Colchão de pedra

O prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, tem a receita para evitar que o pobre vá para debaixo da ponte...

Política de higienização social visando a Copa do Mundo.
Eu não acreditei no que tinha visto. Por isso pesquisei na internet e descobri que, realmente, esta cena é na capital mineira. A Câmara Municipal de Belo Horizonte debateu, em Audiência Pública, as políticas para moradores de rua na cidade (link abaixo). Entre os problemas discutidos foi citada a instalação de pedras debaixo de viadutos como forma de desestimular a ocupação destes lugares. Eu se fosse prefeito teria vergonha. Eu se fosse eleitor deste prefeito teria mais vergonha ainda!


Sucesso da energia fotovoltaica: efeitos colaterais


Há mais de 10 anos, a Alemanha lançou um audacioso plano de apoio à expansão da produção e integração das energias renováveis em sua matriz energética, no qual a eletricidade de origem solar fotovoltaica recebeu atenção especial. Recentemente, “vítima de seu sucesso ” – bastante oneroso, e sofrendo os impactos da crise econômica mundial e europeia, o país está revendo sua política energética.
No momento em que o Brasil aguarda a definição dos critérios para a conexão da micro e minigeração distribuída às redes de distribuição, o caso alemão de integração de larga escala de energias renováveis merece ser analisado com atenção sobretudo por duas razões: o êxito da rápida expansão e integração das fontes renováveis e os problemas que decorreram da falta de limites do programa. É importante lembrar que a Alemanha possui importante nível de atividade industrial forte consumidora de eletricidade, e que é o país que melhor tem enfrentado a crise europeia, apesar de ter os preços de sua eletricidade elevados.

Em 2000, Alemanha implementou o German Renewable Energy Sources Act, conhecido como EEG. O plano se baseia na remuneração da eletricidade gerada a partir de fontes renováveis através do sistema feed-in tariff [1] com venda garantida durante vinte anos. O nível das tarifas é ajustado para baixo anualmente e revisto a cada três ou quatro anos para incentivar a competitividade com outras fontes de geração a longo termo.
Na época em que foi lançado, os custos dos sistemas fotovoltaicos eram extremamente elevados e por isso o apoio do programa foi fundamental para viabilizar o desenvolvimento da indústria e a integração da fonte. Ao mesmo tempo, os custos elevados do apoio ao solar fotovoltaico já representavam um peso importante para o programa. Os custos do EEG são financiados por uma taxa cobrada nas tarifas de todos os consumidores de eletricidade, com exceção de algumas categorias, como os grandes consumidores industriais.
Nos últimos anos, o programa de compra garantida passou a representar custos mais elevados do que o previsto e a sobretaxa cobrada para seu financiamento teve que ser aumentada. Em realidade, a Alemanha não esperava que fosse haver uma adesão tão expressiva da população. O país ultrapassou constantemente suas metas de expansão da capacidade instalada de geração solar fotovoltaica. Diante das altas tarifas remunerando essa fonte de geração, e face a uma redução radical dos custos dos sistemas fotovoltaicos, milhares de cidadãos resolveram se tornar produtores de eletricidade e assim aumentar sua renda, afinal o EEG garantia por lei que a eletricidade seria comprada. O sucesso foi tamanho que em 2010, o país respondia por 44% da capacidade instalada global (Grau, 2012). [...]
Afim de reduzir o impacto financeiro sobre o EEG, o governo começou a prever uma série de ajustes a partir de 2009. Houve redução do nível da tarifa e aumento do grau de reajuste negativo do preço da tarifa. Os esforços entretanto não foram suficientes pois a velocidade da queda dos custos dos sistemas fotovoltaicos foi ainda mais expressiva. Nos últimos cinco anos a queda foi de 57% [...] O número de microgeradores continuou a aumentar.
Em dezembro de 2011, foi registrado um novo recorde de instalações de sistemas solares fotovoltaicos totalizando um acréscimo de 7,5 GW somente em 2011  – a EPE (2012) estima que o Brasil possui 20 MW. Em janeiro deste ano, o governo adotou medidas mais radicais para frear a expansão da geração de eletricidade de origem solar fotovoltaica: uma redução da tarifa oferecida, reduções mensais progressivas a uma taxa fixa e um modelo de integração de mercado. O modelo proposto ainda se encontra em discussão no parlamento.
[...]
[...] o corte na tarifa é muito elevado e [...] adotar um sistema de redução da remuneração a taxas fixas é contra a dinâmica do mercado. Afinal, não se pode saber de antemão a que ritmo a tecnologia continuará a ter seus custos reduzidos ou se tornar efetivamente competitiva com outras fontes de geração. Ora, os problemas que o governo enfrenta atualmente são justamente dessa natureza, afinal ele não foi capaz de prever o ritmo de redução dos custos e ajustar de forma adequada a remuneração ofertada. As reduções devem portanto seguir a dinâmica de preços do mercado.
Dessa forma, o desafio do governo é encontrar um sistema em que haja uma penetração de solar fotovoltaico a um ritmo mais lento, que limite os custos do programa e consequentemente o impacto sobre a tarifa de eletricidade. [...].
Se a preocupação em limitar os custos do EEG é legítima, o governo deve tomar cuidado para não provocar um brusco desinteresse pela fonte e afetar negativamente toda a cadeia de produção e implementação que existe atualmente. Além do reajuste dinâmico de preços, seguindo a queda dos preços da instalação dos sistemas fotovoltaicos, existem outros instrumento de incitativos desenvolvidos para que as pessoas não busquem produzir eletricidade além de suas necessidades de consumo. Uma delas é justamente o sistema denet metering onde o microgerador que produzir eletricidade excedente é remunerado “fisicamente”, em KWh, e não financeiramente. Não há interesse em se produzir além do que se pode consumir. Esse é o modelo previsto pela Resolução Normativa n° 482, de 17 de abril de 2012, da ANEEL que rege o acesso de micro e minigeração distribuída aos sistemas de distribuição de energia elétrica.
É interessante notar que apesar de todo esse esforço e do avanço da indústria solar fotovoltaica na Alemanha, o país ainda não atingiu a paridade tarifária [...] A Alemanha ainda precisa de subsídios que viabilizem a integração da fonte na sua matriz.
No caso brasileiro a micro e a minigeração solar fotovoltaica distribuída já são competitivas em diversas regiões e nesse momento o mais importante em termos de regulamentação é evitar barreiras artificiais que impeçam as pessoas de gerarem sua própria eletricidade e se integrarem à rede distribuição.

[1] No sistemade feed-in tariff a eletricidade gerada é remunerada a um preço premio (acima do cobrado pelas distribuidoras) durante um largo período de tempo afim que o investidor tenha um fluxo de caixa contínuo que remunere seu investimento sem nenhum risco.

Determinação e satisfação

"Você tem que acordar cada manhã com determinação se você pretende ir para a cama com satisfação".

GEORGE LORIMER, jornalista norte-americano. Século XX.


Comparativo de planetas e estrelas

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O saber e a inteligência...

"Saber muito não lhe torna inteligente. A inteligência se traduz na forma como você recolhe, julga, maneja e, sobretudo, onde e como aplica esta informação".

CARL SAGAN, astrônomo norte-americano.


Teoria da Relatividade para humanos entenderem


É a idéia mais brilhante de todos os tempos - e certamente também uma das menos compreendidas. Em 1905, o genial físico alemão Albert Einstein afirmou que tempo e espaço são relativos e estão profundamente entrelaçados. Parece complicado? Bem, a idéia é sofisticada, mas, ao contrário do que se pensa, a relatividade não é nenhum bicho-de-sete-cabeças. 
A principal sacada é enxergar o tempo como uma espécie de lugar onde a gente caminha. Mesmo que agora você esteja parado lendo [...], você está se movendo - pelo menos, na dimensão do tempo. Afinal, os segundos estão passando, e isso significa que você se desloca pelo tempo como se estivesse em um trem que corre para o futuro em um ritmo constante. Até aí, nenhuma novidade bombástica. Mas Einstein também descobriu algo surreal ao constatar que esse "trem do tempo" pode ser acelerado ou freado. Ou seja, o tempo pode passar mais rápido para uns e mais devagar para outros. Quando um corpo está em movimento, o tempo passa mais lentamente para ele.
Se você estiver andando, por exemplo, as horas vão ser mais vagarosas para você do que para alguém que esteja parado. Mas, como as velocidades que vivenciamos no dia-a-dia são muito pequenas, a diferença na passagem do tempo é ínfima. Entretanto, se fosse possível passar um ano dentro de uma espaçonave que se desloca a 1,07 bilhão de km/h e depois retornar para a Terra, as pessoas que ficaram por aqui estariam dez anos mais velhas! Como elas estavam praticamente paradas em relação ao movimento da nave, o tempo passou dez vezes mais rápido para elas - mas isso do seu ponto de vista. Para os outros terráqueos, foi você quem teve a experiência de sentir o tempo passar mais devagar. Dessa forma, o tempo deixa de ser um valor universal e passa a ser relativo ao ponto de vista de cada um - daí vem o nome "Relatividade". Ainda de acordo com os estudos de Einstein, o tempo vai passando cada vez mais devagar até que se atinja a velocidade da luz, de 1,08 bilhão de km/h, o valor máximo possível no Universo.
A essa velocidade, ocorre o mais espantoso: o tempo simplesmente deixa de passar! É como se a velocidade do espaço (aquela do velocímetro da nave) retirasse tudo o que fosse possível da velocidade do tempo. No outro extremo, para quem está parado, a velocidade está toda concentrada na dimensão do tempo. [...] Mas as descobertas da Relatividade não param por aí. Ainda em 1905, Einstein concluiu que matéria e energia estavam tão entrelaçadas quanto espaço e tempo. Daí surgiu a célebre equação E = mc2 (energia = massa x a velocidade da luz ao quadrado), que revela que uma migalha de matéria pode gerar uma quantidade absurda de energia.
[...]
Resumindo a parte mais legal e absurda: para um corpo parado, o tempo corre com velocidade máxima. Mas quando o corpo começa a se movimentar e ganha velocidade na dimensão do espaço, a velocidade do tempo diminui para ele, passando mais devagar. A 180 km/h, 30 segundos passam em 29,99999999999952 segundos. A 1,08 bilhão de km/h (a velocidade da luz), o tempo simplesmente não passa.

Soja


Resposta correta: selecione o espaço entre parênteses abaixo.
( Letra D )

Fonte: Concurso público professor Geografia. Pindorama-SP. 2012.

Cidades globais: critério de definição


Resposta correta: selecione o espaço entre parênteses abaixo.
( Letra C )

Fonte: Concurso público professor Geografia. Pindorama-SP. 2012.

O veto ao artigo 56 do Código de Trânsito

Para o atual Código Brasileiro de Trânsito todos os veículos são  tratados da mesma maneira: motos, carros e caminhões têm que manter distância mínima um do outro. Não existe uma proibição explícita de motos circularem nos corredores, mas a maior parte dos especialistas interpreta o código dizendo que as motocicletas deveriam circular como os automóveis, ou seja, atrás dos carros.

Existe uma discussão no Congresso Nacional sobre a liberação dos corredores para motos, lobby das montadoras de motocicletas, que insistem em dizer que suas mercadorias não são como os outros veículos automotores. Na época de aprovação do código atual, o então presidente Fernando Henrique vetou o artigo 56 que liberava a ocupação dos corredores por motos.

Mas a fiscalização foi falha, e os corredores foram ocupados pelas motocicletas, sinônimos de agilidade. É de se destacar que a maior parte dos acidentados graves no trânsito das grandes cidades é formada por motociclistas. Mas o caos do trânsito das grandes cidades age contra o marketing de agilidade promovida pelas motos. E agora, liberar ou não os corredores?

Campanha pela liberação: até em redes sociais já está sendo exposta.

A cobiça por recursos naturais africanos

Nova Kilamba é uma cidade nova, feita de edifícios brilhantemente coloridos e imaculados, construídas em menos de três anos a 30 Km de Luanda, capital de Angola. Está quase vazia, uma cidade fantasma construída por uma empresa estatal chinesa - China International Trust and Investment Corporation (CITIC) - por um valor gritante de US$ 3,5 bilhões. Onde estão as 500.000 pessoas que podem acomodar este complexo urbano refletindo tanto em torno da capital angolana?
Um repórter da BCC visitou a Nova Cidade Kilamba, descrevendo-a como um lugar "surpreendentemente silencioso, as vozes saltando fora das paredes de concreto fresco e estradas vazias. Não há praticamente nenhum automóvel e ainda menos pessoas. Apenas Dezenas de linhas de apartamentos coloridos e infinitamente repetido, as janelas fechadas e varandas vazias. Depois de dirigir em torno de quinze minutos, não vimos nada, exceto os trabalhadores chineses, muitos dos quais viviam em pré-fabricados ao redor do local ".
A cidade, um novo deserto, é o trabalho do estado chinês que tem sido prestado, como é frequente no caso na África, em troca de prioridade de acesso aos recursos naturais; de óleo no caso do Angola. Tecnicamente, o gigantesco projeto foi amortecido pelo governo angolano. O problema é que ninguém vem. Dos 2.800 apartamentos disponíveis em 750 edifícios de oito andares, apenas 220 foram vendidos. As dez escolas do complexo, apenas um punhado funcionam.
O projeto é defendido com unhas e dentes pelo governo do Presidente José Eduardo dos Santos, que antes do início de seu mandato prometeu construir um milhão de casas em quatro anos. O problema atual é que as residências da Cidade Nova Kilamba - cujos preços variam entre 120.000 e 200.000 dólares - são inacessíveis para a grande maioria da população, dois terços dos quais vivem com menos de 2 dólares por dia, de acordo com as estimativas das organizações internacionais.
"Simplesmente não há classe média em Angola, só os muito pobres e muito ricos. E assim não há ninguém para comprar este tipo de habitação", explica Elias Isaac, membro da Open Society Iniciativa da África Austral (OSISA), citado pela BBC. O governo de Angola promete facilitar o crédito à habitação, e constituir um elemento de habitação social no parque habitacional. Os críticos dizem que ele quer sobretudo  concorrer para a eleição presidencial em 31 de agosto de 2012.
A China ajudou a construir esta cidade fantasma porque na realidade ela quer os recursos de propriedade de Angola. Bem-vindo a um mundo feito pela China para a posse de recursos petrolíferos.
Conjuntos habitacionais em Nova Kilamba, Angola. Vazios, sem compradores.

Fonte: A cidade fantasma de Angola. Disponível em: http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-cidade-fantasma-de-angola?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter. Acesso em 06 jul 2012. Adaptado.

Para o sucesso...

"Persistência é a chave. Você ganha experiência e depois excelência."

ALAN MARTINS, geógrafo.



(In)dependência americana...

Foreign Debt - Dívida Externa / Fossil Fuels - Combustíveis Fósseis.

Força e persistência


"O rio corta a rocha, não por causa de sua força, mas sim por causa de sua persitência".

JIM WATKINS. Repórter norte-americano.


Energia solar não é viável?


Quando o sol nascer...


"Na África todas as manhãs o cervo acorda sabendo que deverá conseguir correr mais do que o leão se quiser se manter vivo. Todas as manhãs o leão acorda sabendo que deverá correr mais que o cervo se não quiser morrer de fome.
Conclusão: Não faz diferença se você é o cervo ou leão, quando o sol nascer você tem que começar a correr."

AUTOR DESCONHECIDO.


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