgência. Assim talvez o superávit primário deixaria de ser reverenciado como Vossa Excelência e passaria à condição de todos nós, simples e honrados cidadãos da República.

Fonte: Portal Carta Capital. Disponível em: http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=5852. Acesso em 08 nov 2012.

Curiosity em Marte

Como o robô poderia ter tirado uma foto de si mesmo, em Marte, sem mostrar seu braço próprio mecânico? A resposta é que na verdade a foto abaixo é uma montagem de um mosaico de várias fotos que o robô tirou de si mesmo.

Então a paisagem abaixo (Marte) e a foto são verdadeiras. Para desespero dos que dizem que a viagem à Marte seria uma fraude.


Fonte: Portal Meio Bit. Disponível em: http://meiobit.com/110776/no-a-nasa-no-usou-fotgrafos-aliengenas/. Acesso em 06 nov 2012.

O teórico fim da dívida externa brasileira

Introdução
Há divergências sobre o assunto, adianto. Essa é uma tentativa de explicação do fim da dívida externa do Brasil. Valores e determinadas situações podem variar um pouco.

O governo Lula iniciou-se em 2003 e terminou em 2010, com uma reeleição em 2006. Governo neoliberal sim, como seus antecessores: Fernando Henrique, Itamar Franco e Fernando Collor. Mas depois do governo do PT algo realmente havia mudado no Brasil: o país deixou de ser devedor do FMI e passou a ser credor. Alguns dizem mesmo que a dívida externa brasileira foi quitada: um mito que deve ser explicado.

A dívida externa brasileira ainda exite, é um fato. Mas virtualmente ela foi eliminada. Isso porque o país tem reservas internacionais que superam o valor da dívida. E essas reservas estão aplicadas no exterior, rendendo juros que trazem uma situação confortável para o governo brasileiro. Assim o mercado internacional confia na capacidade de pagamento do Brasil.

O Longo Caminho
Historicamente a dívida externa do Brasil remonta à Independência de Portugal, quando Dom Pedro I pediu empréstimo à Inglaterra para pagamento de indenização aos portugueses. Desde então a dívida oscilou para cima, chegando a números altíssimos após o governo JK - sim, como construir Brasília sem dinheiro?

Nos governos militares a dívida aumentou muito também: obras faraônicas - Itaipu e Transamazônica, como exemplos, precisavam de muito dinheiro. Nos anos 80, a década perdida, ocorre declaração de moratória - paramos de pagar porque o caixa estava quebrado. Superinflação interna e descrédito externo. E dívida aumentando. Os anos 90 iniciaram-se com o governo Collor confiscando poupanças na tentativa de estabilizar a economia. Só gerou pânico e prejuízos aos brasileiros, que o retiraram por impeachment após denúncias de corrupção. Seu vice assume, Itamar Franco, que coloca o Plano Real para funcionar com ajuda de seu ministro da fazenda, FHC, que se elege presidente às custas da bandeira da estabilidade.

Há uma abertura do mercado doméstico a produtos estrangeiros. As contas são organizadas, com ajuda externa, em especial do EUA. É lógico pensar que essa ajuda era mutuamente benéfica: "eu te ajudo para você se recuperar e começar a me pagar".

O Governo Lula
A estabilidade econômica não trouxe a solução do problema da dívida externa. Pelo contrário, ela só aumentava. Crises internacionais aumentavam o problema: causavam a necessidade de se recorrer a empréstimos do FMI para pagar os compromissos. Diante das crises a fuga de investimentos era inevitável. Como pagar dívidas se não existe dinheiro investido aqui?

Lula é eleito afirmando antes da eleição que iria honrar todos os compromissos. A desconfiança internacional era a de que se o PT assumisse a presidência iria parar de pagar a dívida externa, coisa que o partido já defendeu na década de 90. Quase custou a quebra do Real.

Durante seu mandato, porém, Lula manteve seu governo neoliberal, pagando os juros da dívida, mantendo o superávit primário - economia para pagar os juros, diminuindo investimentos principalmente em infraestrutura. O presidente, então, deu o aval para que seu presidente do Banco Central, Henrique Meireles - o mesmo presidente do BC de FHC - colocasse em prática seu plano.

A Mudança de Paradigma
Favorecido por relativa ausência de crises internacionais no período 2003-2006, o Brasil passou a crescer consideravelmente suas exportações, gerando saldos positivos na balança comercial: importava menos que exportava. As reservas foram aumentando gradativamente desde 2003, junto com a dívida externa, que estava perto de R$400 bilhões.


O plano de Henrique Meireles: pagar os juros da dívida antecipadamente de 2006 a 2012. Calculou-se quanto o Brasil iria dever de juros neste período, e o governo adiantou o pagamento ao FMI. Essa ação desafogou as contas do país por um bom tempo: a dívida ficou congelada. Por outro lado as reservas internacionais continuavam a aumentar.

Com dinheiro sobrando, a jogada de mestre foi o governo começar a emprestar dinheiro das reservas internacionais ao FMI, para que ele emprestasse a países em crise, recebendo por isso juros. R$10 bilhões aqui, R$30 bilhões ali, e durante o período acima citado o Brasil foi emprestando e tendo direito a juros.

Sem se prender muito a valores exatos, o Brasil hoje deve, em 2012, algo próximo dos R$600 bilhões. E como reservas internacionais tem algo próximo de R$700 bilhões. O compromisso atual é o de acompanhar o valor da dívida e das reservas, já que ambas crescem. Isso foi o que o governo petista fez: decretou o fim da dívida, virtualmente falando.


Dívida Interna e Efeitos Colaterais
Representa, grosso modo, as dívidas que as esferas de governo têm umas com as outras e com bancos e outros organismos internos. O governo federal deve muito aos governos estaduais e municipais. Dinheiro de impostos que não são repassados aos Estados e Municípios, que também têm dívidas com a esfera federal. A dívida interna cresceu muito no governo Lula, representando sucateamento de serviços públicos: estradas, portos, hospitais, educação, etc. O dinheiro foi, também, emprestado ao FMI para que service ao aumento das reservas internacionais, para ajudar a "quitar" a dívida externa.


A ideia foi a de privatizar estradas, ferrovias e outras estruturas estatais, sob o disfarce de concessões, para aliviar a responsabilidade do governo em algumas áreas, fazendo o contribuinte arcar com tais estruturas. Um aumento de impostos disfarçado.

Táticas neoliberais que funcionaram, por um lado, mas que mantêm o drama de o Brasil ser uma Escandináfrica: um país escandinavo para arrecadação de impostos, um país africano para oferecer serviços públicos de qualidade. O próximo desafio a ser superado.

Alan Martins.
Geógrafo.

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