Na época dos "descobrimentos"...

Sobre o enfraquecimento do poder do Estado

"[...] Enquanto em alguns lugares há um enfraquecimento do Estado, que não tem mais meios de manter uma pretensa coesão nacional frente às disputas regionais e dos lugares para se globalizar (a 'guerra dos lugares' a que alude Santos, 1996). Em outros lugares os nacionalismos são retomados, sob as mais diversas argumentações e colorações políticas, da esquerda ultra-radical à extrema direita: muitas vezes em nome da preservação e/ou defesa da identidade territorial. Estamos muito longe, entretanto, do fim dos territórios, [...], mesmo ao se proceder a uma simplificação grosseira ao se restringir a noção de território às relações na escala do Estado-nação."


Fonte: HAESBAERT, Rogério. O território em tempos de globalização. ETC - Revista Eletrônica de Ciências Sociais Aplicadas e outras coisas. 15 ago 2007. Disponível em: http://www.uff.br/etc/UPLOADs/etc%202007_2_4.pdf . Acesso no dia da postagem.

Em busca do progresso das baterias de automóveis

Para reduzir nosso enorme apetite por petróleo, o governo e a indústria automobilística estão trabalhando juntos para incentivar a população dos EUA a pensar nos elétricos quando forem comprar um carro.
Mesmo enquanto discutem a rapidez com que os consumidores farão a transição aos veículos elétricos, os observadores da indústria geralmente concordam que a mudança exigirá um grande aperfeiçoamento das baterias que alimentam esses carros. Até mesmo a Casa Branca concorda, reconhecendo a situação numa recente entrada em seu blog: "A falta de baterias acessíveis e altamente funcionais tem sido uma barreira especialmente complicada à adoção generalizada dos veículos elétricos".
Em curto prazo, a redução do preço da bateria _ e consequentemente do veículo _ virá principalmente de técnicas mais apuradas de fabricação e do aumento da produção. Aprimorar durabilidade e alcance será basicamente território de pesquisadores e cientistas.
O cientista italiano Alessandro Volta construiu a bateria original, em 1800. Volta preencheu um recipiente com pares de placas alternando zinco e cobre, e separou cada par com um disco de papelão embebido em água salgada. Sua bateria gerava um fluxo estável de corrente elétrica por meio de uma reação química, forçando o disco de zinco (polo negativo) a liberar um elétron e o disco de cobre (polo positivo) a capturá-lo.
Hoje, as baterias de carros elétricos não se parecem mais com o recipiente de Volta, mas funcionam com os mesmos princípios básicos. E dois séculos de progressos em química geral, design e materiais nos trouxeram à bateria de lítio _ que usa um íon de lítio para o transporte de ida e volta entre os polos positivo e negativo.
Numa explicação simples, a bateria de lítio oferece uma densidade de energia mais alta do que os sistemas anteriores, segundo Venkat Srinivasan, gerente do Programa de Tecnologia para Baterias de Transporte Automotivo _ iniciativa financiada pelo Departamento de Energia dos EUA e comandada pelo Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, na Universidade da Califórnia, Berkeley.
Numa comparação com a bateria híbrida de níquel e metal usada no Toyota Prius, por exemplo, uma bateria de íon de lítio de mesmo peso e volume aumentaria em três vezes a densidade de energia, afirmou Srinivasan.
Todos os veículos disponíveis tendo a eletricidade como fonte principal de energia, como o Nissan Leaf ou o Chevrolet Volt, usam alguma forma de química de íon de lítio em suas baterias. E esse sistema deve predominar ao menos pelas próximas duas décadas, ainda com muito espaço para inovações, declarou Jeffrey P. Chamberlain, chefe do grupo de Armazenamento de Energia Eletroquímica no Laboratório Nacional Argonne _ localizado próximo a Chicago e financiado pelo Departamento de Energia.

Chevrolet Volt
O lítio é misturado a outros materiais no polo negativo da bateria. Os materiais usados determinam a voltagem da célula e a quantidade de lítio que o polo consegue reter _ a elevação desses dois fatores aumenta a densidade da energia, explicou Srinivasan.
No laboratório Argonne, pesquisadores estão trabalhando com novas misturas de níquel, manganês e cobalto para o polo negativo (cátodo). Misturar esses elementos em variadas quantidades e montá-los em estruturas diferentes pode dobrar a capacidade de energia do cátodo. Argonne já começou a licenciar patentes desse material a diversos fabricantes de baterias. O resultado, segundo Chamberlain, seriam baterias que "espremem mais energia numa embalagem menor, possuem menor custo de produção e duram mais tempo".
De maneira similar, pesquisadores de Argonne e outros locais estão realizando experimentos com silício para o polo positivo (ânodo), substituindo o ânodo de carbono comumente usado hoje em dia. Durante o ciclo de carga, o ânodo coleta íons de lítio, liberando-os na descarga quando enquanto a bateria gera energia ao motor elétrico. Um ânodo de silício puro, em teoria, possui potencial para elevar em dez vezes a quantidade de energia retida.
Porém, os esforços para atingir esse máximo foram frustrados pela tendência do silício de se expandir enquanto coleta os íons de lítio. Assim, pesquisadores estão misturado silício a materiais como grafite, buscando por um equilíbrio que resolva os desafios físicos e ainda eleve a densidade da energia, afirmou Chamberlain.
Mesmo com esses avanços chegando às linhas de produção na próxima década, em curto prazo, a queda de custo para as baterias deve vir da redução dos custos de fabricação, segundo Alex. A. Molinaroli, presidente do grupo de Soluções de Energia da Johnson Controls, fabricante de baterias de íon de lítio para BMW, Daimler e Ford.
Como o íon de lítio é uma tecnologia relativamente nova em carros, "levará tempo para entendermos o desempenho dessas baterias com anos de uso", disse Molinaroli. E como a bateria do carro elétrico hoje faz parte da unidade de tração, "ela terá exigências muito maiores de durabilidade e desempenho do que as baterias de ácido e chumbo ou a bateria de seu laptop", afirmou.
[...]
A invenção de Alessandro Volta lhe rendeu um título real e um lugar na nota de dez mil liras, além de ter preparado o terreno para a era da eletricidade moderna. Com avanços contínuos permitindo que os carros elétricos equiparem preço e desempenho aos concorrentes movidos a gasolina, o impacto não poderia ser menos profundo.

Fonte: Yahoo Notícias. Disponível em: http://br.noticias.yahoo.com/progresso-das-baterias-carros-el%C3%A9tricos-20110415-125400-601.html . Aceso no dia da postagem.

Em busca da redução da tributação indireta


O governo brasileiro estuda formas de reduzir o preço da energia elétrica no País, que figura entre as cinco mais caras do mundo. A forte carga de impostos e taxas que incide sobre a conta de luz é o principal fator que justifica o alto valor no Brasil. Estudo feito pela consultoria PricewaterhouseCoopers mostra que os encargos setoriais e os impostos e tributos já representam mais de 45% do total da conta de luz.


Uma maneira de o governo agir nesse sentido é pressionar os Estados a reduzir em o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). O governo está concluindo um levantamento mostrando que a tributação muda muito de Estado para outro. Rondônia, por exemplo, cobra no máximo 17% de seus consumidores residenciais. Já Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso e Rio de Janeiro aplicam uma taxação 30%.
Os técnicos investigam o que determina essa disparidade e buscam argumentos para defender uma tributação menor. Por exemplo: o Amapá não cobra ICMS na eletricidade das residências que consomem até 100 megawatts por hora (MWh) e, nas demais faixas de consumo, a alíquota é de 12%, a mais baixa do País. Já o Amazonas cobra 25% em todas as contas.
Além do Amapá, mais cinco Estados (Alagoas, Maranhão, Mato Grosso, Pará e Roraima) dão isenção de ICMS para quem consumir até 100 megawatts por hora. Já Amazonas, Bahia, Rio Grande do Sul e Santa Catarina não dão isenção alguma.
O objetivo é tentar buscar um alinhamento nos níveis de tributação mais baixos, se não uma redução. O governo federal já indicou que pretende reduzir os próprios tributos sobre a conta de luz, como o PIS, a Cofins e outros encargos, num movimento simultâneo com o dos governadores. A redução do ICMS na eletricidade integra a lista de temas que o governo federal apresentou aos governadores, como parte das discussões da reforma tributária.
Os pontos de interesse, porém, não coincidem. Enquanto os Estados querem redução dos juros de sua dívida com o Tesouro Nacional e uma participação maior na divisão do bolo tributário nacional, o governo federal defende redução do ICMS cobrado na eletricidade, nas telecomunicações, nos combustíveis, nos remédios e nos alimentos da cesta básica.
Os governadores não querem nem ouvir falar em reduzir o ICMS sobre esses itens porque essas são as melhores fontes de arrecadação. Em um Estado desenvolvido como São Paulo, elas respondem por um terço das receitas. Naqueles com economia mais fraca, essas bases de tributação são metade ou mais de tudo o que entra no caixa. Eles reclamam que, antes de pedir a redução do ICMS, o governo poderia reduzir os tributos federais sobre a eletricidade.
A redução do ICMS sobre itens de consumo básico faz parte de uma diretriz da reforma tributária, que é reduzir a chamada tributação indireta (que vem embutida nos preços e que pesa igualmente sobre as pessoas, independentemente da renda). A avaliação é que a tributação indireta no Brasil é muito elevada e que ela torna o sistema injusto, pois as famílias mais pobres comprometem uma fatia maior de sua renda com o pagamento de tributos, em comparação com os mais ricos.
Segundo dados apresentados pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) em seminário sobre o tema, os trabalhadores com renda de até dois salários mínimos comprometem 48% de sua renda com tributos. Quem ganha acima de 30 salários mínimos gasta 26%.

Fonte: Jornal da Tarde. Disponível em: http://blogs.estadao.com.br/jt-seu-bolso/governo-quer-baixar-imposto-de-energia/ . Acesso no dia da postagem.

Sobre a importância de não desistir...

"Há mais pessoas que desistem que pessoas que fracassam".

HENRY FORD, fundador da montadora de automóveis.

Dicas gerais de Xadrez

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-Procure estabelecer um padrão de jogo. É importante que você tente fazer uma abertura quase sempre da mesma forma, tentando movimentar as mesmas peças. Assim se acostumará com os mesmos movimentos, e com as possíveis vulnerabilidades desse padrão de jogo.

-Estabeleça um plano. Um plano ruim é melhor que não ter plano algum. E mude-o constantemente, conforme as necessidades da partida.

-Vigie seu oponente. Parece óbvio, mas existem pessoas que jogam xadrez pensando apenas em seus planos. É importante que você pense o que seu adversário deseja com o movimento dele, principalmente se parecer que ele está te dando uma peça gratuitamente. Ele pode ter errado, mas é melhor se certificar disso.

-Tente dominar a região central do tabuleiro. De lá você poderá atacar rapidamente com um movimento, assim como se defender.

-Jogue pressionando seu adversário. Assim ele se preocupará em demasia com a defesa e não terá tempo de fazer planos para te atacar.

-Quando você tem vantagem numérica é bom pensar em criar uma batalha estimulando a troca de peças.  Quatro peças contra duas é melhor que dez contra oito.

-Se você tem a minoria evite trocas de peças desnecessárias. Pelo motivo anterior.

-Pense na defesa primeiro. O princípio do xadrez é a segurança do rei.

-Quando estiver sendo atacado procure criar vários obstáculos ao caminho do adversário, prolongando sua própria defesa e induzindo o atacante ao erro.

-Tente antecipar as ameaças do adversário. Cuidado com jogas imediatamente inofensivas, elas poderão ser uma montagem de ataque-surpresa.

-Antes de atacar, crie debilidades na defesa do adversário. Ataques prematuros podem ser facilmente rebatidos pela defesa oponente.

-Evite trocas em seu ataque. Isso facilitará a defesa oponente.

-Caso a partida esteja praticamente perdida, desista! O xadrez não é futebol onde a raça é uma virtude. Um rei sozinho não ganha partida contra um rei e vários peões. Aprender a perder faz parte.

-Não desanime com as derrotas. Elas ensinam mais que as vitórias. Um grande vacilo te ensina a não errar quando a situação se repetir em uma outra partida.

Lembra da inflação?

Ela praticamente foi exterminada em 1994. Para os jovens de hoje ela nunca teve os efeitos colaterais na mesma medida que para as pessoas que viveram na década de 1980. Mas ultimamente ela tem dado as caras na economia.

Para quem não sabe inflação é o aumento generalizado e persistente dos preços das mercadorias. Ela pode ser dividida em:

-Inflação de demanda: quando a procura por uma mercadoria é maior que a oferta. Para compensar o preço fica alto para desestimular a compra. Exemplo mais recente é o aumento do preço do etanol nas bombas de combustíveis. O álcool combustível é feito da cana-de-açúcar, que pode passar por períodos de entressafra devido à falta ou ao excesso de chuvas por exemplo. No caso da cana até mesmo o preço do açúcar no mercado internacional influencia o preço do combustível. É que se o preço do açúcar é maior os produtores de cana preferem vender sua produção para onde conseguem maiores lucros. Assim diminui-se a quantidade de matéria-prima disponível para produção de etanol, o que encarece o combustível e contribui para o aumento do índice de inflação.

-Inflação de custos: ocorre quando as maneiras para se produzir uma determinada mercadoria fica mais cara. Um aumento no custo da mão-de-obra, de matéria-prima ou mesmo de impostos. É o famoso repasse do aumento de tarifas para o consumidor final. Sabe quando a energia elétrica fica mais cara para o comerciante? Ele aumenta os preços de suas mercadorias para repassar o aumento do custo com a eletricidade para você, meu caro consumidor.

Os efeitos inflacionários eram muito ruins, principalmente para a camada mais pobre da sociedade. Os preços aumentavam praticamente todos os dias. Quando os trabalhadores recebiam seus salários deveriam ir às compras e gastar todo seu dinheiro, estocando alimentos. Isso porque no final do mês os preços estavam muito maiores e o salário não acompanhava. Existia um mecanismo de compensação de aumento salarial, o chamado gatilho salarial, uma tentativa de fazer o salário acompanhar a inflação. Mas o mecanismo não funcionava muito bem, e as pessoas não conseguiam juntar dinheiro para comprar uma mercadoria mais cara por exemplo.

Para se ter uma ideia, veja abaixo como o nosso dinheiro se desvalorizava. A primeira imagem é do nossa moeda no centenário da república, em 1989. Os nomes das moedas mudavam constantemente, e a prática de se cortar três zeros em cédulas de dinheiro era corriqueira. A primeira cédula abaixo era de 200 cruzados novos, que anteriormente valia 200.000 cruzados. Após o Plano Cruzado Novo veio o Plano Cruzeiro, já carimbando na primeira cédula.



A segunda cédula abaixo já dá uma ideia dos efeitos inflacionários. O ano era 1993, e a cédula estampada era de 100.000 cruzeiros. O governo emitia cédulas de novos valores de maneira frequente, para tentar acompanhar a inflação. Após o Plano Cruzeiro apareceu o plano Cruzeiro Real, já carimbado na cédula. Cortou-se três zeros novamente.



Após o Cruzeiro Real, em 1994, começou-se a migração para o Plano Real, instituído pelo presidente Itamar Franco com ajuda de seu ministro da fazenda, o futuro presidente Fernando Henrique Cardoso. A migração se deu do Cruzeiro Real para a URV (Unidade Real de Valor), o qual instituiu em sua parte final que uma URV valia 2.750 Cruzeiros Reais. A URV transformou-se no Real, representada na terceira imagem abaixo.



Somente a partir desse momento é que terminou os efeitos de uma inflação galopante. De 1764,86% acumulada em 1989, hoje temos uma inflação anual de 6,5%, considerada alta por economista atuais. É por isso que deve-se conhecer a história da economia brasileira para não se repetir os erros do passado. A tendência atual de alta nos preços é muito mais prejudicial principalmente porque não temos mecanismos de reposição automática dos salários, o que fere o poder de compra dos brasileiros, principalmente dos mais pobres.

Fontes: Portal Brasil Escola. Disponível em: http://www.brasilescola.com/economia/inflacao.htm.
Portal Jornal do Brasil. Disponível em: http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=10949 . Acessos no dia da postagem.

Energia limpa a partir das catracas do metrô!!!!


Cerca de 2.56 milhões de pessoas passaram, diariamente, pelas catracas do metrô paulistano em 2010, segundo dados da prefeitura da cidade. Já pensou se toda essa movimentação pudesse ser transformada em energia elétrica?

As pessoas passando nas catracas funcionariam como a água movendo turbinas em hidrelétricas

Essa é a ideia de três alunos de Administração da FEI – Faculdade de Engenharia Industrial, de São Paulo: juntos, Renato Góis FigueiredoLucas Rodrigues Lamas e Tatiana da Silvadesenvolveram um projeto que prevê a instalação de geradores elétricos nas catracas das estações de metrô e trem, para garantir que a energia cinética – ou seja, de movimento – produzida pelo giro das catracas seja reaproveitada e convertida em eletricidade.
Os estudantes focaram o projeto nas catracas do transporte coletivo, mas a ideia pode ser aplicada em muitos outros lugares: por exemplo, na entrada dos estádios – imagine quanta energia limpa poderia ser produzida em dia de clássico ou de shows internacionais! – ou nas portas giratórias dos bancos, que seguem o mesmo princípio das catracas. Você consegue pensar em algum outro lugar onde a técnica pode ser aplicada?
O projeto dos brasileiros venceu, em 2010, o concurso EDP University Challenge, que premia as melhores iniciativas, pensadas por universitários, para a produção de energia elétrica e, agora, os estudantes estão aprimorando o projeto, com o auxílio de uma bolsa de estudos. Já pensou se a ideia pegar?

Fonte: Portal Superinteressante. Disponível em: http://super.abril.com.br/blogs/planeta/catracas-do-metro-podem-produzir-energia-limpa/ . Acesso no dia da postagem.

Uso de transporte público caiu 30% na última década

A falta de políticas públicas para transporte de massas e mobilidade urbana, aliada a passagens cada vez mais caras, provocaram uma queda de cerca de 30% na utilização do transporte público no Brasil nos últimos dez anos. A constatação é do estudo "A Mobilidade Urbana no Brasil", divulgado nesta quarta-feira (25) pelo Instituto de Política Econômica Aplicada (Ipea), no Rio de Janeiro.


O estudo mostra que o governo não apenas investiu muito pouco em mobilidade urbana nas últimas décadas, como também incentivou a utilização do transporte individual. Um dado da pesquisa mostra que 90% dos subsídios federais para transporte de passageiros são destinados à aquisição e operação de veículos individuais (carros e motocicletas). Como consequência, o uso de automóveis nas grandes cidades cresce 9% ao ano, enquanto o de motocicletas dá saltos de 19%.

Somente em 2008, foram vendidos 2,2 milhões de carros e 1,9 milhão de motos e a previsão é que, em 2015, esses números dobrem. De acordo com o coordenador da pesquisa, Carlos Henrique Ribeiro de Carvalho, em alguns lugares, dependendo do trajeto que se faça, sai mais barato usar moto ou até mesmo o carro do que o ônibus, metrô ou trem.

“Obviamente, esse panorama tem causado sérios problemas para as cidades, como congestionamentos, acidentes e poluição, principalmente. A renda da população está aumentando e, se não houver políticas no sentido de melhorar e incrementar o transporte público, essa situação vai se deteriorar ao ponto em que teremos cidades inviáveis”.
O documento aponta ainda que, nos últimos 15 anos, as tarifas de ônibus aumentaram cerca de 60% acima da inflação. A política de combustíveis também contribuiu para o encarecimento do transporte público pois, segundo o estudo, os ônibus movidos a diesel estão em 85% dos municípios do país e são o principal meio de transporte de massas nas grandes cidades. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o preço do óleo diesel subiu 50% a mais que o da gasolina nos últimos 10 anos.

“Cerca de 8% do diesel consumido no Brasil vai para o transporte público. Acho que é possível subsidiar a compra de diesel para esse setor e, assim, baratear as passagens”, sugeriu o pesquisador.

A coordenadora do livro Infraestrutura Social e Urbana no Brasil, Maria da Piedade Morais, ressaltou que a solução do problema da mobilidade urbana não está apenas em investimentos no setor de transporte coletivo, mas num planejamento integrado da expansão das cidades. “As cidades estão crescendo, mas os locais de trabalho continuam nos centros. Programas [governamentais] como o Minha Casa Minha Vida têm se mostrado alheios a essa realidade, pois investem em moradias em locais distantes, muitas vezes sem equipamentos urbanos, em vez de recuperar áreas já servidas, como os próprios centros comerciais”.

Fonte: Jornal O Tempo. Disponível em: http://www.otempo.com.br/noticias/ultimas/?IdNoticia=119837 . Acesso no dia da postagem.

Considerações sobre o Território

Introdução
-Não deve ser confundido com a simples materialidade do espaço socialmente construído.
-Ele é sempre apropriação e domínio de um espaço socialmente partilhado. Por exemplo, o caso de uma cidade fantasma no deserto norte-americano, é um espaço socialmente construído mas que não representa um território.
-Território e espaço são sinônimos? Não, o segundo é mais amplo que o primeiro.
-O território é uma construção histórico-social construído através das relações de poder que envolvem sociedade e espaço geográfico (que envolve também a natureza).
-Sociedades tradicionais: a construção de territórios era baseada em áreas ou zonas.
-Sociedades modernas: predomina a construção baseada em redes, com base na ideia utilitarista e funcional daquele determinado espaço.

Território x Rede x Lugar
-O território pode ser uma noção mais ampla que lugar e rede mas pode confundir-se com eles.
-A rede pode ser uma forma de organização do território ou um elemento que o constitui.
-O lugar é uma das formas de manifestação do território.

Geopolítica do Território
-A territorialidade pode ser entendida como estratégia geográfica para controlar e atingir a dinâmica de pessoas, fenômenos e relações através da manutenção do domínio de uma determinada área.
-O mundo atual abre fluxos para o capital financeiro globalizado, mas exibe inúmeros exemplos de fortalecimentos dos controles territoriais (casos migratórios).
-Existem territórios simples, exclusivos, excludentes, ou híbridos que admitem a existência de várias territorialidades.
-As favelas são enclaves em que uma territorialidade ilegal pode ser erguida (caso do crime organizado) , um exemplo de território excludente/exlcusivo criado pela exclusão social.

O tráfico de drogas também cria seu território, desafiando o poder do Estado.

Abordagens do Território em 3 vertentes básicas
-Jurídico-Política: Estado-Nação, um espaço delimitado e controlado por um determinado poder, especialmente de caráter estatal.
-Culturalista: Lugar e cotidiano, identidade social, produto da apropriação do espaço através do imaginário ou da identidade social.
-Econômica: Divisão territorial do trabalho, classes sociais e relações de produção, territorialização e desterritorialização é vista como produto espacial do embate entre as classes sociais e da relação capital-trabalho.

Diferenciação natural de áreas e o Território
-Uma das primeiras bases para formação de territórios.
-Ainda é utilizada para certos espaços e por certos grupos sociais, como os indígenas da Amazônia, os tuaregues do Sahara ou os nômades mongois e tibetanos).
-Atualmente aparece a formação de territórios-reserva, onde reservas naturais são tipos de territórios produzidos pela modernidade. Seu papel conservacionista parece contradizer a sociedade moderna, impondo-lhe limitações para a transformação do espaço geográfico.
-O problema é que a emergência de territórios-clausura, de acesso temporariamente vedado, prejudica a natureza uma vez que muitas espécies não irão sobreviver isoladas umas das outras, sendo necessário redes (corredores) de interligação entre as diversas reservas, pelo menos às pertencentes ao mesmo ecossistema.

Fonte: HAESBAERT, Rogério.O Território em tempo de globalização. ETC - Espaço, Tempo e Crítica. Nº 24, Vol 1. 15 ago 2007. Disponível em: http://www.uff.br/etc/UPLOADs/etc%202007_2_4.pdf . Acesso no dia da postagem.

Os povos ciganos

Histórico
-Vivem no Brasil desde o século XVI.

Números
-Atualmente o IBGE estima que existem mais de 800 mil pessoas ciganas.

Preconceito
-É o maior problema desses povos.
-Muitos não são registrados quando nascem, a maioria é invisível para o Estado.
-Por serem nômades têm dificuldades de acesso à saúde (o SUS pede um documento de identificação e comprovante de residência para atendimento) e à educação (escolas têm dificuldades de manter alunos ciganos).

Evolução
-O SUS baixou uma portaria desobrigando os hospitais a pedirem documentos para ciganos.
-O MEC diz que nenhuma escola pode recusar alunos, mesmo que estejam sem documentos que comprovem escolarização anterior. Eles podem acessar a escola sazonal, e podem estudar por 6 meses e depois mudar de escola.
-Mas o atendimento por parte do Estado é ainda muito precário.

Clãs
-Os ciganos brasileiros podem ser divididos em três "etnias".
-Veja o quadro-resumo abaixo. Clique na imagem para ampliá-la.


Fonte: Portal Agência Brasil. Disponível em: http://agenciabrasil.ebc.com.br/grande-reportagem/2011-05-24/ciganos-um-povo-invisivel . Acesso no dia da postagem.

Controvérsias da globalização

Globalização 
-Palavra que passou a ser utilizada de modo generalizado em diversos campos do conhecimento.
-No fim do século XX, esta palavra remete a uma imagem de homogeneização sócio-cultural, econômica e espacial. Homogeneização que tenderia à dissolução de identidades locais, culminando em um espaço global despersonalizado.
-Ideia de homogeneização é falsa. A globalização não atinge igualmente todos os seguimentos sócio-espaciais, ela se processa em pontos seletivos do globo, adaptando-se e reelaborando processos político-econômicos locais.
-Existe, porém, uma homogeneização da pobreza e da miséria, acirrando a exclusão sócio-espacial.

Fragmentação
-Alguns autores defendem que a característica principal no nosso tempo é a fragmentação.
-Globalização e fragmentação: dois polos da mesma questão.
-Fragmentação inclusiva: caso do surgimento dos grandes blocos econômicos como a União Europeia ou o Nafta, "fragmentar para melhor globalizar".
-Fragmentação excludente: produto da globalização (fruto da concentração do capital) ou resistência a ela (fundamentalismo religioso).

Globalização x Mundialização
-Globalização como processos econômico-tecnológicos.
-Mundialização como processos de ordem cultural.

Globalização x Internacionalização
-Internacionalização refere-se ao aumento da extensão geográfica das atividades econômicas através de fronteiras nacionais, não sendo um fenômeno novo.
-Globalização: forma mais avançada e complexa da internacionalização, com certo grau de integração entre atividades econômicas dispersas pelo globlo, com um maior fluxo de capital financeiro de caráter volátil ou fictício (veja os exemplos das bolsas de valores, que ganham a cada dia maior importância). 
-A globalização acelera-se a partir da década de 1960, consolida-se na década de 1970, tudo facilitado pela maior velocidade de circulação, mediada pelo avanço técnico-científico-informacional.

A controvérsia
-A partir da década de 1990 o capitalismo passa a incorporar os antigos países socialistas.
-Um avanço da globalização se verifica, mas também com um avanço de movimentos contra-globalização.
-As formas de resistência conduzem a um processo fragmentador, resultando em exclusão, reforço das desigualdades.



Fonte: HAESBAERT, Rogério.O Território em tempo de globalização. ETC - Espaço, Tempo e Crítica. Nº 24, Vol 1. 15 ago 2007. Disponível em: http://www.uff.br/etc/UPLOADs/etc%202007_2_4.pdf . Acesso no dia da postagem.



O objeto da Geografia

  • Questão Introdutória: O que é a Geografia? Com respeito ao termo científico, há uma enorme controvérsia devido à indefinição de seu objeto, ou nas múltiplas definições que lhe são atribuídas.
  • Estudo da superfície terrestre, concepção mais usual e mais vaga, pois dificulta a especificidade de um estudo por uma só disciplina, já que a superfície terrestre é palco de toda a reflexão científica. Esta definição apóia-se no significado etimológico da palavra Geografia – estudo da Terra. A Geografia seria uma ciência síntese de todas as ciências (concepção originada nas concepções de Kant). Perspectiva Corológica (visão espacial em oposição à cronológica). Corrente majoritária do pensamento geográfico.
  • Para outros autores, significa estudo da paisagem. Análise geográfica restrita aos aspectos visíveis do real. Mantem-se a concepção de ciência sintética, visto que o real trabalha com múltiplos fenômenos. Perspectiva fisiologista da paisagem, funcionando como um organismo vivo. Caberia à Geografia buscar as inter-relações entre os fenômenos distintos. Introduz-se a Ecologia no domínio geográfico.
  • Estudo da individualidade dos lugares, variação sutil da anterior, deveria abarcar todos os fenômenos que estão presentes em uma área, com meta de compreender a singularidade de cada porção do planeta. A individualidade do local é que importa. Perspectiva com raízes na antiguidade, como Estrabão. Modernamente, é a chamada Geografia Regional. Seu objeto de estudo é uma unidade espacial, a região (determinada porção do espaço terrestre), tendo seu caráter que a distingue das demais.
  • Outra proposta é a Geografia como estudo da diferenciação de áreas. Visão comparativa, buscando individualizar áreas, comparando-as com outras. Propõe uma perspectiva mais generalizadora e explicativa, buscando-se as regularidades da distribuição e das inter-relações dos fenômenos. Concepção mais restritiva do pensamento geográfico.
  • Estudo do espaço, outra definição, concepção minoritária e pouco desenvolvida pelos geógrafos, é bastante vaga e tem aspectos problemáticos, dentre eles o que se entende por espaço. Enfatiza a busca da lógica da distribuição e da localização dos fenômenos. Conseguiu se firmar por causa de artifícios estatísticos e de quantificação dos fenômenos, sendo um campo atual de discussão da Geografia.
  • estudo das relações entre o homem e o meio, ou entre a sociedade e a natureza. Explicar o relacionamento entre os dois domínios da realidade. Ciência de contato entre as ciências naturais e as humanas. Três variantes de objeto aparecem dentro desta concepção: influência da natureza sobre o desenvolvimento da humanidade (homem posto como elemento passivo, condicionado pelas condições naturais - determinismo); outro é a ação do homem na transformação do meio, invertendo a concepção anterior (caberia estudar como o homem se apropria dos recursos oferecidos pela natureza e os transforma); e os dados humanos e naturais com o mesmo peso (concepção ecológica). A discussão entre estas três visões de objeto expressa o mais intenso debate do pensamento geográfico.
  • E ainda existem autores que buscam relacionar duas ou mais definições, formando um pensamento eclético.
  • As definições acima apenas abarcaram a Geografia Tradicional (apoiada em fundamentos positivistas), não abarcando o processo de renovação que alguns autores contemporâneos vêm defendendo.
  • A Geografia Renovada não se prende a uma visão tão estanque da divisão das ciências, não colocando barreiras tão rígidas entre as disciplinas.



Fonte: Geografia: Pequena História Crítica. MORAES, Antônio Carlos Robert. Anablume. 2005.

Resumo da educação no Brasil

O cenário
-Uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Norte

O problema
-As condições precárias da educação do Estado.

A situação constrangedora
-Após a apresentação de muitos números, inclusive com muitos dígitos, sobre os investimentos que estão sendo feitos na educação...
-Após a negativa dos políticos de discutirem as condições precárias do setor, dizendo que o fato já é sabido por todos e que não se precisaria perder tempo com isso...
-Eis que aparece uma simples professora, e silencia a todos com um simples número de apenas 3 dígitos: 930, o salário de um professor com ensino superior no Rio Grande do Norte.

O resumo bem feito
-Veja o vídeo, ela resume o quadro da educação não somente no Estado em que trabalha, mas em todo o país.

Uma excelente ideia de disseminação da energia solar

O custo da energia solar é alto. Isso porque os equipamentos são ainda muito caros. Isso afasta os cidadãos comuns de desejarem instalar paineis solares em suas residências.

Mas uma empresa nos EUA propôs uma ideia muito boa: ela instala os equipamentos de captação de energia do sol em sua residência gratuitamente. Em troca você assina um contrato por um período de 20 anos para pagamento da energia que você está utilizando. A cobrança do kw/h é menor que a distribuída comercialmente, em média 15%, sem aumento de tarifa até o fim do contrato.

Em uma situação normal você pagaria um custo alto pela instalação dos equipamentos mas a energia produzida em sua residência seria gratuita. Para diluir o custo inicial a solução é você pagar pelo equipamento no consumo de energia que sua residência produziria de graça.

Uma ideia que acima de tudo ajuda o meio ambiente. Já pensou se todas as residências do país possuíssem placas de captação e conversão da energia solar? Um país tão ensolarado quanto o nosso deveria investir muito mais em energias limpas!


Energia do cocô: uma energia limpa!

Mais de 200 casas da cidade de Didcot, no Reino Unido, mantêm seu sistema de calefação funcionando graças ao que vai para a privada. É isso mesmo: todo o cocô dos moradores é direcionado para uma estação de tratamento onde ele é separado e convertido em gás (sem odor, claro!) para poder alimentar os radiadores de calefação instalados nas residências. 

Utilizar nossos próprios resíduos como combustível não é algo novo, é verdade – há indícios de mais de um século de que chineses e outros povos usavam o “número 2” para produzir energia. Mas o projeto de Didcot (que custou 4 milhões de dólares) é uma prova de que é possível construir um sistema integrado de geração de gás e energia em grande escala através do cocô – uma energia limpa, sim, e totalmente renovável, já que a gente não para nunca de fazer as necessidades fisiológicas, né?!


Fonte: Portal Planeta Sustentável. Disponível em: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/energia/energia-limpa-verde-coco-eletricidade-619597.shtml . Acesso no dia da postagem.

O piso e o quadro dos professores

Planejamento de ciclovias em Belo Horizonte

Será que sai do papel? Este é o planejamento da prefeitura de Belo Horizonte, chamado de Pedala BH. Inclui desde a implantação de ciclovias até de bicicletários em áreas estratégicas. A iniciativa é boa, mas não pode demorar.

Fuso horário e a viagem no tempo


Resposta correta: selecione o espaço entre parênteses abaixo.
( Letra B )

Explicação: selecione o espaço entre parênteses abaixo.
( Não mexa no seu relógio. Se for fazer uma viagem como essa, partindo às 22h de Brasília, no dia 18, somando 23 horas de viagem, você chegaria à Melbourne às 21h do dia 19, para o horário de Brasília. Agora você tem que acertar seu relógio para o horário local. A diferença entre a capital brasileira e a cidade australiana é de 13 horas a mais. Você adianta seu relógio e vai chegar à conclusão que perdeu um dia em sua vida. Isso porque 21h mais 13 dá 10h da manhã do dia 20. O dia 19 você simplesmente sumiu da sua vida, dentro do avião. Loucura né? )

Fonte: Vestibular Unesp 2011.

Mar de Aral


Resposta correta: selecione o espaço entre parênteses abaixo.
( Letra C )

Explicação: selecione o espaço entre parênteses abaixo.
O declínio do mar de Aral está ocorrendo em conseqüência do desvio das águas dos rios Amu Darya e Syr Darya para projetos de irrigação de lavouras do algodão, fator preponderante para o desastre ambiental em questão. )

Fonte: Vestibular Unesp 2011.

Escala


Resposta correta: selecione o espaço entre parênteses abaixo.
( Letra A )

Resolução: selecione o espaço entre parênteses abaixo.
176000 cm - 11 cm
X cm - 1cm
11.x = 176000.1
X=176000 : 11
X= 16000 

Escala - 1:16000 )

Fonte: Vestibular Unesp 2011.

Terremotos e Vulcanismo


Resposta correta: selecione o espaço entre parênteses abaixo.
( Letra E )

Fonte: Vestibular Unesp 2011.

Malvinas ou Falklands?


Resposta correta: selecione o espaço entre parênteses abaixo.
( Letra C )

Explicação: selecione o espaço entre parênteses abaixo.
O candidato precisaria apenas se lembrar de que a Guerra das Malvinas teve origiem na invasão das ilhas pela Argentina. Além dos motivos apresentados na alternativa (disponibilidade de combustíveis fósseis e localização estratégica), cabe lembrar o interesse do governo militar argentino em ganhar apoio e prestígio a partir da mobilização nacionalista em torno da guerra. Por outro lado, o fracasso argentino no conflito apressou o ocaso do regime militar portenho. )

Fonte: Vestibular Unesp 2011.

O conto do prefeito que sabia utilizar o dinheiro público...

Certa vez ouvi no rádio, não me lembro qual emissora, uma reportagem sobre um prefeito de uma cidade pequena, não me lembro qual cidade também.

O que me chamou a atenção foi como ele construia ou revitalizava as praças de sua cidade. Ele mandava construir as praças e não as pavimentava. A praça ficava por mais de um mês sem concreto, a chão batido, uma praça de terra! As calçadas não eram construídas de imediato. Vocês que estão lendo até aqui pensariam: "Ele é um imbecil, vai deixar o povo sujando os sapatos por mais de um mês?". Sim meus caros leitores. Mas isto tinha um forte motivo.

É que no período em que as pessoas passavam pela praça de terra formava-se uma trilha, por onde as pessoas mais tinham o costume de passar. Um mês após a construção parcial da praça, a calçada era finalizada pavimentando o local por onde as pessoas mais passavam. A ideia é a de que a praça é que teria de se adequar às pessoas e não o trivial.


O comum é as praças ou mesmo as calçadas serem construídas sem a consideração de onde as pessoas mais gostariam ou necessitariam passar. E acontece de elas serem reconstruídas para atender as reais necessidades. Um gasto triplo: gasto com a construção, com o desmanche e com uma reconstrução.

Parece até mentira, mas sim, existem pessoas que sabem pensar antes de usar o dinheiro público. E é nessas pessoas que precisamos votar!

Carro ou Táxi?

Quando é mais vantajoso trocar o carro particular pelo táxi?

A aposentada Sônia Cacace, 69, abdicou do conforto do carro particular pela praticidade do táxi há dois anos."Como rodo pouco, o custo para manter um automóvel sai mais caro. Minhas oito colegas também fizeram o mesmo. Hoje, nem o trânsito caótico me estressa tanto", relata Cacace, que diz aproveitar melhor o tempo ocioso no banco do passageiro.

A pedido da Folha, Samy Dana, professor de finanças pessoais da Fundação Getúlio Vargas, comparou os custos anuais para manter um carro e para andar de táxi. 
Os cálculos do professor da FGV mostram quando é vantagem vender o carro e ir (ou ligar) para o ponto.

Para quem roda até 15 km por dia entre ida e volta (do trabalho, por exemplo), o táxi sai (1%) mais barato do que manter um veículo de R$ 40 mil (preço médio dos carros novos vendidos no país). O custo anual para rodar aproximadamente 5.500 km com carro particular é de cerca de R$ 17.300. Isso quando o dono arca com combustível e todas as taxas, como inspeção, seguro e estacionamento. A depreciação do veículo também está inclusa, o Datafolha calcula que o carro perde 7% do valor ao ano. "Considerei ainda que o valor de um carro médio aplicado renderia R$ 300 por mês. Isso custearia quase uma semana de táxi em trajetos curtos", calcula Dana.

Quando a comparação é feita com um modelo "popular", de R$ 25 mil e com motor 1.0, que é mais econômico, o táxi só compensa para quem roda até 10 km por dia. Nesse caso, o custo anual para percorrer 3.600 km seria de R$ 12.463_R$ 10 a menos do que com o carro. Isso porque a tarifa de táxi na capital paulista é cara, apontam especialistas. Custa quase o dobro da de Buenos Aires, por exemplo.

Em São Paulo, além dos R$ 4,10 iniciais, paga-se mais R$ 2,50 por quilômetro rodado. Após as 20h e aos domingos, esse valor aumenta 30%. Mesmo assim, o arquiteto de informação Avi Alkalay, 37, resolveu vender o segundo carro. "A cidade não comporta mais esse luxo. "A naturóloga Fernanda Leme, 27, desistiu de seu carro particular para aderir ao táxi após a Lei Seca, de 2008. "Passei a usar táxi para ir às baladas e vi que era vantajoso, porque os estacionamentos estão muito caros."

Coletivo

Para o especialista em engenharia de tráfego Sérgio Ejzemberg, tanto faz usar táxi ou carro --porque o veículo individual vai ocupar o mesmo espaço na rua. A solução mais adequada é o transporte coletivo, como o metrô. "As pessoas só desistirão do carro quando houver um transporte coletivo decente --com o mínimo de conforto", diz.

Fonte: Portal Folha de São Paulo. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/915738-ate-15-km-por-dia-taxi-e-mais-barato-do-que-carro.shtml . Acesso no dia da postagem.



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