Cidades fantasmas chinesas

A bolha do mercado imobiliário da China. Shoppings vazios, apartamentos vazios! Com uma superpopulação vivendo em condições precárias, a maior parte da população não tem dinheiro para comprar apartamentos em condomínios imensos e luxuosos.

A China cresce. Mas crescer assim é adequado? O Brasil está fazendo melhor. Reportagens da SBS, TV australiana.



O fim do Picnik, by Google

Clique na imagem para melhor visualização.

A história vem se repetindo. Pequenas empresas fazem produtos interessantes, grandes empresas crescem o olho, fazem ofertas de compra, adquirem o produto e depois, caso não alcancem o sucesso pretendido, descontinuam o serviço. É o caso do Picnik, um dos melhores editores de imagens online da internet.

A ferramenta era muito boa. Você podia editar imagens e fotos online gratuitamente. Se quisesse o serviço pago, tinha mais possibilidades de edição. O serviço gratuito era muito bom. Você não precisava fazer cadastro, não precisava baixar nada para seu computador, enfim: sonho!

E sonhos acabam. O Google comprou o site, e um tempo depois decidiu descontinuar o serviço aos usuários. O argumento é que é pouco utilizado. Sim, para os padrões do Google. Mas a ideia da empresa é integrar ferramentas do site ao produto em que estão os principais esforços da empresa, o Google+. Mais uma tentativa de emplacar sua rede social, que não vem conseguindo muito sucesso devido ao Facebook, por enquanto mais atrativo. 

Uma guerra que causa baixas, e os mais prejudicados são os usuários, que se veem reféns de interesses financeiros maiores.

África e problemas ambientais


Resposta correta: selecione o espaço entre parênteses abaixo.
( Letra C )

Fonte: Concurso público prefeitura Saquarema - RJ.

Faixas de Transição dos Domínios Morfoclimáticos Brasileiros

"Separando os domínios morfoclimáticos brasileiros existem faixas de transição, que são unidades paisagísticas nas quais se mesclam características dos domínios vizinhos, ou, ainda, áreas onde a instabilidade das condições ecológicas deu origem a uma interação entre elementos naturais que nada têm a ver com as características dos domínios circundantes". (MAGNOLI, Demétrio. Projeto de Ensino de Geografa do Brasil. p.70). 

Entre os itens a seguir, aquele que é identificado como uma faixa de transição é: 
a - Cerrado. 
b - Caatinga. 
c - Pantanal. 
d - Pradaria. 
e - Araucária. 

Resposta correta: selecione o espaço entre parênteses abaixo. 
( Letra C

Fonte: Concurso público prefeitura Saquarema - RJ.

Angra 3 a caminho...

Não sou a favor deste tipo de energia. Mas já que Angra 3 já estava comprada e encaixotada, gerando custos com armazenamento e manutenção de equipamentos...

O atual governo é a favor, então aí vai um vídeo explicativo sobre o tema energia nuclear:



Sobre maçãs e mudanças de mundo...


Neve na América do Sul


Distribuição Geográfica
Os fatores responsáveis pela distribuição geográfica da ocorrência de neve na América do Sul são:
-Latitude elevada.
-Altitude elevada - Cordilheira dos Andes.
-Ação das massas de ar.

As condições momentâneas para que a neve caia são:
-Temperatura próximo a 0ºC.
-Elevada umidade relativa do ar.

Fontes: Vestibular Unicamp 2012. 2ª etapa.

7 bilhões de humanos e sua alimentação

O mundo chegou a sete bilhões de pessoas em 2011. Nossa espécie já ocupa tanto espaço, com plantações, cidades, estradas, poluição e lixo que, para alguns cientistas, entramos em um novo período geológico, o Antropoceno. As atividades humanas já seriam a força mais relevante para moldar a superfície da Terra. Alimentar e da conforto a toda essa gente pode exaurir os recursos naturais.

Apesar de mais habitantes, temos mais disponibilidade de alimentos, derrubando teorias malthusianas. Mas essa maior oferta não implica em satisfação de todos, vide exemplo africano.


Explicações para maior disponibilidade de alimentos
-Desenvolvimento de novas tecnologias agrícolas (Revolução Verde).
-Aprimoramento de técnicas de irrigação.
-Desenvolvimento de sementes geneticamente modificadas (Transgênicos).
-Melhoria de sementes naturais.
-Maior utilização de insumos agrícolas, técnicas de correção e melhorias do solo.

Fonte: Vestibular Unicamp 2012. 2ª Etapa. Adaptado.
Portal Guia do Estudante. Disponível em: http://guiadoestudante.abril.com.br/vestibular-enem/unicamp-2012-questao-16-segunda-fase-ciencias-humanas-667687.shtml. Acesso em 17 jan. 2012. Adaptado.

Vulcões resfriam o planeta!

Sim, isso pode parecer loucura, mas é verdade. Grandes atividades vulcânicas podem causar o resfriamento das temperaturas médias em todo o planeta.


Isso se explica porque a emissão de grandes quantidades de material vulcânico - fuligens, cinzas e gases - na atmosfera provoca uma relativa diminuição da incidência de raios solares na superfície terrestre. Dificulta-se o aquecimento desta e, consequentemente, da atmosfera.

Fontes: Vestibular Unicamp 2012. 2ª Etapa.

Sunbelt norte-americano

Localização
-Após a 2ª Guerra Mundial, o chamado Sunbelt (Cinturão do Sol) passou a abranger os estados da Califórnia, Arizona, Texas, Novo México, Luisiana e Flórida.

Sunbelt, EUA. Fonte: Wikipedia.

Principais Características
-Representa a principal região de produção científica e industrial dos EUA.
-Formada pela desconcentração industrial do Manufacturing Belt, antiga região produtiva.
-Moderno setor agropecuário, dividido em complexos agroindustriais: tecnopolos relacionados à indústria bélica, informática e aeroespacial; setor petroquímico, vinculado às reservas minerais da região.
-Localização privilegiada, integrando a economia norte-americana com o mercado asiático, através do Oceano Pacífico.

Características da Agricultura dos EUA
-Divisão em Belts - cinturões agrícolas especializados.
-Utilização intensa de maquinários, sementes geneticamente modificadas, fertilizantes e defensivos agrícolas.
-Forte integração entre área produtora, indústrias, centros de pesquisas e setor financeiro.
-Formação de grandes complexos agroindustriais.

Fontes: Vestibular Unicamp 2012. 2ª Estapa.
Portal Guia do Estudante. Disponível em: http://guiadoestudante.abril.com.br/vestibular-enem/unicamp-2012-questao-12-segunda-fase-ciencias-humanas-667685.shtml. Acesso em: 17 jan. 2012.



Desertificação


Respostas sugeridas: selecione os espaços entre parênteses abaixo.

a - ( Definição: processo de transformação que ocorre em determinada área e resulta na modificação da paisagem marcada pelo empobrecimento do solo e pela rarefação da vegetação. Causas: uso indevido dos solos, desmatamento, com aceleração do processo erosivo. )

b - ( Declínio da produção agropecuária, diminuição do nível de renda da população, maior incidência de desnutrição, colapso econômico local levando à repulsão populacional. )

Fontes: Vestibular Unicamp 2012. 2ª Etapa.

Críticas de movimentos antiglobalização


Respostas sugeridas: selecione os espaços entre parênteses abaixo.

a - ( Política: característica conflituosa com outras formas de relações de poder, a exemplo da orientação de sanções a países que não são considerados democráticos e que resistem às imposições das potências econômicas e militares. Cultural: padronização das produções da indústria cultural, apontando para a homogeneização das mensagens da mídia interessantes para a classes hegemônicas. )

b - ( Críticas: acirramento das desigualdades sociais, aumento do desemprego, desvalorização do trabalho, agressões ao meio ambiente, degradação das condições de trabalho e moradia principalmente em grandes centros urbanos. )

Fontes: Vestibular Unicamp 2012. 2ª Etapa.

Por que a China não dominou o mundo? (ainda)


“Ué, como assim não dominou?”, pergunta-se você depois de ler esse título e ver a marca “made in China” no seu tênis, no seu tocador de mp3 e no seu boné. É claro que todos esses objetos testemunham o crescimento vertiginoso da economia chinesa e de sua influência no mundo, mas estamos empregando a palavra “dominar” num sentido mais específico historicamente. O fato é que opaís asiático, se comparado com a Inglaterra ou mesmo com Portugal, deixou poucas marcas de seu poderio militar e cultural fora das próprias fronteiras. Também nunca foi o maior em tecnologia ou empreendedorismo nos últimos 500 anos: os componentes eletrônicos e as empresas que hoje estão fazendo a China crescer são invenções ocidentais. Taí algo que parece não fazer o menor sentido.
Isso porque, como escreve o biogeógrafo americano Jared Diamond, “a China medieval liderava o mundo em tecnologia. A longa lista de suas invenções tecnológicas inclui a bússola, a pólvora, o papel e a imprensa”. Mais do que isso: de 1405 a 1433, um almirante eunuco chamado Zeng He liderou uma poderosa frota chinesa que circulou por meio mundo, arrancando tributos de cidades africanas e transformando o país na maior potência naval de seu tempo (nessa mesma época, os portugueses estavam apenas engatinhando em sua exploração da costa ocidental africana).
Alguns historiadores mais afoitos chegam a propor que Zeng He teria chegado à América, mas, mesmo que ele não tenha realizado esse feito, fica claro que a China poderia ter se tornado o que os países europeus acabaram virando: a senhora dos mares, o primeiro país a construir um império realmente global. Muque para isso a frota de Zeng He aparentemente tinha: sua armada contava com quase 30 mil homens. No entanto, com a morte do patrono do almirante castrado, o imperador Yongle, as viagens rarearam e a frota foi desmantelada. A China proibiu as longas viagens marítimas e condenou as novas tecnologias. O país só se abriu no século 19, por pressão armada das potências européias.

Muralha da China: construída para se isolar.

E por que a China era (e, aliás, é) tão centralizada? Por causa da relativa ausência de barreiras geográficas entre as regiões do país, diz Diamond. As principais regiões da China são um paísunificado há quase 2 mil anos. Já a Europa, com sua geografica acidentada, penínsulas e montanhas, teria estimulado o surgimento de dezenas de nações que competiam umas com as outras. Para Diamond, essa competição estimulou as navegações e o desenvolvimento tecnológico porque nenhum país poderia se dar ao luxo de ficar coçando enquanto os vizinhos avançavam.


Visionários não teriam um só patrono possível para suas idéias – é o caso de Colombo, que bateu na porta de todos os reinos da Europa antes de achar os reis da Espanha, que apoiaram a viagem da descoberta da América. Certa ou não, a teoria é instigante – e não muda o fato de que o dragão chinês finalmente está acordando.Em seu livro Armas, Germes e Aço, Diamond propõe que essa reviravolta aparentemente burra só foi possível por causa das condições geográficas da China. A frota chinesa caiu em desgraça quando subiu ao poder uma facção inimiga dos eunucos como Zeng He. Como a China era um país ultracentralizado politicamente, qualquer decisão do governo acabaria com a fabricação de navios no país inteiro.
[...]

Fonte: Revista Superinteressante. Disponível em: http://super.abril.com.br/historia/china-nao-dominou-mundo-447569.shtml. Acesso em 16 jan 2012. Adaptado.

Possibilidade de vida inteligente extraterrestre?

"Ausência de evidência não é evidência de ausência." 

CARL SAGAN, astrônomo norte-americano.



Utilidade da faixa contínua perto de semáforos

Você sabe por que razão as faixas de rolamento das pistas deixam de ser pontilhadas para se transformarem em faixas contínuas próximos a semáforos? Observe a imagem abaixo.

Imagem 1. Clique na imagem para ampliação.
Nunca parou para pensar nisso não é? Bem, saiba que essa sinalização horizontal tem um propósito, não está lá de graça. E que inclusive o seu tamanho tem uma utilidade. Está pensando que é para dividir melhor os carros quando estão parados no sinal vermelho? Não, não é para isso. Vamos às explicações.

Primeiro você tem que saber que a faixa contínua está lá para você calcular se vai dar tempo de passar pelo semáforo antes que ele se feche! Surpreso? Aposto que sim. Indo ao encontro do semáforo, digamos que ele fique na cor amarela, fazendo você frear bruscamente com medo dele fechar antes de você passar. Isso  é comum entre muitos motoristas, principalmente em semáforos que possuem registros de avanço, uma verdadeira fábrica de multas e de arrecadação para as prefeituras e Detrans pelo país.

Para melhorar essa situação, é só fazer o seguinte: ao seguir pela via e, aproximando-se de um semáforo, observe se você já adentrou a linha contínua - observe abaixo a área delimitada pela linha verde colocada na imagem.

Imagem 2. Clique na imagem para ampliação.
Caso o semáforo amarele e, caso você já esteja trafegando dentro dessa área, observe se sua velocidade está na máxima permitida para a via, indicada pela sinalização vertical. Caso afirmativo, você conseguirá passar pelo semáforo antes de ele se fechar. É que o tamanho dessa linha é calculado de acordo com a máxima permitida para o local. Caso ela seja, por exemplo, 50 km/h, terá um determinado tamanho. Caso a velocidade máxima seja 70 km/h, terá um tamanho diferente, proporcional à velocidade.

Experimente agora observar essa faixa de outra maneira. Você vai notar que quando estiver indo em direção ao semáforo, torcerá para entrar nessa faixa. Assim estará "seguro" para atravessar o semáforo. Caso o semáforo amarele, e você não esteja dentro dessa faixa, pode frear que você não conseguirá passar.  Poderá passar se estiver em uma velocidade superior à máxima permitida para a via, mas cuidado: é comum semáforos com registro de avanço terem também registro de velocidade. Outro motivo para não abusar é o risco de acidente, afinal aquela velocidade não está lá indicada à toa.

Se todos soubessem disso mais segurança seria trazida para o trânsito em geral. Agora uma pergunta: alguém aprendeu isso na autoescola?

Sobre problemas...

"Se um problema é grande demais, não pense nele...
Se um problema é pequeno demais, para quê pensar nele?"

DITADO TIBETANO.



Lembrete de consumo inteligente

Ao enxugar as mãos, pense no meio ambiente!

Transição Demográfica


Respostas sugeridas: selecione o espaço entre parênteses abaixo.

a - ( O processo de transição demográfica se caracteriza pelo declínio da taxa de fecundidade - número médio de filhos por mulher - e, dessa forma, da de natalidade no Brasil. Esse processo tem provocado a diminuição da participação relativa do número de jovens no total da população e, consequentemente, o aumento da participação relativa do número de adultos e idosos - isso pode ser constatado nos gráficos da questão. )

b - ( Necessidade de elevação do nível de investimentos no campo previdenciário e de saúde - mais idosos, mais gastos estatais com essa faixa etária; possível diminuição dos investimentos em educação de ensino básico - onde o maior atendimento é para a faixa etária escolar de crianças, com projeção de menor demanda, como mostra o primeiro gráfico da questão. )

Fontes: Vestibular Fuvest 2012. Segunda Etapa.

Segregação espacial


Respostas sugeridas: selecione os espaços entre parênteses abaixo.

a - ( A imagem 1 é uma favela, tipo de segregação socioespacial causada pela combinação de fatores socioeconômicos, como a presença de grande contigente de população de baixa renda nas cidades, especulação imobiliária e falta de políticas públicas de habitação. O alto valor das habitações nas melhores regiões da cidade, combinado com a fraca atuação pública para coibir a especulação, segrega a população mais carente nas periferias e encostas de morros, áreas desvalorizadas onde favelas são comumente estabelecidas. )

b - ( A imagem 2 corresponde a um condomínio fechado, tipo de segregação que resulta da precarização dos espaços públicos ocorrida nas últimas décadas. O sucateamento das infraestruturas urbanas e, principalmente, o aumento da violência incentivam a população com maior poder aquisitivo a se isolarem em enclaves fortificados, espaços privados para a habitação. )

Fontes: Vestibular Fuvest 2012. Segunda Etapa.

Produção de sedimentos em bacias hidrográficas

Clique na imagem para ampliação.

Respostas sugeridas: selecione o espaço entre parênteses abaixo.

a - ( A região da bacia hidrográfica do Amazonas se localiza em uma área de baixa concentração populacional, com poucos centros urbanos, com floresta fechada de difícil acesso e baixa utilização do solo por agricultura, por exemplo. Esses fatores implicam em pouca produção de sedimentos. )

b - ( O Ganges apresenta, ao longo de seu curso e sua foz, um maior acúmulo de sedimentos promovido pela alta concentração populacional em suas margens. Apresenta também uma maior utilização dos solos em atividades agrícolas de cultivos intermitentes, implicando em maior exposição dos solos aos processos erosivos. )

Fontes: Vestibular Fuvest 2012. Segunda Etapa.


O custo das UPPs

Por dez anos a manicure Débora Silva Ramos, de 23 anos, subiu e desceu as ladeiras da Rocinha atrás de uma vida melhor. E aos poucos viu chegar o asfalto, a iluminação pública, arremedos de saneamento. Mas a melhora lhe saiu caro. Do casebre de um quarto, banheiro e cozinha americana voltada para um claustrofóbico corredor, ela e o marido, o pizzaiolo Fábio de Jesus, de 33 anos, viram o custo de vida na favela mais famosa do Rio de Janeiro disparar. Em agosto, partiram dali para viver em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, em uma casa com sala ampla, cozinha “de verdade” e uma aprazível varanda. Têm agora mais espaço pelo mesmo aluguel de 300 reais. [...]. Hoje o marido precisa de duas horas, dois ônibus e um metrô para chegar ao serviço, quando antes levava meia hora. A casa está 40 quilômetros mais longe. “O que não dá é morar na zona sul e ter um padrão de vida incompatível.”

[...] A ação [ocupação das favelas pelas UPPs], que já ocorreu em outros morros da zona sul, tem selado o processo de transformação das favelas cariocas, que traz, com a mudança da qualidade de vida, o aumento também do custo de vida. Com a urbanização, fruto de ações nas três esferas de governo, e a presença das UPPs, o que vem junto da infraestrutura e da segurança é uma tributação extra e inédita sobre os moradores. Contas de água, luz e tevê a cabo passam a ser cobradas. É o fim do gato, meio-termo entre conquista de serviços sem conquista de direitos. Como parte da população não tem condições de pagar por esses serviços, com a legalização trazida pela transformação da favela “em bairro”, eles acabam baixando o nível de vida. Ou deixam a favela. Ocorre assim uma remoção camuflada, já que as pessoas migram para locais afastados dos grandes centros.


Com a presença do Estado esta imagem tende a diminuir.

[...] E há o que os especialistas chamam de “efeito olímpico”: investimentos públicos nas favelas próximas às áreas onde ocorrerão os jogos trazem uma urbanização mais intensa – e mais aumento no custo de -vida. O caso é especialmente nítido na Rocinha. [...] “A conta de luz foi um baque. Todo mundo tinha gato e agora tem de pagar 80, 100 reais por mês. Quem recebe Bolsa Família tem desconto, mas é baixo”, reclama Elisete Napoleão, 46 anos, coordenadora do projeto Corte Arte, que capacita costureiras no Morro do Cantagalo, cravado entre os abastados bairros de Copacabana e Ipanema. “Muita gente de fora vem morar aqui, além dos estrangeiros que fazem turismo. O custo das coisas disparou. No supermercado o preço é o mesmo, não importa se eu moro na favela ou se sou uma madame da Avenida Atlântica ou da Vieira Souto.” Elisete entrega-se a um desabafo que explica a ansiedade dos moradores das favelas com a melhora trazida pela urbanização. “Aos poucos, desaparecem as opções mais populares, como a Casas da Banha. Ninguém recebeu ainda o título de propriedade da terra, mas já se fala em cobrança de IPTU, como se aqui fosse um bairro comum.”

Ao menos para o setor privado, as favelas “pacificadas” têm mesmo virado bairros comuns. Para a Light, a ocupação policial de comunidades antes controladas pelo tráfico foi um tônico para os negócios. Sem a presença de criminosos armados impedindo a atuação dos técnicos, a empresa conseguiu reduzir em 90% as ligações clandestinas em cinco favelas com UPPs. [...].

A retirada do tráfico aumenta a arrecadação privada e, via impostos, teoricamente, do Estado, o que supriria os gastos com a segurança. Em tese todos ganhariam, mas nem todos os moradores conseguem pagar o preço da paz. “Pois, tão logo o morro é ocupado pela polícia, vem uma avalanche de empresas para acabar com os gatos e vender produtos”, diz o rapper Mc Fiell, presidente da rádio comunitária do Morro Santa Marta. [...].

“A dúvida que fica é se essas melhoras nos morros cariocas vão beneficiar a população local ou se, ao contrário, vão forçar as famílias mais pobres a saírem e favorecer quem está chegando agora”, avalia o ator Babu Fernandes, morador do Vidigal. “O problema é a ausência de um projeto democrático de cidade. Sobra aos pobres o espaço desprezado pela lógica imobiliária, sem se levar em conta memória, identidade, espaços para a diversidade”, afirma Jaílson de Souza e Silva, coordenador do Observatório das Favelas [...].

Além do encarecimento do custo de vida, muitas famílias estão ameaçadas de remoção por causa de obras de urbanização das favelas ou por viverem em áreas de risco. Neste caso, o temor dos moradores é que eles sejam reassentados em bairros distantes. “Não é segredo para ninguém que a paisagem dos morros cariocas é espetacular. Moro no topo do Santa Marta e tenho 180 graus de vista sem interrupção, do Dedo de Deus ao Corcovado, passando pela Baía de Guanabara. Nunca houve deslizamento de terra aqui, mas querem nos retirar a qualquer custo”, afirma o guia de turismo Vítor Lira, de 30 anos.

Ao todo, 52 famílias do Santa Marta receberam ordem de despejo, sem saber onde serão reassentadas. “Dizem que vão oferecer moradia dentro da favela, mas nada está certo. Indenização não quero. A mixaria que pagam não dá nem para comprar um barraco de madeira”, comenta Emílio Marcos Maximiliano, de 33 anos, que ganha a vida fazendo reparos em quadras de tênis. [...].

[...]

Na avaliação de urbanistas, a expulsão de famílias pobres para a periferia das cidades não é consequência apenas do aumento do custo de vida ou do aquecimento do mercado imobiliário. Deve-se também à fragilidade das políticas habitacionais. [...]

[...] “Ao varrer a pobreza para a periferia, só agravaremos as tensões sociais e os problemas urbanos, como o transporte de trabalhadores da periferia para o centro e o aumento desordenado da demanda por escola, hospitais e demais serviços públicos em áreas afastadas da cidade. É o mesmo erro que São Paulo tem cometido historicamente. Estão ‘paulistanizando’ o Rio.” [opinião de Raquel Rolnik, urbanista da Universidade de São Paulo].

A comparação da urbanista é pertinente. Há décadas, a capital paulista tem removido à força favelas para a construção de grandes obras públicas. As famílias são -reassentadas em bairros cada vez mais afastados. Uma das poucas comunidades que sobreviveram em uma região valorizada é a Favela Paraisópolis, localizada ao lado do rico Morumbi. Mas também lá a valorização imobiliária e o encarecimento do custo de vida têm imposto obstáculos à permanência de famílias de baixa renda.

[...]

“Em relação à simples remoção, o processo de urbanização já é um avanço”, diz a urbanista Mariana Fix, especialista em favelização. “Mas, claro, há modos diferentes de fazer urbanização de favela, desde o que trabalha apenas com a legalização da terra e colocação dela no mercado até o que propõe ações habitacionais mais inclusivas.” Não que a urbanização promovida pelo poder público seja ruim. Há décadas carentes de investimento, favelas como Rocinha e Paraisópolis anseiam por melhorias. Mas é preciso olhar com atenção para quem acaba à margem da panaceia urbanizadora.

[...].

Fonte: Portal Revista Carta Capital. Disponivel em: http://www.cartacapital.com.br/sociedade/os-retirantes-das-favelas-2/. Acesso em 09 jan. 2012.




O complicado sistema eleitoral brasileiro

-Atenção, tenha paciência.
-Vale a pena ler com calma o que está escrito abaixo:

Tipos de sistemas eleitorais no Brasil

1 - Majoritário
-Utilizado para eleição do Presidente da República, Governadores de Estado, Prefeitos de cidades e para os três Senadores da República de cada Estado.
-Sistema utilizado para cargos ocupados por apenas uma pessoa.
-Ganha o candidato que obtiver a maioria dos votos em cada porção territorial.
-Este é fácil de entender e não gera problemas: é um sistema claro, ganha o candidato que recebe mais votos.

2 - Proporcional
-Utilizado para eleição de Deputados Federais e Estaduais, e para os Vereadores das cidades.
-Sistema utilizado na eleição de cargos ocupados por muitas pessoas, a exemplo dos Deputados Federais, que totalizam 513 cargos.
-São vários candidatos de vários partidos políticos concorrendo a vários cargos.
-Objetivo do sistema: distribuir proporcionalmente esses cargos entre os partidos políticos e seus candidatos.


Como obter essa proporção
-Primeiro contam-se os votos válidos: excluem-se os votos brancos e nulos.
-Depois contam-se quantos votos válidos cada partido recebeu.
-Em seguida divide-se o número de votos válidos pelo número de cargos a preencher - no caso da Câmara dos Deputados, 513.
-O resultado obtido é o Quociente Eleitoral, número exato de votos necessários para que cada partido obtenha uma vaga.
-Para saber quantos cargos cada partido tem direito é só dividir o número de votos válidos que cada partido obteve pelo Quociente Eleitoral.
-O resultado é o Quociente Partidário, número exato de cargos que um partido tem direito a preencher.

Para entender essa complicação...
-Suponha que exista 110.000 eleitores em um município.
-E que 10.000 eleitores votem em branco ou nulo.
-Assim tem-se 100.000 votos válidos distribuídos entre os candidatos dos vários partidos, os votos brancos e nulos são descartados.
-Suponha que existam 100 cargos de vereadores a serem eleitos nessa cidade.
-Assim, divide-se o número de votos válidos, 100.000 votos, pelo número de cargos a eleger, 100 cargos, chegando-se a 1.000 - o Quociente Eleitoral.
-Assim, um partido tem direito a um cargo de vereador se obtiver 1.000 votos em uma eleição, somados todos os candidatos daquele partido.
-Suponha que um partido A tenha conseguido, somados todos os seus candidatos, 1.001 votos.
-E que o candidato mais votado deste partido, Zé Ruela, tenha conseguido 650 votos.
-Pelo Quociente Eleitoral, o partido A tem direito a uma vaga de vereador, pois conseguiu 1.001 votos.
-Quem ocupará este cargo será o candidato Zé Ruela, mesmo não tendo conseguido 1.000 votos.

Confuso? É difícil mesmo de entender...
-Digamos que existam 5 partidos na cidade.
-E que eles tenham conseguido os seguintes resultados:

Partido A - 1.001 votos válidos.
Partido B - 8.999 votos válidos.
Partido C - 10.000 votos válidos.
Partido D - 50.000 votos válidos.
Partido E - 30.000 votos válidos.

-Divide-se o número de votos de cada partido pelo Quociente Eleitoral (Q.E.), 1.000 votos, chegando-se ao Quociente Partidário, que dá o número de vagas a que cada partido tem direito.
-Assim:

Partido A - 1.001 votos : 1.000 (Q.E.) = 1 vaga.
Partido B - 8.999 votos : 1.000 (Q.E.) = 9 vagas.
Partido C - 10.000 votos : 1.000 (Q.E.) = 10 vagas.
Partido D - 50.000 votos : 1.000 (Q.E.) = 50 vagas.
Partido E - 30.000 votos : 1.000 (Q.E.) = 30 vagas.

-Resultado total: 100 vagas distribuídas entre os 5 partidos.

Problemas a discutir
-Mesmo que o 50º colocado do partido D, o Zé Malandrão, tenha obtido apenas 1 voto válido, ele será eleito, pois o partido tem direito a 50 vagas.
-Mesmo que o 31º colocado do partido E, Zé Honesto, tenha obtido mais votos que o Zé Malandrão, do partido D, ele não será eleito, pois o partido E somente tem direito a 30 vereadores eleitos.

Problemas com celebridades na política
-Lembra do Tiririca? Ele conseguiu uma quantidade imensa de votos válidos para seu partido em eleição para Deputado Federal. É dessa forma que ele conseguiu eleger vários colegas que obtiveram uma quantidade irrisória de votos.
-As celebridades levam muitos votos, muitas vezes mais do que a quantidade necessária para se elegerem. 
-Essa quantidade imensa de votos ajuda a eleger o Zé Propina e o Zé Malandrão, de um mesmo partido.
-Coisa que também acontecia com o falecido Deputado Federal Enéas Carneiro, do minúsculo partido PRONA, conseguia se eleger e de tabela eleger mais 3 ou 4 amigos de seu partido.
-Uma reforma neste sistema se faz necessária.

Por que você não deve votar na legenda em eleição para deputado ou vereador
-Cuidado quando você, em uma eleição proporcional, votar na legenda. Você estará apenas ajudando determinado partido a eleger pessoas com quantidades mínimas de votos. Quanto mais votos um partido consegue mais cargos ele pode eleger.
-Assim Zé Propina e Zé Malandrão agradecem!

Por que você não deve votar em branco ou nulo eleição para deputado ou vereador
-Cuidado, você que pensa em votar em branco ou nulo em eleições proporcionais: você estará reduzindo o número necessário de votos que um partido precisa conseguir para eleger um vereador ou deputado desconhecido.
-Zé Propina e Zé Malandrão agradecem por sua atitude.
-Isso acontece porque ao votar em branco ou nulo, você diminuirá o Quociente Partidário, o número necessário de votos de um determinado partido para que ele tenha direito a uma vaga.
-Se dos 110.000 eleitores do exemplo acima, nenhum tivesse votado em branco ou nulo, dividiria-se 110.000 votos válidos pelas 100 vagas a preencher, chegando-se ao Quociente Eleitoral de 1.100 votos, ou seja, o Partido A precisaria de mais 100 votos para eleger o Zé Ruela, com 650 votos dados a sua pessoa.

Então pense...
-Não vote em branco ou nulo para deputados ou vereadores.
-Você pensa que estará protestando, mas estará é ajudando candidatos desconhecidos e obscuros a se elegerem.

Fonte: EISENBERG, José; POGREBINCHI, Thamy. Onde está a democracia? Belo Horizonte, 2002. Editora UFMG.

Localização no planeta


Marque C para correto e E para errado, julgando as afirmativas 107 e 108 acima. Resposta entre parênteses abaixo. Selecione o espaço e veja a resposta correta.

107 - ( C )
108 - ( E )

Fonte: Concurso público Analista Ministerial Geografia - MPE/TO.


Teste de concentração

Repita as palavras abaixo...

Ara ara ara.

Responda rápido...

Que ave é verde e fala?

Resposta correta: selecione o espaço entre parênteses abaixo.
( É o papagaio. É comum a resposta ser arara após a repetição "ara ara ara")

Fonte: CSI Las Vegas. Seriado.

Questões nas férias...

Além de paciência para enfrentar filas em estradas, padarias, mercados, caixas eletrônicos, postos de combustíveis e até para tomar sorvete, turistas precisam preparar o bolso no litoral norte paulista. Na temporada de verão, preços costumam ser bem mais salgados.

Com as prais cheias, produtos e serviços estão pela hora da morte!

Parar o carro em Maresias, por exemplo, pode custar até R$ 30 a hora em terrenos baldios transformados em estacionamentos sem alvará de funcionamento, seguro ou cobertura para veículos. "Não tem jeito. Prefiro estacionar meu carro a deixá-lo na avenida, pois o número de furtos aqui parece ser alto, pelos comentários que ouvi", disse o publicitário Emerson Puccinatti, de Ribeirão Preto.

Na badalada Praia do Curral, em Ilhabela, parar o carro em garagens de residências e bares também sai caro. Uma hora não sai por menos de R$ 20.

Tomar cerveja na praia é outro hábito que requer dinheiro extra. Uma garrafa de 600 ml de cerveja comum é vendida por R$ 15 em Maresias. O problema se repete com o comércio ambulante - e em sua maioria clandestino - nas praias. Preços não só de cervejas como de refrigerantes e garrafas de água mineral e de coco costumam ficar até 50% mais altos. Um refrigerante vendido a R$ 2,50 no mercado sai em São Sebastião por R$ 3,50 em um quiosque da Praia do Arrastão e por R$ 5 em Maresias.

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Mas são os restaurantes que mais faturam na temporada. Cardápios executivos, com preços mais acessíveis, somem das mesas para dar lugar a cardápios de pratos mais elaborados - e caros. "Não há como almoçar bem no litoral sem gastar menos de R$ 150", disse o advogado José Roberto Craveira, de São Paulo, que havia acabado de almoçar com a mulher na Rua da Praia, em São Sebastião. "Imagine o quanto a gente gasta almoçando e jantando durante uma semana aqui? É um verdadeiro assalto."

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Fonte: Jornal O Estado de São Paulo. Disponível em: http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,precos-da-temporada-sao-teste-para-o-bolso-da-populacao-no-litoral-de-sp,818219,0.htm. Acesso em 04 jan 2012. Adaptado.

Belo Horizonte: de cidade à metrópole


A PRODUÇÃO DO ESPAÇO URBANO
Eliano de Souza Martins Freitas, Gláucia Carvalho Gomes,
Luciana Moreira Barbosa Ostos, Sérgio Martins e William Rosa Alves.
Grupo de Pesquisa As (im)possibilidades do urbano na metrópole Contemporânea” do Instituto de Geociências da UFMG, e Comissão de Assuntos Urbanos e Meio Ambiente da Associação dos Geógrafos Brasileiros – Seção Local de Belo Horizonte

A metrópole que aparece em meio à cidade
1. Por vários motivos, a Belo Horizonte dos dias de hoje é tida como uma metrópole. Primeiro, porque a cotidianidade de quem mora, trabalha, se diverte, enfim, circula por suas vias e utiliza seus espaços, já alcança mais de 4 milhões de pessoas. Daí as problemáticas da habitação, emprego, estudo, saúde, transporte e outras serem apresentadas como enormes. Mas também porque percebemos que nossos trajetos não são definidos somente por quem está por aqui: as falas sobre Minas Gerais, Sudeste, Brasil, América Latina e Mundo são sempre relacionadas às localidades onde moramos, trabalhamos e tentamos viver com alguma dignidade na “Grande BH” (a metrópole que não coincide exatamente à Região Metropolitana). Em praticamente todos os assuntos do dia-a-dia da metrópole, fala-se na influência da Região Metropolitana, do estado, da região, do país, do mundo em “BH”, e vice-versa: as atividades situadas nesta metrópole repercutem nessas outras espacialidades. Reconhecemos que há relações complexas, onde as municipalidades (Betim, Nova Lima, Contagem, Vespasiano, Belo Horizonte ou qualquer outra) nem sempre aparecem como o lugar principal dos fazeres, do entendimento e das decisões sobre as nossas vidas e de quem conhecemos. Começamos a perceber então que uma metrópole vai além das cidades em que vivemos, pois a metropolização aparece nos diversos lugares que freqüentamos cotidiana ou eventualmente, e de diversos modos que dificultam olhar um caminho nítido a seguir para alcançarmos nossos objetivos de vida individual e social.

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