Os atores da Globalização


O desenho esquemático mostra alguns dos principais agentes do processo de globalização, mas omite os três mais poderosos. Identifique a alternativa que contém esses agentes.

a - Transnacionais, Estado, Tecnologia.
b - Multinacionais, Organizações Internacionais (Banco Mundial, FMI, Bird, etc.), Organizações Militares (OTAN, etc.)
c - Transnacionais, Estado, Organizações Internacionais (Banco Mundial, FMI, Bird, etc.).
d - Estado, Tecnologia, Organizações Militares (OTAN, etc.)

Resposta correta: selecione o espaço entre parênteses abaixo.
( Letra C )

Fonte: VESSENTINI. José W. Geografia: Mundo em Transição. Editora Ática. Adaptado.

Os contrastes do Nafta


A fronteira entre Estados Unidos e México é imensa - 3140 km - e vai do litoral do oceano Pacífico até o golfo do México, no oceano Atlântico. A longo da linha fronteiriça localizam-se várias cidades, como irmãs siamesas. Do ponto de vista econômico, a partir da década de 1980, instalaram-se no México um tipo de industrialização de enclave, empresas norte-americanas se transferem para o território mexicano apenas para usufruir da mão-de-obra barata, incentivos fiscais e legislação ambiental mais branda. São as chamadas empresas maquiladoras.

"Em 1988, Estados Unidos e Canadá assinaram um acordo de livre-comércio que recebeu a adesão do México em 1992. Estava criado o Acordo de Livre-Comércio da América do Norte (Nafta), que entrou em vigor em 1º de janeiro de 1994. Um dos principais pontos do acordo é eliminar tarifas alfandegárias e obstáculos para o livre trânsito de bens e serviços". Colocou-se assim a "cereja no bolo", pois o acordo acabava com entraves que prejudicavam os lucros das empresas norte-americanas, uma vez que as mercadorias das maquiladoras poderiam passar livremente pela fronteira sem pagamento de impostos, o que aumentava ainda mais a competitividade daquelas empresas.

Contradições econômicas são características desse bloco econômico. A mais importante é a facilidade para a circulação de riquezas e a restrição à circulação de pessoas. Como sabe a região entre México e Estados Unidos é um lugar tenso, onde vários emigrantes ilegais tentam a sorte para atravessar a fronteira e buscar uma vida melhor. E políticas de contenção de migração são colocadas em práticas pelo governo norte-americano. A mais notória é a construção de um muro que separa os dois países. Muro que, convenientemente, não detém as mercadorias e capitais.

Fonte: VESSENTINI. José W. Geografia: Mundo em Transição. Editora Ática.

Existe Geografia no Domingão do Faustão?

A resposta é sim, existe! Ela aparece na promoção “Avião do Faustão”, da holding P&G.

P&G não quer dizer "Provou Gostou"

O que é uma holding mesmo?
Para quem não sabe, holding é uma empresa que mantém controle acionário sobre outras empresas. A aquisição de mais de 50% do controle acionário sobre outras marcas é uma garantia de lucratividade, já que se uma marca vai mal a outra que está indo bem pode contrabalançar os ganhos. No final o importante é a maior lucratividade global, ou seja, sobre a soma das empresas controladas pela holding. O objetivo é a ampliação do número de empresas em seu “portifólio”.

A P&G
A Procter & Gamble Company era uma pequena fábrica familiar de Ohio, Estados Unidos. A Procter, fabricante de velas, e a Gamble, fabricante de sabões, uniram-se em 1837 formando o que no futuro se tornaria uma holding que atua praticamente no mundo inteiro.

Lembra daquele sabonete preto? A P&G comprou e entrou no Brasil.

Chegou ao Brasil em 1988, adquirindo a Perfumaria Phebo S.A, tradicional indústria de sabonetes fundada em 1930, em Belém do Pará. A multinacional se estabeleceu e introduziu gradualmente algumas de suas marcas adquiridas no exterior, como as fraldas descartáveis Pampers. Após 1993 compraram várias marcas aqui no Brasil.

Veja abaixo algumas empresas que estão sob controle da P&G. Será que você já comprou algum produto delas? É praticamente impossível a resposta ser negativa:

Toda  a linha de barbeadores e produtos afins. EU USO!

Salgadinho de batata frita. JÁ COMI!

Medicamentos para gripes e resfriados. JÁ  USEI.

Pilhas e baterias. JÁ COMPREI.

Fraldas descartáveis. FUTURAMENTE EU VOU COMPRAR.

Pomada famosa para assaduras. NÃO SEI, TENHO QUE PERGUNTAR PRA MAMÃE.

Absorvente íntimo feminino. NÃO  USO  PORQUE SOU HOMEM.

Outra marca de absorvente íntimo feminino. IDEM.

Outro tipo de absorvente íntimo feminino. ESSE DE JEITO NENHUM.

Marca de produtos de limpeza e sabão em pó. PROVAVELMENTE MINHAS ROUPAS JÁ USARAM.

Sabão em pó também. IDEM.

Linha de escovas e pasta de dentes. USO.

Xampus e condicionadores. ESSE EU NÃO SEI.

Rações para gatos. NÃO TENHO FELINOS.

Rações para cães. CANINOS TAMBÉM NÃO.
A Geografia
Existe uma tendência de concentração de capitais na economia atual. A cada dia mais empresas são controladas por uma quantidade menor de donos. Isso é refletido em vários setores da economia mundial. Na área da informática, por exemplo, a Microsoft comprou o Skype há pouco tempo; o Google comprou o Youtube; tantos outros exemplos podem ser citados.

Mas o mais interessante é que, diferente do caso da P&G, a maioria dos casos de controle de empresas por holdings não são divulgados. Assim, para lembrar o que é uma holding, lembre do "Avião do Faustão". Quem diria que Fauto Silva daria sua contribuição à Geografia?

Fonte: Portal P&G Brasil. Disponível em: http://www.pg.com/pt_BR/index.html. Acesso em 25 jul 2011.

O mistério das três casas decimais

Já faz um tempo notei que quando você vai a um posto de gasolina os preços do litro de combustíveis são apresentados ao consumidor com três casas decimais após a vírgula. Por exemplo: R$2,498 o litro de gasolina, ou R$1,977 o litro de álcool. Isso também acontece quando é apresentado a cotação do dólar em real, por exemplo: "o dólar fechou sua cotação hoje em queda, a R$1,568". Mas que terceira casa misteriosa é essa?


Quanto ao preço dos combustíveis, essa determinação vem praticamente desde o início do plano real, quando o Departamento Nacional de Combustíveis baixou um decreto nacional autorizando a cobrança dos combustíveis com três casas decimais, que seria arredondada no preço final pago pelo consumidor. Mas o que interessa aqui é o motivo disso existir. Segundo os sindicatos dos postos de combustíveis a cobrança pelo petróleo no mercado internacional é feita com mais de três casas decimais, isso seria padrão internacional. Para "simplificação" para os consumidores o número de casas foi diminuído para três.

A verdade: este recurso é utilizado para aumentar a lucratividade dos postos e distribuidoras de combustíveis. Isso se confirma com uma simples continha de matemática: se você compra 50 litros de gasolina por mês, ao preço de R$2,459 o litro, você paga R$122,95. Se a terceira casa não existisse, você pagaria pela mesma quantidade R$122,50, ou seja, R$0,45 a menos. Parece pouco para o consumidor, e realmente é, mas para quem vende uma quantidade absurda de litros de gasolina, caso dos postos e distribuidoras, isso faz uma diferença importante nos cofres dos revendedores.

O caso da venda de dólares e euros em casas de câmbio vai pelo mesmo caminho. O consumidor é lesado de maneira silenciosa e quase imperceptível, enquanto os "peixes grandes" lucram mais e mais, até nos mínimos detalhes, que passam despercebidos pela maioria da população. E a legislação brasileira é extremamente permissiva com esses acontecimentos corriqueiros, já que quem elabora a legislação, para se eleger, recebe dinheiro para suas campanhas, recursos de empresários que querem ver defendidos seus interesses. Entre esses empresários existem donos de postos e banqueiros. Alguém duvida?

O Brasil sabe queimar dinheiro...

O assunto é o estádio a escolher para a abertura da Copa do Mundo em 2014. Será Belo Horizonte, com o Mineirão, ou São Paulo, com o Itaquerão?

Minha opinião: será o estádio do Corinthians, que atualmente não saiu nem do papel ainda. Já estamos fazendo história: será a primeira vez que a Copa das Confederações, competição organizada pela Fifa um ano antes no país sede, não terá o mesmo local de abertura que o da Copa do Mundo. Isso já é um sinal de problema. Mas os problemas são ainda maiores: o Corinthians, inicialmente projetou seu estádio para ter entre 45.000 e 48.000  pagantes. Mas para abertura de uma Copa a Fifa exige estádio com capacidade de 65.000 expectadores. O pepino que o governo de São Paulo tenta resolver é essa diferença de capacidade de 20.000 pessoas a mais. O clube paulista já lavou as mãos, dizendo que por ele seu projeto inicial se mantém, já que os custos de manutenção de um estádio para 65.000 pessoas não caberiam em seu orçamento.

Projeto do estádio Itaquerão.
O Corinthians bateu o martelo: quer arcar com os custos previstos em seu projeto inicial, estádio para aproximadamente 45.000 pagantes. Mas com essa capacidade o estádio não abre a Copa e ponto final. Qual a solução: a queima de dinheiro PÚBLICO! A mágica para resolver o problema é simples: os cofres públicos arcarão com a construção de um estádio para 65.000 lugares, ou seja, o contribuinte pagará pelos 20.000 lugares a mais. Assim São Paulo abrirá a Copa. O problema mesmo virá depois.

O clube paulista não quer esses 20.000 lugares a mais. Então, após a Copa do Mundo de 2014, esses lugares extras construídos com dinheiro público serão extintos. Como? Não sei ainda, mas a ideia que foi me passada pela mídia é a de que esses lugares extras seriam mais ou menos um puxadinho, que após o evento será demolido! É a queima mágica e fantástica de um dinheiro que poderia estar sendo aplicado em hospitais ou escolas. A qualidade do ensino público brasileiro é ruim, todo o mundo sabe, e ainda hoje existem pessoas esperando vagas em UTIs pelo Brasil. 

Vamos, em vez de investir na solução desses ou outros problemas, construir um puxadinho para satisfazer as autoridades paulistas e paulistanas que têm um ego tão grande que não se dão a capacidade de apoiarem a realização da abertura em Belo Horizonte, Brasília ou em outra cidade pelo país. O Mineirão terá a capacidade exigida com sua reforma, e seria uma boa escolha, a cidade de Belo Horizonte tem problemas de mobilidade e em sua rede hoteleira, mas problemas mais facilmente contornáveis que os da capital paulista. Mas eles, os políticos, não perderão a chance de gastar o nosso dinheiro com uma obra que além de não servir após o evento, vai ter seus vestígios eliminados em um aterro ou um bota-fora.

Vamos ter a abertura em São Paulo meus amigos, para depois gastar mais dinheiro com a desconstrução de parte do estádio Itaquerão. Absurdo? Não acho, já estou me acostumando a essa falta de eficiência dos gastos públicos. O Brasil é um circo, os políticos sabem, e quem comprou ingresso para o show somos todos nós. Ganha-se de brinde um nariz de palhaço.

Coloque o seu também meu querido brasileiro!

Sobre as dúvidas...

"A chave de todas as ciências é o ponto de interrogação".

HONORÉ DE BALZAC, escritor francês, século XIX.

Como descartar seu celular antigo?

A Nokia, através de seus postos de assistência técnica, disponibiliza pontos de coleta para receber e dar destinação adequada a celulares antigos e a seus acessórios. Recentemente estive eu em uma assistência técnica da Nokia e pude visualizar uma urna de coleta para celulares antigos e seus acessórios. É a chamada logística reversa.

A Nokia contratou uma empresa terceirizada para fazer esse trabalho: é a Belmont Trading Company, empresa norte-americana com muitas subsidiárias ao redor do mundo. Essa empresa é especializada em reciclagem de aparelhos eletrônicos como computadores e celulares. No Brasil existem duas filiais: em São Paulo e Manaus.

Pelo programa de reciclagem você se compromete a aceitar que está doando permanentemente os objetos descartados, como fones de ouvido, baterias, chips, cartões de memória ou o próprio aparelho. Vale lembrar que é de qualquer marca, modelo ou operadora de celular.

Crítica
Esse programa da Nokia ainda é pouco divulgado, e deveria estar disponibilizado em todos os postos de venda de novos celulares. Por enquanto somente vi em um posto de assistência técnica credenciado pela Nokia. Recado para as outras empresas: por que não se aventurarem por esse caminho também?


Em Belo Horizonte, a empresa de assistência técnica Global Express tem uma urna de coleta, no endereço:
-Avenida do Contorno, 8877, Gutierrez, Belo Horizonte - MG.

Fonte: Portal Nokia. Disponível em: http://www.nokia.com.br/suporte-e-software/assistencia-tecnica-e-reciclagem/principal/reciclagem. Acesso em: 19 jul 2011.
Portal Belmont Trading. Disponível em: http://www.belmont-trading.com/. Acesso em 20 jul 2011.


Jogo de "xadrez"

A sensação é a de que estamos perdendo o jogo. O espaço a cada dia se torna mais escasso, e a sensação térmica é cada vez maior em grandes centros urbanos.

Estratégia de escassez de produtos

Se fosse outra empresa, os consumidores se sentiriam maltratados. A Apple adota uma estratégia de distribuição de produtos que parece só dela. Tudo começa com rumores, que vão tomando corpo na imprensa e nas mídias sociais, com informações vazadas seletivamente pela empresa. De oficial, só o silêncio.
Ipad
Depois, vem o show com Steve Jobs. Com seu uniforme de camisa preta de manga longa e gola alta, calça jeans e tênis, o fundador da Apple confirma os rumores, para as pessoas discutirem o quanto o novo produto vai mudar o mundo.
Depois, vem a chegada do lançamento às lojas. As pessoas passam a noite nas filas, esperando o início das vendas. Após horas e horas de expectativa, saem felizes, exibindo suas aquisições como troféus. Quem deixa para depois, corre o risco de encontrar as prateleiras vazias.
Como a Apple consegue fazer uma estratégia dessas dar certo? Em 2007, o professor John Quelch publicou um artigo no site da Harvard Business School, chamado “How to profit from scarcity” (Como lucrar com a escassez). Os principais exemplos eram o iPhone e os livros do Harry Potter.
Atualmente vice-presidente e reitor da China Europe International Business School, em Xangai, Quelch comentou a estratégia da Apple, em entrevista por e-mail. “A escassez vende quando um número suficiente de consumidores acreditam que, se um produto está em falta, ele deve ser bom”, disse o professor. “Quando as pessoas fazem filas do lado de fora das lojas para comprar o iPad ou o iPhone recém-lançado, isso cria divulgação gratuita na mídia, o que alimenta ainda mais o interesse do consumidor.”
Para Abel Reis, presidente da AgênciaClick Isobar, o sucesso da estratégia é consequência de uma “religião” que se forma ao redor dos produtos da Apple.
“É uma estratégia para poucas marcas”, disse ele. “As filas têm a ver com o ritual da marca. É igual ficar apertado em estádio de futebol. Os torcedores não ficam bravos, porque é uma opção.”
Ricardo Guimarães, presidente da Thymus, lembrou que a estratégia de escassez é muito comum no mercado da moda. “Na moda, o raro é caro. Em tecnologia, o novo é caro. É sinal de prestígio ter o produto antes.”
Fonte: Portal Estadão. Disponível em: http://blogs.estadao.com.br/renato-cruz/ . Acesso em: 15/07/2011.

Motosserras e borboletas

Motosserras e preservação da natureza combinam?

A resposta é SIM, segundo a visão da fabricante Stihl, por mais contraditório que isso possa parecer. A propaganda abaixo mostra a eficiência de sua máquina, cortando troncos de árvores e... no final aparecem BORBOLETAS junto a sua marca! Fiquem atentos, ao final do vídeo o bordão é o seguinte:

"Stihl, tecnologia a favor da natureza". Alguém entendeu? Eu não!


PCHs

Quando se pensa em energia hidráulica, gerada da força das águas, é comum imaginarmos grandes hidrelétricas, como Itaipu, Paulo Afonso e Tucuruí. Mas o que talvez muita gente não saiba é que outros empreendimentos também importantes são as chamadas pequenas centrais hidrelétricas, conhecidas pela sigla PCHs.

Essas usinas, como o nome sugere, têm como características básicas a capacidade máxima de produção de energia superior a 1 MW e igual ou inferior a 30 MW e um reservatório com área de até 3 km2. Para ter uma ideia do que isso significa, Itaipu tem uma potência instalada de 14 mil MW e seu lago ocupa 1.350 km2.
Construídas principalmente em rios de pequeno e médio portes, as PCHs são fontes complementares de geração de energia renováveis. Além disso, causam pouco impacto no meio ambiente, são isentas do pagamento pelo uso dos recursos hídricos e contam com descontos na utilização dos sistemas de transmissão e distribuição de energia.
A Eletrobras está investindo em projetos do gênero. Um deles é a PCH Barra do Rio Chapéu, localizada na divisa dos municípios de Rio Fortuna e Santa Rosa de Lima, em Santa Catarina, que deverá entrar em operação ainda em 2011. Com 15 MW de potência instalada, ela produzirá energia suficiente para beneficiar 36 mil consumidores.
Outro empreendimento com investimentos da Eletrobras é a PCH João Borges, também em Santa Catarina. Com 19,5 MW de capacidade instalada, ela tem sua entrada em operação prevista para 2012 e fornecerá energia suficiente para atender 46 mil consumidores.
Fonte: Portal Energia no Brasil. Disponível em: http://www.energianobrasil.com.br/2011/07/tamanho-nao-e-documento/. Acesso em 07 jul 2011.

Como driblar a xenofobia?

Definição de Soberania

Entre países, seria a autoridade plena, governo próprio e total independência e autonomia para tomada de decisões tanto no plano questões nacionais quanto no que se refere a relações com outros países.


Fonte: VESENTI, J.W. Geografia: o mundo em transição. Editora Ática. Adaptado.

Os muros pelo mundo...

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