Leis: a polícia prende e a justiça solta


Transporte público diminui gastos com saúde

Poluição mata. As grandes cidades são grandes fontes de poluição. E o que mais contribui para este quadro é o elevado número de veículos automotores. 

Segundo pesquisas, 90% da poluição atmosférica de uma cidade como São Paulo é gerada por carros, motos e caminhões. O transporte individual, no entanto, é responsável por 45% dos deslocamentos na capital paulista, contra 55% do transporte público. Pesquisadores ainda apontam  que três pistas de carro em uma avenida como a marginal do rio Tietê têm capacidade de transportar aproximadamente 5.500 passageiros por hora. Já uma pista de ônibus leva quase 6.700 passageiros. Se for o metrô, um trilho transporta 60.000 passageiros/hora.


O problema da ampliação da rede metroviária pelo país tem sido atribuído ao alto custo. Um quilômetro de metrô é muito mais caro que um quilômetro de qualquer outro meio de transporte terrestre. Porém, quando se insere a variável socioambiental nas avaliações de custo-benefício, as vantagens para a saúde superam muito os gastos. Todas as medidas para diminuir a poluição dão lucro porque investimentos em transporte de massa resultam em menores gastos no setor de saúde.

Se o metrô da cidade de São Paulo parasse de funcionar por um ano, por exemplo, o governo gastaria mais de US$18 bilhões com mortes pela poluição. Faça as contas: um metrô como o de Belo Horizonte, que para terminar de ser ampliado na atual previsão de projeto, tem um custo estimado em R$3 bilhões. O governo não gasta porque diz que é caro. Porém, gasta mais com o setor de saúde da capital mineira, que tem aproximadamente a metade da frota de veículos de São Paulo. E a cada dia entram mais veículos em circulação.

E infelizmente os belo-horizontinos ficam esperando o governo federal, já que o orçamento anual da prefeitura de Belo Horizonte está perto de R$7 bilhões, insuficientes para arcar, sozinha, com a ampliação da malha metroviária.

Fonte: A poluição e o metrô. Artigo disponível em: http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-poluicao-e-o-metro?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter. Acesso em: 28 jun 2012.

Saúde pública ou privada...


Dominação

"Mais que pela força, nos dominam pelo engano."

SIMON BOLÍVAR, militar e líder político venezuelano, século XIX.


Realizando sonhos

"Não conheço ninguém que conseguiu realizar seu sonho sem sacrificar feriados e domingos pelo menos uma centena de vezes. O sucesso é construído à noite! Durante o dia você faz o que todos fazem. Mas, para obter um resultado diferente da maioria, você tem que ser especial. Se fizer igual a todo mundo obterá os mesmos resultados. Não se compare à maioria, pois, infelizmente ela não é modelo de sucesso. Se você quiser atingir uma meta especial, terá que estudar no horário em que os outros estão tomando chopp com batatas fritas. Terá de planejar, enquanto os outros permanecem à frente da televisão. Terá de trabalhar enquanto os outros tomam sol à beira da piscina. A realização de um sonho depende de dedicação, há muita gente que espera que o sonho se realize por mágica, mas toda mágica é ilusão, e a ilusão não tira ninguém de onde está, em verdade a ilusão é combustível dos perdedores. Quem quer fazer alguma coisa encontra um meio. Quem não quer fazer nada encontra uma desculpa".

ROBERTO SHINYASHIKI, escritor brasileiro.

Erosão marinha

Em ambientes litorâneos, sujeitos à erosão marinha, como por exemplo certas áreas da Região Metropolitana do Recife - PE, utilizam-se como proteção aos processos erosivos: quebra-mar, espigões e molhes. A construção de um molhe é feita fundamentalmente para:


a - aumentar a deposição sedimentar na foz do tipo estuário.
b - dispersar as ondas de mares fortes.
c - proteger entradas de rios e baías, por serem estruturas que desviam as correntes marítimas.
d - barrar os sedimentos arenosos que estão sendo carregados pela corrente litorânea.
e - evitar a erosão eólica e marinha em canais deltáicos e estuários.

Resposta correta: selecione o espaço entre parênteses abaixo.
( Letra C )

Fonte: Concurso público Analista Ambiental. Recife. 2008. Adaptada.

Maluf, o PT e a Interpol

O deputado federal Paulo Maluf é procurado no exterior pela Interpol por crimes financeiros e de corrupção. Só não foi preso ainda no Brasil por ter tido a ideia brilhante de se candidatar a deputado federal, ganhar a eleição e o foro privilegiado - deputados federais somente são julgados pelo Supremo Tribunal Federal, que julga processos muito mais lentamente que as demais instâncias judiciais brasileiras.

O governo suíço já enviou documentos ao Brasil provando que ele é culpado. Ele continua negando perante as evidências. O pior: convencendo pessoas a votarem nele. O pior do pior: convencendo outros políticos a se aliarem a ele para conseguir votos e tempo de propaganda política na televisão. E para a surpresa de muitos, entre eles a minha surpresa, o PT se aliou ao malufismo, com o próprio ex-presidente Lula tomando a frente para tentar ajudar seu candidato petista a vencer as eleições na cidade de São Paulo.

Vale tudo para vencer? Foro privilegiado é justo, é constitucional?

Retrato da Rio+20


Sugestões para a diminuição de engarrafamentos

Entrevista com o ex-prefeito de Bogotá, Colômbia.

Como é uma cidade avançada?

"A cidade avançada não é aquela em que alguns pobres andam de carro, e sim aquela onde os ricos usam o transporte público."

ENRIQUE PEÑALOSA, ex-prefeito de Bogotá - Colômbia.

Como pessoas ricas se animarão a utilizar um transporte público como acima?

Estamos dispostos a abandonar o consumismo?


Need For Spead: Superfastfood!


Como fazer as vendas de uma empresa aumentarem em uma estação de trem? Em Varsóvia, Polônia, o McDonalds descobriu uma maneira criativa de fazer. Ao mesmo tempo um jeito que ensina a refletir sobre nossa alimentação "superfastfood"!

Em cooperação com as ferrovias do Estado polonês, o McDonalds aproveitou sua proximidade a partir do eixo principal da Estação de Varsóvia - 50 metros de distância -  e criou algo como "Horários Hamburger." Um painel da estação exibe em tempo real informações de programação da partida de trens: o destino, número da linha, a plataforma, etc.

A novidade é que em vez de aparecer o tempo para partida do próximo trem, aparecem menus de fastfood que você pode comer no tempo de espera do transporte: o "tempo suficiente para comer". Quando os passageiros verificam a programação, podem ver um hambúrguer, batatas fritas, refrigerantes, sorvetes, biscoitos cookies, ou todos juntos. Assim eles ficam sabendo se têm tempo de sobra para visitar o McDonalds. Quando os usuários veem apenas uma xícara de café, por exemplo, as pessoas percebem que a chegada de seu transporte é iminente.

Resultado: passageiros à espera começaram a passar mais seu tempo no McDonalds em vez de esperar do lado de fora. O McDonalds registou um aumento de 4.500 clientes no primeiro mês da campanha. Mais uma maneira de encher os bolsos de uma transnacional.  Ponto para a empresa. Mas também um reflexo da atual crise de nosso sistema de vida: corremos tanto que não temos tempo para parar e saborear nossa refeição, isso pra não falar da qualidade da mesma.


Necessidade de velocidade para comer. Sinais de falta de tempo e de saúde da população.  E até isso grandes empresas aproveitam. Capitalismo! Vídeo da campanha do 'Horários Hamburger "abaixo:

A vida é um espelho...

"A vida me ensinou que as pessoas são amigáveis, se eu sou amável; que as pessoas são tristes, se estou triste; que todos me querem, se eu os quero; que todos são ruins, se eu os odeio; que há rostos sorridentes, se eu lhes sorrio; que há faces amargas, se eu sou amargo; que o mundo está feliz, se eu estou feliz; que as pessoas ficam com raiva quando eu estou com raiva e que as pessoas são gratas, se eu sou grato. A vida é como um espelho: se você sorri para o espelho, ele sorri de volta. A atitude que eu tome perante a vida é a mesma que a vida vai tomar perante a mim. Quem quer ser amado, ama."


MAHATMA GANDHI, pacifista indiano.

Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil

Já existe uma nova reimpressão, ampliada com novos personagens, entre eles a presidenta Dilma. Existe também um livro da mesma série imperdível, Guia Politicamente Incorreto da América Latina.

Abaixo uma edição mais antiga. O livro é muito bom. Vale a pena comprar um. Boa reflexão.

Clique sobre a capa do livro para leitura.

Necessidade de ciclovias


Funções do Ministério Público...

...explicada por quadrinhos!

Para ler a história clique sobre a capa da revista.

O carro matou a cidade

Início
A ideia de autolocomoção já era pensada desde fins do século XVIII com veículos usando motores a  vapor. Mas a ideia pegou  mesmo quando foi inventado o motor de combustão interna no fim do século XIX. E se disseminou com sua fabricação de automóveis em série, implantada por Henry Ford no início do século XX.

Os carros foram inventados para satisfazerem uma minoria muito rica. Bens luxuosos que não foram direcionados, inicialmente, para a classe trabalhadora. Naquela época todos se deslocavam a velocidades parecidas, independentemente de suas posições sociais. Ricos ou pobres andavam de carroças, bicicletas ou trens. O carro a motor iria mudar tudo isso.

O privilégio que o automóvel trazia era o de viajar mais rapidamente que todas as demais pessoas. As diferenças de classe se expressaram, pela primeira vez, nos meios de transportes. O transporte individual era muito diferente dos outros meios de transportes: o bonde, o trem, a bicicleta, a carroça, todos agora seriam utilizados apenas pela massa. 

Uma aura de independência se instaurou em quem podia ter automóveis. Mas uma dependência radical  se escondia: ao contrário do cavaleiro, do carroceiro ou do ciclista, o motorista iria depender de combustível, de especialistas em reparos, em motores, em lubrificação e em troca de peças. O relacionamento do motorista, em vez de proprietário e mestre, passou a ser de usuário e consumidor. Este veículo, em outras palavras, obrigaria o proprietário a consumir e usar uma gama de serviços comerciais e produtos industriais que somente seriam fornecidos por terceiros.

A Mudança
Os magnatas do petróleo foram os primeiros a perceber o ganho que poderia ser extraído da distribuição em escala do carro a motor. Se as pessoas pudessem ser induzidas a viajar em carros, eles poderiam vender o combustível necessário para movê-los. Haveria tantos clientes para a indústria do petróleo quanto existissem motoristas, uma vez que haveria tantos motoristas quanto famílias.

A população inteira seria cliente dos comerciantes do ramo petrolífero. Um produto que uma única indústria possuía o monopólio. Outras indústrias se aproveitaram do vislumbrado mercado. Carros não andariam sem bons pneus, o que fez florescer, por exemplo, os negócios de empresas como Goodyear e Michelin. E os governos pelo mundo souberam se aproveitar da disseminação dos automóveis, através da arrecadação crescente de impostos.

Seria necessário e suficiente baixar o preço do carro usando a produção em massa e a linha de montagem. A Ford liderou este processo. Daquele momento em diante a propaganda seria a de que o povo poderia ter o privilégio de dirigir tão rápido quanto qualquer um da alta sociedade. Quando a classe trabalhadora começou a comprar os automóveis, percebeu-se o engano: o privilégio de burgueses, antes restrito, agora era universal. Todos foram colocados em posição antagônica, transformados em consumidores do espaço.  Engarrafamentos se generalizaram, o tráfego das cidades caiu vertiginosamente para velocidades próximas a de carroças e de bicicletas, novamente.

Linha de montagem do Ford T. Considerado o primeiro carro universal.
O Estado foi chamado a intervir na situação. Daí a justificativa de criação das vias expressas. Porém todas as tentativas de soluções apenas mitigavam a situação. Não importa se elas aumentam o número de vias expressas, túneis, elevados, estradas, o resultado foi e é sempre o mesmo. Quanto mais espaço para os automóveis, mais carros e mais lentidão. Não importa o quão larga seja uma rodovia ou avenida, os gargalos de espaço sempre vão existir, e as velocidades médias nas grandes cidades vão continuar próximas a 20 km/h, no máximo.

A Cidade na UTI
As cidades tornaram-se um inferno. Trânsito e obras por todos os lados, permanentemente. A solução para este problema: livrar-se delas! A vida no campo ou longe dos centros urbanos é alçada a objetivo. Condomínios fechados, bairros dormitórios longes do centro, ou mesmo a moradia em cidades satélites são utilizados como solução por grande parte da população. Os cidadãos já tinham o automóvel, então grandes distâncias poderiam ser erguidas entre as diferentes facetas de suas vidas: suas casas, seus trabalhos, suas diversões, seus estudos, tudo longe um do outro.

Porém grande quantidade de tempo em deslocamentos de automóveis é utilizada. Gasta-se também grande quantidade de horas de trabalho para pagar pelo automóvel. Lentos deslocamentos, combustível, pneus, pedágios, seguro, manutenção, flanelinhas, violência no trânsito, acidentes e um especial, os estacionamentos - antes gratuitos, agora rotativos e particulares com taxas a cada dia mais exorbitantes. E por outro lado o Estado seguia apoiando a disseminação dos carros: atualmente são utilizadas táticas de isenção fiscal e ampliação do acesso ao crédito. Os gastos do cidadão comum com transporte se elevaram assustadoramente. Em contrapartida sua qualidade de vida diminuiu.

O tempo livre sumiu. As cidades foram divididas em infinitos subúrbios de estrada. As pessoas passariam a não poder se deslocar convenientemente porque estavam distantes de tudo. Para construir espaço para carros, as distâncias foram aumentadas. No fim o carro desperdiça mais tempo que economiza! Mas um argumento continua impecável: dê-nos mais carros para que possamos escapar da destruição causada pelos carros!

De artigo de luxo a necessidade vital. O supérfluo tornou-se necessário. O carro mata a cidade. Você passa a não saber quando vai chegar a um determinado destino ou compromisso. Você está tão limitado ao tráfego quanto o trem a seus trilhos. O carro não tem nenhuma das vantagens do trem, e possui todas as suas desvantagens, acrecidas de algumas próprias: vibração, espaço apertado, perigo de acidentes, poluição acelerada nas cidades.

O Transporte Público
Mesmo a classe trabalhadora que não possui automóvel paga caro por não ter! A qualidade do transporte público de massa nas cidades, essencialmente rodoviária, cai vertiginosamente por culpa da competição desigual com o transporte individual. Escuta-se em ônibus superlotados, de passageiros inconformados por estarem de pé em engarrafamentos, que ainda vão solucionar seus problemas: comprar um automóvel!

O transporte público, apontado atualmente pela mídia como solução, foi sucateado. Mesmo em cidades que tentam privilegiar o transporte de massa rodoviário, soluções como o BRT encontram dificuldades pelo encarecimento do espaço com vistas a servir de desapropriações para alargamento e segregação de avenidas. O transporte ferroviário, sucateado de propósito pelo lobby da indústria automobilística, em casos como o do Brasil foram deixados sob tutela de sucessivos e distantes governos federais que se importam mais com a manutenção do giro da roda da economia do que com a lentidão das rodas dos automóveis.

Como sair desse labirinto? Sair mais cedo para o trabalho? Apoiar a introdução de rodízios ou pedágios urbanos? O fato é que a indústria automobilística age como não fizesse parte do problema. Ela olha apenas para os números de suas vendas e lucros. Pressionam governos para estarem com vendas em alta indefinidamente, como se o espaço das cidades fosse infinito. Crescimento pelo crescimento. E os governos vão agindo mitigando um modelo insustentável: abrindo ruas, desapropriando casas, abrindo mão da cobrança de impostos de automóveis, investindo precariamente em transporte de massa.

Vislumbrando Soluções
Para que as pessoas possam abandonar seus carros, mágica não existe. Não será suficiente o oferecimento de mais e melhor transporte de massa. As pessoas terão que se sentir confortáveis o bastante em seus bairros, poder ir ao trabalho, ao lazer, à escola, ao hospital, próximos de suas residências. Uma solução extremamente complicada: acabar com a fragmentação da cidade, de forma a não necessitarmos tão ferozmente de nos locomovermos tanto para atividades do dia a dia. Enfim, a solução é construir novas cidades! As atuais já estão mortas!

O problema do transporte não é um assunto em si mesmo. Está conectado a vários problemas. A maneira como as cidades são arranjadas dá continuidade à desintegração das pessoas, uma divisão similar àquela da divisão do trabalho na fábrica. Uma divisão que, a cada dia, perde mais sentido de existir.

Fonte: A ideologia social do carro. Artigo disponível em: http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-ideologia-social-do-carro-por-gorz?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter. Acesso em 14 jun 2012.

Sobre estrelas e perdas...

"Se você perdeu dinheiro, perdeu pouco.
Se você perdeu a honra, perdeu muito.
Se você perdeu a coragem, perdeu tudo."

VICENT VAN GOGH, pintor holandês.

A noite estrelada. Van Gogh.

Primavera Síria


Expansão de Megacidades


Resposta correta: selecione o espaço entre parênteses abaixo.
( Letra D )

Fonte: Vestibular UFTM. 2012.

Questão Tipos Climáticos Brasileiros


Resposta correta: selecione o espaço entre parênteses abaixo.
( Letra C )

Fonte: Vestibular UFTM. 2012.

Atualidades Oriente Médio


Resposta correta: selecione o espaço entre parênteses abaixo.
( Letra B )

Fonte: Vestibular UFTM. 2012.

Questão Climas Brasileiros


Resposta correta: selecione o espaço entre parênteses abaixo.
( Letra E )

Fonte: Vestibular UFTM. 2012.

Os maiores vilões de gasto com combustível em carros


1 - 17,8% de gasto a mais: pneus sem calibrar.
2 - 10,8% de gasto a mais: excesso de peso no carro.
3 - 9,3% de gasto a mais: janelas abertas.
4 - 7,5% de gasto a mais: velas gastas.
5 - 6,2% de gasto a mais: filtro de ar com sujeira.
6 - 5,2% de gasto a mais: rodar no ponto morto.

Fonte: Revista Superinteressante. Disponível em: http://super.abril.com.br/cotidiano/como-economizar-combustivel-644898.shtml. Acesso em 07 jun 2012.

O cúmulo da globalização...

Supõe-se que a Laranja Bahia seja produzida, pelo seu nome, apenas no Estado da Bahia não? Mas a globalização permite estas situações engraçadas, já se produz este tipo de laranja fora do país. E em muitos casos em níveis competitivos melhores que os padrões de produção brasileiros. Uma das razões é a alta carga tributária do país, embutida no preço final de todos os produtos, entre eles as laranjas.

Foto: Supermercado Carrefour Campinas - SP.

Bolívia: saída para o mar...

Leia reportagem da Folha de São Paulo abaixo.

Bolívia pede renegociação de saída ao mar com Chile na OEA
A Bolívia pediu nesta terça-feira ao Chile a renegociação de um tratado bilateral de 1904 como forma de resolver sua antiga demanda para recuperar uma saída soberana para o oceano Pacífico, pedido que é renovado anualmente durante a reunião de chanceleres da OEA.

A proposta, apresentada no último dia da Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) na cidade de Cochabamba, na Bolívia, foi rejeitada pela delegação do Chile, que indicou que as fronteiras atuais "nunca" serão modificadas.

O tratado do início do século passado determinou, depois de uma guerra, a atual fronteira entre os dois países, deixando a Bolívia sem o acesso ao mar que possuía antes da chamada Guerra do Pacífico, de 1879. No mesmo conflito, o Peru também perdeu para o Chile parte de seu território.

"Apresentei uma proposta específica, a renegociação do tratado de 1904, (e) eu teria gostado de ouvir uma resposta clara e também concreta", disse o chanceler boliviano, David Choquehuanca, ao seu colega chileno, Alfredo Moreno.

No debate, acompanhado por um apelo unânime para que os dois países dialoguem, Moreno disse que os tratados não são modificáveis. "O Chile é um país que está estabelecido em suas fronteiras há muitos anos, essa realidade do que é o Chile hoje não vai mudar, não vai mudar", disse Moreno.

Região em 1879. Clique sobre a imagem para visualização.

Saída ao mar
O diálogo se deu devido uma resolução da mesma OEA acertada há 33 anos, que declarou a reivindicação boliviana de "interesse continental", sobre a qual já foram realizadas inúmeras abordagens bilaterais e declarações multilaterais.

O presidente da Bolívia, o esquerdista Evo Morales, disse considerar a possibilidade de iniciar uma demanda internacional. O Chile, governado pelo direitista Sebastián Piñera, e a Bolívia não têm relações diplomáticas desde 1978, após o fracasso das negociações sobre a questão marítima durante as ditaduras de Augusto Pinochet e David Padilla.

A área reivindicada pela Bolívia é a atual região (Estado) de Antofagasta, no norte chileno, que pertenceu a La Paz de 1809 até a Guerra do Pacífico. Além da saída ao oceano Pacífico, Antofagasta concentra as jazidas de cobre de Chuquicamata, uma das maiores do mundo e uma das principais fontes de renda para os chilenos.

Fonte: Portal Folha de São Paulo. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1100897-bolivia-pede-renegociacao-de-saida-ao-mar-com-chile-na-oea.shtml. Acesso em: 05 jun 2012.

Funções da natureza


As 10 mais lidas