Controle da internet...


Padrões industriais de acumulação

I - Processo industrial: produção em linha de montagem, em série; tarefas repetitivas; produção em massa. Espaço industrial: grandes fábricas, almoxarifados gigantescos que exigem processos de controle complexos.

II - Processo industrial: produção regulada a partir de tarefas diárias, pequeno estoque, terceirização. Espaço industrial: desconcentração espacial, entregas diárias de peças, controle simplificado, maior dinamismo.

A partir da segunda metade do século XX vem ocorrendo, nos países centrais e nos países periféricos industrializados como o Brasil, uma mudança no processo de industrialização. Estão se definindo novos padrões de produção, trabalho, estrutura empresarial e organização do espaço. Os textos I e II apresentam de forma simplificada características do velho e do novo padrão de acumulação capitalista. Esses padrões são, respectivamente:

a - toyotismo e taylorismo.
b - taylorismo e fordismo.
c - fordismo e toyotismo.
d - pós-fordismo e fordismo.
e - keynesianismo e taylorismo.

Resposta correta: selecione o espaço entre parênteses abaixo.
( Letra C )

Fonte: Concurso público Analista de Infraestrutura DNIT. 2006.

Fazer ou não uma pergunta?

"Quem faz uma pergunta fica com vergonha cinco segundos...
Quem não pergunta nada fica bobo para sempre..."

SACHA FRIEDLI. Cálculo I. Belo Horizonte: UFMG. 2012. p. 3.

Ensino do ódio...

"Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar as pessoas precisam aprender e, se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar".

NELSON MANDELA, ex-presidente da África do Sul.


Pneus que não furam...

Chegará a era da aposentadoria dos macacos? A profissão de borracheiro estaria ameaçada? Fato é que os pneus que não furam já existem. Uma dor de cabeça a menos para os motoristas!






Cidade que queremos...


Internet em exagero...


Poluição visual

Enquanto cidades brasileiras aprovam leis que proíbem ou restringem o uso/abuso de outdoors em prédios comerciais principalmente nos hipercentros, em Tóquio, capital japonesa, a poluição visual é absurdamente absurda, para ser propositalmente redundante...

Depois dizem que tudo por aqui é pior do que no exterior.




Tóquio. Fotos de José Simão, jornalista.

Facilitadores do uso do hífen

O novo acordo ortográfico deu uma dor de cabeça para aqueles que aprenderam pelas regras antigas da língua portuguesa. Agora todos têm que se adequar ao novo cenário. E o hífen é, talvez, o maior dos problemas. Então sistematizei um jeito mais fácil de se lembrar das regras de colocação ou não do hífen. 

Primeiro você tem que lembrar o que é sufixo e prefixo. "Pre" vem de antes, portanto, é a primeira parte da palavra. Por exemplo: ex-presidente (prefixo: EX). Por dedução você vai notar que sufixo é a segunda parte da palavra. Na palavra "ex-presidente" o sufixo é PRESIDENTE. Muito bem, entendido isso, vamos às dicas:

1 - Palavras com sufixo inicial H: todas levam hífen.
* Super-Homem, proto-História.

2 - Palavras com sufixo inicial M ou N: levarão hífen apenas com prefixos CIRCUM ou PAN.
* CIRCUM-Navegar, PAN-Marinho.

3 - Palavras com sufixo inicial B: com hífen se o prefixo for SOB ou SUB.
* SUB-Bibliotecário, SOB-Base.

4 - Palavras com sufixo R: 
A - Hífen caso o prefixo seja SOB ou SUB.
* SUB-Reitor.

B - Hífen caso o prefixo termine em R.
* InteR-Racial, supeR-Rápido.
* ContrARRegra (sem hífen, dobra-se o R, prefixo não termina em R).

5 - Palavras com Sufixo iniciado por vogais:
A - Hífen caso o sufixo se inicie com a mesma vogal do término do prefixo.
* AntI-Inflamatório, micrO-Ondas, sobrE-Erguer.
AutOEscola (vogais diferentes, sem hífen).

B- Hífen com prefixos CIRCUM, PAN ou MAL.
* CIRCUM-Ambiente, PAN-Americano, MAL-Entendido.
SUBAlugar (sem hífen).

6 - TODAS as palavras com prefixos da poesia abaixo (memorize-a) têm hífen obrigatório.
"SEM a EX, BEM ALÉM ou AQUÉM?
RECÉM VICE...
PRÓ PÓS ou PRÉ?"
* EX-presidente, VICE-presidente, PRÉ-namoro, RECÉM-contratado, SEM-teto, BEM-educado.

OBS: Lembram das palavras com sufixo iniciado por S? Pelo novo acordo ortográfico, todas não usam mais hífen, exceto com prefixos da poesia "deprê" acima. 
* MiniSSaia (dobra-se o S, sem hífen)
* PRÉ-Serviço (uso do hífen - prefixo da poesia).


OBS 2: A poesia acima foi criada por mim. O fim de um namoro deveria servir para alguma coisa! RRSSS!!

Mobilidade Urbana em Belo Horizonte

Presidente da BHTrans responde a vários questionamentos. Fala sobre o BRT, o metrô, a crise do aumento dos congestionamentos na capital mineira, o programa "Corta Caminho", as ciclovias em Belo Horizonte, os acidentes no Anel Rodoviário e suas consequências para Belo Horizonte e região metropolitana, entre outros assuntos.



Memória e Escola

Funcionamento da Memória
A memória trabalha com categorização de informações. Tente escrever palavras que sejam frutas. Você irá se lembrar de uma lista extensa. Mas se você tentar escrever palavras começadas com a letra N sua lista será menor, porque neste caso não existe categorização.

No dicionário existem mais palavras escritas com a letra N do que frutas. Todas são conhecidas. Porém quando não-categorizadas as palavras são mais difíceis de evocar. Palavras com características comuns, como frutas, são guardadas na mesma região do cérebro. As categorias funcionam como gatilhos de memória. Eles ajudam a você se lembrar de determinada coisa.

Confiança na memória também é importante. Caso contrário você poderá ativar mecanismos de esquecimento, quando acontecem os famosos brancos. Eles acontecem principalmente em situações nervosas. O esquecimento funciona para te dar bem-estar em situações estressantes. Nos estudos, para diminuir os brancos, você precisa saber bem a matéria, fazendo as memórias ficarem espalhadas pelo córtex, bem consolidadas no cérebro. Assim, mesmo em situações estressantes, você não vai esquecer de determinada coisa.

Os brancos acontecem em memórias recém-adquiridas que ainda não tiveram tempo de consolidação no cérebro. Em caso de branco não force a lembrança, quanto mais você tenta mais chances de não se lembrar acontece. O cérebro funciona como um computador, a busca pela lembrança continuará sendo feita mesmo inconscientemente. Mude de assunto neste caso. Haverá mais chances de lembrança pelo fato de a ansiedade diminuir.


Estratégias de Memória
Lembranças de intenções futuras são as mais difíceis de lembrar. Um bom gatilho de memória deve lembrar você no momento mais propício:
-Agenda.
-Calendário.
-Alarmes.
-Colocar objetos em locais visíveis.

Dicas de Estudo
Esquecemos até 80% do que foi ensinado em sala de aula nas 24 horas seguintes. Estudar só na escola é prejudicial. Estudar em casa é importantíssimo. Adestre-se, colocando metas claras de estudo. Crie recompensas para as metas concluídas. Cumpra as recompensas, para o condicionamento acontecer. Crie limites entre estudo e lazer. Tente separá-los.

Fazer multitarefas também é prejudicial à memória. O declínio pode chegar à 20%. Mas falta de repetição é o grande problema que envolve a memória. Deve-se fazer um calendário de revisões sistemáticas. Faça uma tabela demonstrando quantas vezes você já estudou aquele tópico. Se não houver repetição você não guarda algumas coisas por mais de dois meses. Faça exercícios.

A repetição do estudo em casa deve ser de 10 minutos diários para cada hora de matéria dada em sala de aula. A revisão é extremamente importante. Repetir a informação é essencial, mesmo em voz alta. Com o passar do tempo 10 minutos podem ser diminuídos aos poucos, para 5 minutos.

Estude uma mesma matéria de várias formas. Mais conexões neurais serão formadas. Resuma, desenhe, veja vídeos, repita em voz alta, faça esquemas, etc. O cansaço é maior em matérias que não gostamos em um tempo menor de estudo. Estude o que você gosta primeiro. A cada hora dê dez minutos de intervalo. Parta de uma ideia mais geral para um assunto mais específico.

Crie interesse, mesmo naquilo que você não gosta de estudar. O que estimula uma pessoa a estudar é a melhoria nos resultados ao longo do tempo. Se você já sabe a matéria e não está passando em uma prova, por exemplo, faça uma maratona de exercícios para treino e várias revisões.

Bases de Estudo
1 – Defina o assunto.
2 – Defina o tópico.
3 – Estude muito.
4 – Faça uma maratona de exercícios.

Fonte: Alberto Dell'Isola, psicólogo recordista sul-americano de memorização. Acesso em: http://www.youtube.com/watch?v=21VySCp_7TE&feature=player_embedded. 21 mai 2012.

Economia Porquinha


"Manter preventivamente um Km de estrada custa de 10 a 15 mil dólares por ano. Não o fazemos por 'economia'. Aí deixamos as estradas federais se destruírem, matar pessoas, encarecer por 4 vezes o custo do frete rodoviário do País em comparação com o concorrente internacional, para reconstruir a mesma estrada, quatro anos depois, por 200 mil dólares o Km – ou seja, economizamos na melhor hipótese, 60 mil dólares para nos obrigarmos a gastar 200 mil dólares. Que economia é esta?"

Ciro Gomes, Revista Carta Capital.


Enquanto isso nos supermercados...

Abolição das sacolas plásticas resolvendo nosso problema!

Modelos de Poupança


Caloteiros pobres também, por que não?

Recentemente me interessei por ir em um show do Sérgio Mallandro. Teatro. Tá, eu sei que você deve estar pensando que tem gosto pra tudo. E eu nasci com esse, fazer o quê?

O problema é que o ingresso, para inteira, custa R$80,00 (oitenta reais). Preço salgado. Não sou mais estudante, pelo menos oficialmente, apesar de ser concurseiro. Muito bem. A meia-entrada custa a metade. Ainda um pouco salgado, mas eu iria.

Um amigo me sugeriu que eu imprimisse um boleto - falso - da PUC Minas. Como assim? Explico: existe um site que faz isso pra você: você digita seus dados, escolhe o curso e o site gera um boleto da faculdade pra você. Simples! Imagem abaixo:

Clique na imagem para melhor visualização.
A imagem do boleto que gerei está abaixo. Cortei um pedaço da imagem para melhor visualização. O boleto sai com o logo da universidade e do banco onde deverá ser pago. Tudo exatamente igual ao original.

Clique na imagem para melhor visualização
Fiquei pensando que é exatamente por este motivo - o da facilidade de falsificação - que o preço das entradas inteiras para cinemas, teatros e outros estão tão caros. Chegamos ao ponto de a meia-entrada estar do preço que deveria estar uma inteira. 

Os artistas se defendem dizendo que precisam pagar seus custos. Claro, justo, trabalha tem que receber. E todos querem receber bem por seus trabalhos. O absurdo mesmo é quem anda na linha, certinho, ser roubado com preços na estratosfera! Cafunga, comentarista exportivo falecido, dizia que no Brasil o errado é que é o certo.

Por que não um projeto de lei que regulamente seriamente as meias-entradas no Brasil inteiro? Uma carteira de identidade eletrônica, empresas com softwares de reconhecimento do direito a meia-entrada. Ou um sistema de emissão de carteiras de estudante unificado, sem custo para os estudantes, válido em todo o território nacional.

Ou então continuaremos com a situação a seguir: entrevistado se orgulha em dizer que paga meia em jogo de futebol. Repórter repara que o entrevistado não é estudante e nem tem mais de 60 anos!! Virou situação corriqueira. Situação Normal. Veja o vídeo abaixo:

Provocação argentina

O assunto é Malvinas. Um vídeo gravado pelo governo da Argentina deixou os britânicos muito "alegres". O assunto chegou às Olimpíadas.

A ideia foi original: "Para competir em solo inglês treinamos em solo argentino."

Hierarquia de poder no Irã


As eleições legislativas no Irã têm mais poder simbólico do que prático. No país, o sistema político é complexo e compartilhado por pelo menos três forças – a do presidente da República, a do Guia Supremo, que é um religioso, e a do Parlamento. Há ainda as Forças Armadas e o Judiciário. A base da legislação no Irã é a Constituição de 1979 que fez do país uma república islâmica. As relações políticas, econômicas, sociais e culturais na região devem seguir os preceitos do Islã.

Brasão da República Islâmica do Irã

O chefe de Estado no Irã é um cargo exercido pelo Guia Supremo, que é um religioso com função máxima no islamismo local. No caso, o cargo é ocupado pelo aiatolá Ali Khamenei desde 1989. O mandato é vitalício e ele tem, entre suas funções, comandar as Forças Armadas, o Poder Judiciário e a segurança interna, além da religião. Também tem o controle do Conselho dos Guardiães – formado por 12 pessoas.

Na hierarquia política, o segundo poder é o do presidente da República, no caso Mahmoud Ahmadinejad - que está no segundo mandato. A escolha do presidente da República é feita por meio de eleições direitas. Mas a oposição iraniana suspeita de fraudes no processo eleitoral em que Ahmadinejad foi vitorioso.

No Irã, o presidente da República nomeia e supervisiona o Conselho de Ministros, além de coordenar as decisões governamentais. O Poder Legislativo é exercido pelo Parlamento, que é unicameral (chamado de Majlis) e formado por 290 deputados com mandatos de quatro anos. [...].

O chefe do Judiciário é Mahmoud Hashemi Shahrudi, nomeado pelo Guia Supremo. O sistema legal iraniano se baseia se na lei islâmica ou Sharia – espécie de código de ética e conduta baseado na religião muçulmana. No país são permitidos a pena de morte e os castigos corporais.

[...].

Fonte: Jornal O Tempo. Disponível em: http://www.otempo.com.br/noticias/ultimas/?IdNoticia=348678. Acesso em: 04 mai 2012.

De onde vem a corrupção no Brasil?

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Resumo: Blocos Internacionais de Poder


- Questão de poder: dificuldade no tema devido à rapidez nas transformações no mundo.
- A proposição do livro é a seguinte: existem os blocos americano, europeu, soviético (incorporado ao europeu) e sino-japonês.
- Fim do debate entre Capitalismo e Socialismo. Emergência do debate entre países do Norte e do Sul.
- Segundo Milton Santos, a periferia também está no centro, e a industrialização está chegando à periferia.


-Crise da ordem mundial instituída no pós-2ª Guerra e mudanças na Divisão Internacional do Trabalho (DIT).
-Nova Ordem Mundial: unificação europeia e fortalecimento do bloco oriental, crise da economia dos EUA.
-As ordens estão vinculadas às transformações capitalistas (ciclos de acumulação e crise).
-Período Pré-1929: acumulação baseada na expansão da produção, regime concorrencial, DIT centro exportador industrializado e importador de matéria-prima. 
-Período Pós-1945: acumulação baseada na expansão do consumo, adoção do fordismo, regime monopolista, DIT submetida às empresas transnacionais em busca de mão-de-obra barata.

-Noção de bloco: vincula interesses políticos, culturais e econômicos, sem imposição de antemão para determinar o outro. A noção de poder também vincula interesses político-cultural-econômicos.
-Os blocos de poder se expressam através da organização e acordos supranacionais.
-Organizações político-militares (OTAN) perdem força, dando lugar à formação de mercados comuns (UE, NAFTA, MERCOSUL).
-A unidade dos Estados é afetada.
-Dureza e fragilidade do sistema.
-Dureza: manutenção de mecanismos tradicionais de controle.
-Fragilidade: crescente incapacidade de tratar o terrorismo e o tráfico de drogas, ainda com focos de tensão autonomistas.
-Noções de núcleo e periferia entre os países não são rígidas, vide a periferia pobre das grandes metrópoles centrais capitalistas e os expressivos espaços de elite nos países periféricos do capitalismo.
-Estudiosos vêm um declínio do pode do Estado-Nação, com poder cada vez maior para as empresas transnacionais e organismo supranacionais como o FMI e o Banco Mundial. Haesbaert acredita que isso é um reducionismo que tende a levar o assunto a um economicismo.

-África: desarticulada quanto à influências, com divergências sócio-econômicas entre Estados Árabes, a África do Sul e a chamada África Negra. O mesmo acontece com o subcontinente indiano.

-União Europeia: novo arranjo em que há a união de Estados-Nações visando ao fortalecimento do capitalismo em nível global.
-Década de 1980: foi ruim para a economia europeia, e a sua integração foi vista como uma saída.
-"A velha senhora vai se casar para evitar a decadência..."

-Século XIX: França, Inglaterra e Alemanha em intensa rivalidade imperialista.
-Ápice: 1ª Guerra Mundial e depois a 2ª Guerra, que juntamente com a descolonização africana dilaceraram a hegemonia europeia.
-Origem da ideia de unificação: 1ª Guerra, como saída para a disputa imperialista.

-Problemas na unificação: a Inglaterra era contra a unificação monetária e sua situação econômica era pior que a dos outros membros.
-Ajuste fiscal: padronização de tarifas e impostos e a livre circulação de mercadorias.
-Queda na qualidade dos produtos, já que alguns países produziam a preços muito mais baixos que outros.
-Unidade jurídico-política: um superestado europeu colocaria em conflito filosofias políticas diferentes, além dos partidos políticos não terem projetos supranacionais.
-Imigração: alguns países têm fiscalização mais frouxa, e a migração interna livre seria um problema, assim como para assuntos como terrorismo e o tráfico de drogas.

-Crítica à unificação: um projeto econômico, projetando-se no plano político e que precisa alcançar uma identidade cultural.
-Uma unidade econômica não cria uma unidade política e muito menos cultural.
-Alguns países conseguiram melhorias sociais, já outros têm agravadas suas situações devido a uma maior competitividade de países como Portugal, Espanha, Grécia e Irlanda. Por isso a entrada tardia desses países no bloco.
-Com solução foi criado um fundo para aplicação de recursos financeiros nesses países para diminuir a desigualdade.
-Outro problema é os movimentos autonomistas regionais ligados a identidades culturais que reivindicam a formação de novos Estados.

-Leste Europeu e queda do Socialismo.
-Esgotamento do modelo burocrático-militar, que havia se tornado um empecilho à liberdade e principalmente à modernização tecnológica alcançada pelo capitalismo.
-A urbanização do leste europeu pós-2ª Guerra criou um proletariado e uma classe média fortalecida e reivindicante.
-Problemas do socialismo: atraso tecnológico, sucateamento das indústrias, pobreza (quando comparados a países capitalistas), centralização burocrática, escassez de produtos e pouca variedade de artigos.
-Conquistas do socialismo: subsídios ao transporte e à moradia, "pleno" emprego e acesso a serviços sociais básicos como de saúde.
-O socialismo burocrático-administrativo entrou em crise, mas a verdade é que o capitalismo não consegue resolver os problemas fundamentais do homem.

-O bloco oriental delineia a integração pelo viés econômico e pela identidade cultural, diferente do bloco europeu ocidental.
-Núcelos políticos-econômicos: Japão e China.
-Periferia oriental imediata: tigres asiáticos.
-O Japão era a grande potência econômica nos séculos anteriores, e começou a praticar uma política expansionista que influenciou a região da Coreia e chegou a guerras como a China (pela região da Manchúria) e com a Rússia (por motivos também territoriais).
-Acumulação capitalista do Japão se deu inicialmente pelo armamentismo e pelas conquistas territoriais.
-Após a 2ª Guerra isso mudou: o país não necessitava investir em armamentos, já que os EUA impunha um controle mititar.
-É feita uma reforma agrária que acaba com os latifúndios japoneses, modernizando a economia e deixando-a autosuficiente e muitos produtos agrícolas.

-O bloco oriental, sob liderança japonesa, se estende até a Austrália e Nova Zelândia (periferia privilegiada, com sociedade mais igualitária), que desempenham papel distinto dos tigres asiáticos, fornecendo matérias-primas e sendo área de expansão para investimentos do capital industrial e financeiro japonês.

-Sudeste Asiático: papel secundário no bloco oriental, produzem artigos menos rentáveis.
-Graves problemas sociais, econômicos, políticos e étnicos.

-Tigres Asiáticos: Coreia do Sul, Taiwan, Hong Kong e Cingapura iniciaram o grupo.
-O "sucesso" econômico deste grupo deve-se em parte ao aprofundamento de desigualdades e de conflitos sociais.
-Economia voltada para exportação.
-Exploração de mão-de-obra barata, compensando a falta de matéria-prima.
-Posição geopolítica estratégica, possuindo uma falta de legislação antitruste.
-Investimentos elevados em educação.
-Características de países-oficina, onde empresas japonesas e norte-americanas se instalavam apenas para usufruir de melhores condições para acumulação.
-O plano político incentivou a instalação dessas empresas, assim como o caso latino-americano, que tinham regimes ditatoriais.

- Na década de 1970 acontece os milagres econômicos na América Latina, e na década seguinte ficam marginalizados pelo "sucesso" dos tigres asiáticos, servindo de "modelo" para o que a América Latina deveria fazer.
-Copiando este modelo, no Brasil surge a Zona Franca de Manaus (zona econômica especial que visam à instalação de indústrias que exportam produtos eletrônicos, utilizando-se de mão-de-obra barata e isenção fiscal).
-Desterritorialização do grande capital, essas zonas econômicas especiais se materializaram pelo globo como atrativos financeiros, assim como os chamados paraísos fiscais.
-A América Latina deveria ter copiado a reforma agrária japonesa, que distribui melhor a renda.

-Haesbaert afirma que há muito tempo o jogo binário "burguesia" "proletariado" não dá conta de explicar os reais processos de ordenação do mundo.
-"um capitalismo internacional não é capaz de realizar unilateralmente uma divisão internacional do trabalho"
-Proposta: substituição do termo DIT, quando se referir a algo mais que o nível econômico, pelo conceito Bloco Internacional de Poder.
-Bloco: noção de reunião (Estados-Nações, grandes empresas, etc).
-O conceito de bloco de poder deve ser usado como ponto de partida para discussões e não como porto seguro.

Fonte: HAESBAERT, Rogério. Blocos Internacionais de Poder. São Paulo: Editora Contexto. 1993.

Resumo: Geografia Física-Ciência Humana?



-Papel fundamental da geografia: preencher o vazio entre os fenômenos físicos e humanos.
-Objetivo de toda ciência: desvendamento do desconhecido para satisfazer às necessidades humanas.
-Geografia: Resultado do encontro de um grande número de ciências, abrindo seu horizonte mas resultando em sua fragmentação.
-A compreensão das formas de organização social do homem e suas relações com o meio é um elemento importante da geografia para análise da diferenciação de locais, com resultado na geografia humana.
-A geografia é uma ciência humana, com forte influência das ciências econômicas, e com pequenas parcelas das ciências sociais e das ciências da terra/biológicas.


-A escola possibilista (La Blache), apesar de afirmar que a geografia era uma ciência dos lugares e não dos homens, acabou evidenciando os aspectos humanos em detrimento dos físicos.
-A escola determinista (anterior e contemporânea, alemã) tinha um cunho naturalista, o quadro físico dos lugares determinava as atividades humanas.
-A escola marxista dizia que a geografia estudaria o espaço organizado por uma sociedade, uma definição reducionista, segundo o autor, porque considera como "espaço" que deve se ocupara a geografia aquele produzido por uma sociedade (geografia humana).
-Primeira natureza: a sociedade não participou de sua construção, o natural sem o ser humano.
-Segunda natureza: o espaço geográfico produzido pelas relações de produção da sociedade. A geografia deveria ocupar-se somente da segunda natureza? (crítica do autor à geografia marxista).

-Origens da Geografia Física entre os naturalistas dos séculos XVIII e XIX.
-Concretização como ramo específico da geografia na geografia regional de Vidal de la Blache.
-A escola possibilista propiciou a ruptura concreta entre a geografia física e humana.
-Fraco enfoque aos aspectos naturais na abordagens possibilista, havendo o desenvolvimento da climatologia, geomorfologia, biogeografia, etc. dentro da Geografia Física.

-Geografia Nova: a geografia física incorpora as ações antrópicas como elementos que influenciam o quadro físico (Tricart é o expoente).
-A geografia física se aproxima da ecologia, e passa a se preocupar com a sociedade e seus danos ao meio ambiente, buscando uma aproximação com a geografia humana.
-A geografia humana, ao contrário, se fecha acreditando que a geografia física é meramente positivista.
-A geografia marxista faz os geógrafos reverem suas posições, aproximando-se da geografia humana.

-A paisagem não incorpora somente o meio natural, mas na visão alemã incorpora também o homem.
-Ecossistema: inter-relações ente os organismos de um determinado local entre si e entre o meio abiótico.
-Geossistema: epiderme da Terra.
-Objetivos das fotografias aéreas e das imagens de satélite: possibilitar a melhor interpretação e compreensão possíveis do espaço terrestre.

Fonte: MENDONÇA, Francisco. Geografia Física: Ciência Humana? São Paulo: Editora Contexto. 2000.

Resumo: População e Geografia


-A autora critica o puro uso dos números para se estudar a dinâmica demográfica. Mas defende também que não devem ser abdicados. A quantidade dos números é superficial, deve-se buscar a qualidade.
-Para o estudo da população deve-se iniciar por categorias mais simples que objetivem chegar a maior complexidade: população.


-Primeiro ensaio de Malthus: 1798
-Ele polemiza com socialistas que pregavam a igualdade entre os homens para solucionar a miséria vivida. Para ele a miséria seria um obstáculo positivo para reequilibrar a desproporção natural entre a multiplicação dos homens e a produção de alimentos. A miséria seria necessária, ela mata, faz adoecer, reduz o número de matrimônios e por outro lado incentiva os cultivadores a aumentar a mão-de-obra, abrir novas terras para cultivo.
-Ele discorda da assistência do Estado aos pobres porque diminui a miséria a curto prazo e a procriação de indigentes.

-Marx: superpopulação é relativa, configura-se no exército industrial de reserva.
-A miséria se dá pelas condições a que o capitalismo submete os trabalhadores.
-Para ele o malthusianismo não explica a produção concomitante de riqueza e pobreza, da superprodução de alimentos e da fome existindo ao mesmo tempo.

-Os países subdesenvolvidos, para o malthusianismo, seriam pobres por terem uma população excedente às possibilidades econômicas. A população expandida requisitava investimentos não produtivos (hospitais, escolas, etc) desviando recursos que poderiam ser produtivos (construção de fábricas). Ainda aumenta a força de trabalho, rebaixando os salários.

-Elementos da Dinâmica Populacional: natalidade, fecundidade, mortalidade, migração (que determinam o crescimento populacional)
-Mortalidade: N° de óbitos/população total X 1000 (para evitar excesso de decimais)
-Natalidade: N° de nascimentos/população total X 1000.
-Fecundidade: Relação entre o N° de crianças < 5 anos ao N° de mulheres em idade reprodutiva. (Sofre influência da idade do casamento, ligado a fatores religiosos, econômicos e políticos - caso chinês).

-Queda na taxa de mortalidade: avanços da medicina, melhorias das condições de saneamento básico e do nível de vida. Outra hipótese passa pela redução da jornada de trabalho e a revolução tecnológica (máquinas substituindo homens em atividades penosas).
-As conquistas trabalhistas também teriam contribuído para o decréscimo da taxa de mortalidade.
-A pobreza de certos setores da sociedade explicaria a alta taxa de mortalidade de países subdesenvolvidos.
-As conquistas médicas não alcançaram a população por igual, e o saneamento básico ainda é precário nas periferias das grandes cidades.

-As taxas de fecundidade(filhos/mulheres) vem caindo ao longo do tempo. Uma hipótese seria a industrialização, a urbanização e a maior racionalidade que levariam ao controle da natalidade.

-Migração: entendida não só como deslocamento humano, mas como irradiação geográfica de um sistema econômico.
-Pode ser um ato político, revelando a impossibilidade de assimilação de população (desemprego por exemplo).
-Pode ser um instrumento de colonização imperialista.
-No Brasil a maioria da imigração envolveu uma população expropriada e empobrecida, já que os estrangeiros que desembarcaram no país não conseguiam terras em seus países de origem devido à concentração fundiária.
-Antigamente as migrações atendiam à reprodução da grande propriedade, hoje elas atendem às empresas capitalistas nacionais e transnacionais, com interesses agropecuários beneficiados por incentivos estatais.
-No caso da migração rural-urbana nota-se um excesso de mão-de-obra barata frente à disponibilidade de empregos.
-A migração também se constitui mão-de-obra temporária, ligada a períodos de safra nos campos.

-O crescimento da população é um fenômeno demográfico, que leva ao desequilíbrio econômico e social, que leva às migrações, outro fenômeno demográfico.

-No Brasil, 3 correntes migratórias internas:
-Nordeste para o Sul/Sudeste
-Nordeste para o Norte (Amazônia Legal)
-Sul para o Mato Grosso e Rondônia (mais recente).

-Deve-se superar a imagem rudimentar de densidade demográfica quantitativa de população, através da busca do porquê disso acontecer. A distribuição da população pode acontecer influenciados por fatores naturais (clima, altitude, desertos, etc) e por fatores históricos (colonização, avanço da tecnologia, etc).

-Demografia
-A análise da pirâmide etária pode anunciar um volume de população dependente (crianças e idosos) que demandaria a emergência de investimentos demográficos (escolas, hospitais, etc) em detrimento de investimentos produtivos, reproduzindo ritmos lentos de crescimento econômico. A demografia é apresentada na Geografia como auxiliar da Geografia da População.

-Raças: marcadas por critérios físicos.
-Etnias: critérios civilizatórios, como língua e religião.
-Estado-Nação: porção de um território que pode abrigar mais de uma nacionalidade, marcada pela coexistência ou conflitos (caso da África do Sul do Apartheid).

-Teoria do Ótimo de População
-Substitui a Teoria de Malthus.
-Baseava-se na existência de um estado de equilíbrio ideal, quando a população goza do máximo de bem-estar econômico.
-Levava em conta as condições de produção disponíveis e as diferentes capacidades de consumo.
-Pierre Geogre fez críticas a essa teoria, dizendo ser artificial e até racista.

-Pierre George faz uma diferenciação ente superpopulação e superpovoamento. A superpopulação o desemprego a criaria, mesmo sem haver superpovoamento.

-O desenvolvimento das forças produtivas, com contradições, significou a ampliação da habitalidade da Terra e o crescimento da população. Mas esse desenvolvimento não é socializado, é apropriado de maneira desigual.
-A concentração de população nas cidades é tema crucial na Geografia da População. Hoje se compreende que o espaço ganha cada vez mais valor, é mercantilizado, comercializado, está sujeito à especulação imobiliária, não está à disposição de todos de forma indiscriminada. Massas crescentes de população estão, mesmo que instaladas nas cidades, sem direito real a ela, vivendo em áreas periféricas, desurbanizadas. É a ruralização da cidade.

-Políticas de recenseamento são úteis e reais, porém acríticas. Buscam apenas quantificar a população, sem qualificá-la do ponto de vista histórico.
-Conceito que deve ser buscado para substituir o de população: a produção do homem.

-Pirâmide etária: esconde os dramas e conflitos sociais no interior da relação entre os sexos e as idades.
-O controle da natalidade hoje pode ser definido como uma menor necessidade do processo produtivo por força de trabalho.
-A pressão demográfica leva à criação de conjuntos habitacionais segregadores e homogeneizantes.

Fonte: DAMIANI, Amélia. População e Geografia. São Paulo: Editora Contexto. 2011.

Resumo: Estado e Políticas Territoriais no Brasil

Período Imperial
-O problema da integração nacional se dava por movimentos separatistas

 Período Republicano
-A integração se manifesta por disputas permanentes entre regiões, estados e municípios por recursos públicos federais.
-Contradição: centralização-descentralização.


Geografia Política 
-Nasce com a Geografia moderna alemã (Ratzel), voltada para a política territorial dos Estados.
-A prática acadêmica procurava manter um certo distanciamento crítico.
-Uma autonomia relativa frente aos objetivos dos Estados, em especial do seu segmento militar.

Rótulo Geopolítica
-Relacionado a fatos que a humanidade rejeita, expansionismo, guerra, etc.
-O autor do livro, por isso, prefere o termo Geografia Política.
-O termo Geopolítica era uma tentativa de justificar cientificamente estratégias imperialistas ou belicistas.

Estratégia Portuguesa no Brasil
-A estratégia colonial do povoamento do Brasil se revelou acertada: teve características semiprivadas.
-Os colonos tinham o máximo de autonomia.
-Os latifúndios canavieiros (engenhos) eram dispersos pelo território.

1° Reinado e Regência
-Consolidação da independência.
-Montagem do aparelho do Estado, iniciativas destinadas a manter a unidade territorial nacional.
-Princípio federativo: contraditório, pois dá relativa autonomia aos entes federados, ao mesmo tempo forja uma centralização política.
-No Brasil o poder central foi forte para manter amarrados os territórios que ameaçavam se separar do país, principalmente por questões político-econômicas.
-No passado as províncias brasileiras clamavam por autonomia e descentralização, o que hoje pouco mudou, já que os Estados não têm grande autonomia.

República
-Com ela, modificações político-econômicas aconteceram, com o Estado se modernizando sem se democratizar, centralizando-se ainda mais.
-A criação do IBGE no Estado Novo visava aparelhar o Estado de dados e informações que permitissem buscar uma saída para problemas internos com objetivos de forjar uma unidade nacional a partir do centro e não das partes do território nacional.
-1953: criação da Amazônia Legal, área de intervenção para políticas econômicas regionais.
-Após 1964 o governo central passou a se preocupar mais com os problemas da região Norte e Nordeste, destinando verbas regulares a estas regiões.

Governo JK
-Privilegiou as rodovias de grande extensão, com objetivo de integrar o território.
-Mesmo mais caras que outros modais de transporte, constituiam-se um instrumento privilegiado para a conquista interna do território nacional (similar às ferrovias dos EUA).
-Centralização geográfica da capital do país: a construção de Brasília representa um posto de vanguarda para o norte e oeste do país, regiões que o Estado vinha tentando "capturar".
-Vias de circulação foram construídas para convergirem para o mesmo ponto: Brasília.

Problemas do Nordeste
-A extrema concentração de terras, apontadas desde o período imperial. 
-A solução seria a reforma agrária, mas os governos enfocam com problema as questões climáticas e hídricas, refutando o problema ser social e político.
-1959: nasce a SUDENE para tentar superar o atraso econômico do nordeste em relação a outras regiões.
-Indústrias incipientes, incapazes de absorver os enormes contingentes migratórios das zonas rurais, em especial no período de secas prolongadas.
-Coronelismo ainda forte.
-A SUDENE visava fomentar a industrialização para substituir a economia agroexportadora, com incentivos fiscais e investimentos diretos do Estado, principalmente em infraestrutura.
-Houve sucesso na política de industrialização, modernizando a economia nordestina.
-Mas não obteve êxito na eliminação das disparidades regionais entre o Nordeste e o Sudeste, as taxas de desemprego não melhoraram.
-As políticas públicas territoriais se tornaram assessórias da política econômica, daí a impressão que pouca coisa mudou na região.

Ditadura Militar
-Queria-se fazer um esforço para diminuir as disparidades regionais do Brasil, lançando mão preferencialmente de políticas tributárias, em especial incentivos fiscais.
-Aprofundamento da centralização com o golpe militar.
-Criação de um ministério para coordenação das superintendências regionais.
-Políticas territoriais baseadas em polos de desenvolvimento regionais, onde haveria concentração de investimentos para irradiação do dinamismo às regiões.
-Ocupação amazônica: exploração da borracha permitia gerar um povoamento apenas ribeirinho.
-A construção da rodovia Belém-Brasília e da Transamazônica gerou grandes surtos de ocupação nas décadas de 60 e 70, feito a base de pecuária e mineração.
-Criação da SUDAM e aumento dos incentivos fiscais fizeram empresas privadas se interessarem pela região.
-O Estado investiu em infraestrutura criando pré-condições para a ocupação pretendida.
-Programa de colonização de pequenos produtores nordestinos em faixas de até 10 Km das estradas.
-Essa intervenção governamental na Amazônia é responsável pelos principais problemas ecológicos da região, vindos do desmatamento indiscriminado.
-Indaga-se então a eficiência dos incentivos fiscais à região.
-O desemprego e o subemprego têm aumentado na região.
-As vias de circulação contribuíram para a invasão de terras indígenas.
-O binômio rodovia-urbanização não tem apresentado sucesso na região.
-Quanto à questão fundiária, é marcante o conflito entre proprietários, grileiros e indígenas.
-A Amazônia foi de fato integrada à economia nacional, absorvendo as contradições da economia capitalista brasileira.

Fonte: COSTA, W. M. O Estado e as Políticas Territoriais no Brasil. São Paulo: Editora Contexto. 1988.

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