Reforma política

Dos 513 deputados federais eleitos, apenas pouco mais de 30 foram eleitos por seus próprios votos. Mais de 470 deputados foram eleitos com ajuda de votos de outros deputados, votos de legendas e sobras. Ou seja, existe a necessidade de uma reforma na forma de eleição de deputados.

Quem pode começar a mudar isso são os próprios deputados. Mas eles nunca vão mudar o que lhes beneficiam. Então a tarefa cabe aos senadores. Escute a reportagem.

Origami: como fazer um cesto de lixo

O uso de papel jornal para se colocar lixo é uma alternativa viável para substituir as famosas sacolinhas de supermercado. 

Mas atenção, apenas para se colocar lixo seco, porque obviamente o lixo orgânico proveniente de restos de comida ou são muito úmidos ou provocam umidade que o papel não consegue segurar, sujando seu cesto de lixo.

Veja o vídeo explicativo de como se fazer um cesto de papel com técnicas de origami. Um jornal normalmente não é um quadrado perfeito, assim antes de começar a dobrar o jornal como o papel do vídeo, é preciso fazer uma dobra de um lado do jornal para deixá-lo mais próximo de um quadrado.

Sacolas retornáveis ou de plástico?

Quando surgiram, no fim da década de 1950, as sacolas de plástico eram motivo de orgulho das redes de supermercados e símbolo de status entre as donas-de-casa.
Em meio século, passaram de símbolo da modernidade a vilãs do meio ambiente. Celebridades como a atriz Keira Knightley e Ivanka Trump desfilam hoje com sacolas de pano que trazem a inscrição "I'm not a plastic bag"(Eu não sou uma sacola de plástico),como a da foto abaixo.

O motivo: o plástico polui - e muito. As sacolas são incapazes de se decompor em curto prazo. Trata-se, portanto, de uma decisão lógica: aboli-las dos supermercados. Parece evidente, mas não é tão simples. Existem divergências ambientais, culturais e políticas sobre como eliminar esse problema. Conheça os argumentos de cada lado.
ACHAM QUE SIM


As sacolas de plástico demoram pelo menos 300 anos para sumir no meio ambiente. Em todo o mundo são produzidos 500 bilhões de unidades a cada ano, o equivalente a 1,4 bilhão por dia ou a 1 milhão por minuto. No Brasil, 1 bilhão de sacolas são distribuídas nos supermercados mensalmente - o que dá 66 sacolas por brasileiro ao mês.

No total, são 210 mil toneladas de plástico filme, a matéria-prima das sacolas, ou 10% de todo o detrito do país. Não há dúvida: é muito lixo. Algumas alternativas estão sendo adotadas. Uma delas, muito popular na Europa e nos Estados Unidos, é o uso de sacolas de pano ou sacos e caixas de papel. Em Nova York, as que levam a inscrição "Eu não sou uma sacola de plástico" viraram febre.
Em São Francisco, as sacolas de plástico foram banidas. Somente as feitas de produtos derivados do milho ou de papel reciclado podem ser usadas. Outra solução é a cobrança de uma taxa por sacola, como acontece na Irlanda desde 2002. O dinheiro é revertido em projetos ambientais.
No Brasil, a principal alternativa são as sacolas de plástico oxibiodegradáveis. Elas vêm com um aditivo químico que acelera a decomposição em contato com a terra, a luz ou a água. O prazo de degradação é até 100 vezes menor - ou seja, uma sacola leva apenas três anos para desaparecer. O governo do Paraná distribui gratuitamente essas sacolas.
Muitos supermercados de Curitiba, onde se consomem 900 milhões de sacolas por ano, aderiram à novidade por conta própria. O Pão de Açúcar vende uma sacola feita de tecido semelhante ao usado em fraldas descartáveis por R$ 3,99 a unidade.
A Casa Santa Luzia, de São Paulo, oferece sacos de papel kraft, duas a três vezes mais caros que as sacolas de plástico, informa a Gazeta Mercantil.
Projetos de leis estaduais para substituir as sacolas de plástico pelas oxibiodegradáveis tramitam no Rio Grande do Sul, no Paraná e no Rio de Janeiro. Em São Paulo, a Assembléia Legislativa chegou a aprovar um projeto do deputado Sebastião Almeida (PT), que tornaria obrigatório o uso dos oxibiodegradáveis.
"O ideal seria a troca, pura e simples, do material plástico por pano ou papel. Mas ao menos um composto oxibiodegradável poderia acelerar a decomposição de bilhões de toneladas que ficam no ambiente à espera da degradação", escreve Almeida em artigo na Folha de S.Paulo.

ACHAM QUE NÃO


A indústria do plástico publicou um informe nos jornais brasileiros na sexta-feira 5 de outubro. Diz o texto: "O plástico faz parte da vida contemporânea, é 100% reciclável e está em milhares de produtos.

Sem ele, não haveria computadores, seringas descartáveis, bolsas de soro e de sangue para salvar vidas. O plástico tornou os automóveis mais leves, reduzindo a emissão de CO2, causador do efeito estufa. As sacolas plásticas são reutilizáveis, práticas, higiênicas e têm múltiplos usos. São particularmente importantes para 80% dos consumidores que fazem compras a pé ou de ônibus".
Os fabricantes lançarão no dia 6 de novembro uma campanha. Eles se comprometem a produzir sacolas mais resistentes (para evitar uso em excesso e, com isso, reduzir o volume em 30%), estimular a utilização de sacolas plásticas de uso contínuo e desenvolver ações de educação sobre consumo responsável, coleta seletiva, reciclagem e utilização dos plásticos para a geração de energia.
Pode-se dizer tudo dos sacos de plástico - menos que eles não sejam práticos. "Nunca imaginei que, depois de adulta, voltaria a jogar Escravos de Jó (brincadeira em que crianças passam objetos entre si) com freqüência", diz a repórter Cristina Amorim, de O Estado de S. Paulo. Ela descreve a dificuldade em acondicionar os produtos em sacolas de pano. As bananas não podem ficar sobre os tomates, e por aí vai. Com a mudança, diz, há outro problema: vão faltar sacos para descartar o lixo doméstico.
O projeto de lei do deputado petista Sebastião Almeida, determinando o uso de sacolas oxibiodegradáveis em São Paulo, foi vetado pelo governador José Serra, do PSDB. Almeida diz que foi uma decisão política. Os tucanos dão argumentos técnicos. O aditivo que faz com que o plástico se degrade continuaria contaminando o ambiente por causa dos catalisadores empregados, derivados de metais como níquel e manganês.
"A tecnologia permite que o plástico se esfarele em pequenas partículas até desaparecer a olho nu, mas continua presente na natureza", afirmou Xico Graziano, secretário estadual de Meio Ambiente, à Folha de S.Paulo.
Nem Inglaterra nem Canadá, países que inventaram esse aditivo oxidegradável, adotaram a tecnologia. Por que, pergunta, o Brasil empregaria essa técnica?

Fonte: Portal Planeta Sustentável. Disponível em: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/atitude/conteudo_255967.shtml. Acesso no dia da postagem.

A revolução verde e suas consequências

Estima-se que, somente na região de Ribeirão Preto, existam mais de quinhentas colheitadeiras de cana, sendo que cada uma tem a capacidade de colher 700 toneladas por dia, o que corresponde à substituição de 100 homens. Desse modo, o equivalente a 50 mil trabalhadores seria o saldo total das demissões provocadas por essas máquinas. Segundo cálculos existentes, para cada 100 demissões, são abertas 12 vagas para funções especializadas, dentre as quais, aquelas referentes aos condutores dessas máquinas. Essas máquinas operam durante 24 horas por dia, subvertendo completamente os limites impostos pela natureza do trabalho na agricultura.


a - As demissões apontam o aumento da precarização do trabalho na agricultura brasileira, particularmente na cultura da cana-de-açúcar. Quais as principais consequências da precarização na agricultura canavieira?
( Aumento do desemprego no setor primário, provocando migrações sazonais e êxodo rural. Com isso há uma queda na renda do trabalhador rural, ampliando as desigualdades campo-cidade. )

b - A modernização da agricultura no Brasil foi identificada com a "Revolução Verde". Quais os principais elementos definidores da chamada "Revolução Verde"?
( Ampliação do emprego de insumos industriais na produção agropecuária, como mecanização, uso de fertilizantes, etc, resultando no aumento da produtividade do setor primário. )

Respostas sugeridas: selecione os espaços entre parênteses acima.
Fonte: Vestibular UNICAMP 2006. Adaptado.

Crise urbana

A invasão de terras é quase mais regra do que exceção nas grandes cidades. Se somarmos os moradores de loteamentos ilegais, temos quase metade da população dos municípios do Rio de Janeiro e de São Paulo. Estudo realizado sobre o mercado residencial na cidade de São Paulo mostrou que, nos últimos 15 anos, a oferta de lotes ilegais suplantou a soma de todas as formas de unidades habitacionais oferecidas pelo mercado privado legal.


a - Por que ocorre expansão urbana baseada em loteamentos ilegais nas cidades brasileiras?
( Devido ao alto custo do solo urbano que empurra a população empobrecida para esse tipo de solução. )

b - Quais os impactos dos loteamentos irregulares sobre as áreas de mananciais?
( Comprometem os mananciais, pois os esgotos produzidos pelos loteamentos para eles se dirigem. )

Respostas sugeridas: selecione os espaços entre parênteses acima.
Fonte: Vestibular UNICAMP 2006. Adaptado.

A verdade sobre o R$0,99


Há mais de dez anos, as lojas de preço único, “tudo por R$1,99”, viraram febre no país. Lá se encontrava de tudo: potes plásticos para geladeira, flores artificiais, material escolar, fraldas descartáveis, lembrancinhas de todos os tipos. Se alguém precisasse comprar o presente do amigo secreto, pratos, copos ou talheres, pilhas para o controle remoto, era só procurar a lojinha mais próxima. Produtos eletrônicos importados da China, os famosos “ching-lings”, também estavam lá na estante esperando o comprador.


Depois de um tempo, os preços foram aumentando. De R$1,99, as lojas foram passando a vender seus produtos por R$3,99, R$5,99… Só uma coisa não mudou: o R$0,99. Já se tornou tão comum deixar aquele centavo para trás que quase não se vê as pequenas moedinhas circulando por aí. Mas, o pesquisador Lee E. Hibbett, professor de marketing da Freed-Hardeman University do Tennessee, revelou que há uma grande tática de venda por trás deste “troquinho”.
É tudo uma questão de leitura. O professor explica que, como a ordem em que lemos segue da esquerda para a direita, o primeiro número chama mais atenção. É por isso que se você vê um produto pelo famoso preço R$3,99 e outro por R$ 4, vai preferir o primeiro. Segundo o pesquisador, isso é a nossa tentativa de diminuir os esforços em comparar preços, vemos o valor cheio, descartamos os decimais e pronto, levamos o produto.
Outra estratégia de marketing é passar a impressão ao consumidor de que um produto com o final 0,99 está em promoção, e que ele está fazendo um ótimo negócio. “Alguns varejistas reservam preços que terminam em nove para seus itens com desconto. Comparações de preços em grandes lojas de departamento revelaram que isto é bem comum, principalmente em produtos de vestuário”, disse o professor da escola Kellogg de marketing, Eric Anderson da Northwestern University, e o professor de administração da escola Sloan, Duncan Simester, do M.I.T. Desta maneira, o cliente fica condicionado a achar que, se tem 0,99 no final do preço, o produto está em promoção.
Segundo artigo lançado pelos professores, até grandes marcas americanas como J. Crew e Ralph Lauren usam esta tática. Quando as roupas são de uma coleção nova ganham um preço inteiro, quando recebem algum desconto, o preço termina em 0,99. Muitas lojas evitam colocar estes centavos em seus preços para não causar a impressão de serem “baratas”. Por outro lado, outras lojas usam os decimais de propósito para criar a ilusão de liquidação.
De um em um centavo que são “deixados pra lá” no troco, essas lojinhas vão crescendo. Não é à toa que nas cidades existam várias “lojas de R$1,99”. O negócio é pensar se realmente se está fazendo um bom negócio.
Fonte: Portal Hype Science. Disponível em: http://hypescience.com/a-verdade-por-tras-do-r199/. Acesso no dia da postagem.

Construção de grandes hidrelétricas

Julgue as afirmativas a seguir, colocando C para afirmativa correta e E para errada.


a - Os grandes projetos como grandes barragens são apresentados como essenciais ao desenvolvimento da nação, beneficiando as regiões receptoras e, consequentemente, amenizando os impactos causados com a implantação desses empreendimentos. ( E )

b - As populações que vivem a jusante de reservatório de usina hidrelétrica não sofrem impactos com sua construção. ( E )

Solução: selecione os espaços entre parênteses acima.
Dica sobre jusante/ montante: selecione o espaço entre parênteses abaixo.

( Para não errar, é só considerar Montante como sinônimo de Montanha, onde nasce o rio. Assim fica fácil memorizar que jusante é a direção para onde corre o rio, ou onde ele termina. )

Fonte: Concurso público MPU - Analista Geografia.

A distribuição de chuvas no país

A Caatinga se desenvolvem em uma área de baixa pluviosidade. As causas da pouca chuva e sua distribuição irregular se deve à presença de um ramo descendente da célula de Walker, que impede a formação de nuvens dde chuva, mesmo com a presença de umidade. Essas células estão associadas à ocorrência do El Niño e do La Niña.

Já a Amazônia, embora considerada bastante úmida, apresenta os mais expressivos totais pluviométricos mas uma distribuição heterogênea, tanto espacial quanto temporal.

No Cerrado, o aspecto xeromórfico das árvores denota a existência de escassez de água na estação seca.


Fonte: Concurso público MPU. Analista Geografia. Gabarito Cespe UNB.

Como funciona a OPEP?

OPEP - Organização dos Países Exportadores de Petróleo.




1. Reunião e voto 

Os membros se reúnem pelo menos duas vezes por ano, em encontros feitos na sede da Opep (em Viena) ou no país que estiver na presidência da organização. Juntos, eles decidem o quanto produzirão de petróleo nos 6 meses seguintes. Cada membro tem 1 voto, e a decisão deve ser unânime. 


2. Produção 
Cada país assume uma cota da produção total definida para a Opep. A cota é proporcional: quem tem melhor estrutura de produção - Arábia Saudita, Venezuela e Irã - ganha direito de produzir mais. Membros com menos reserva e capacidade de refino, como Argélia e Equador, recebem quantidades menores. 


3. Venda 
A decisão é repassada aos produtores, na maioria empresas ligadas ao governo. E os produtores negociam com seus compradores com base nessa definição. Os principais compradores dos países da Opep são EUA, Japão e Itália. 


4. Emergência 
Se uma crise estourar, a Opep faz uma reunião de emergência. Só em 2008 foram 3 encontros desses, porque o mercado do petróleo estava muito instável. Nas reuniões de emergência, a Opep pode decidir elevar o preço de seus barris, ou até impor embargo a certos países. 

Países Membros 

Angola 
Arábia Saudita 
Argélia 
Catar 
Emirados Árabes 
Equador 
Líbia 
Kuwait 
Nigéria 
Iraque 
Irã 
Venezuela

Fonte: Revista Superinteressante. Nº 282. Nov 2010.

Por que tudo custa mais caro no Brasil?

Estamos virando um país de contrabandistas. Natural. Veja o caso do iPad. Aqui, nos EUA ou na Europa, ele é importado. Vem da China. Em tese, deveria custar quase igual em todos os países, já que o frete sempre dá mais ou menos a mesma coisa. Mas não. A versão básica custa R$ 800 nos EUA. Aqui a previsão é que ele saia por R$ 1 800. No resto do mundo desenvolvido é raro o iPad passar de R$ 1 000. E isso vale para qualquer coisa. Numa viagem aos EUA dá para comprar um notebook que aqui custa R$ 5 500 por R$ 2 300. Ou um videogame de R$ 500 que bate em R$ 2 mil nos supermercados daqui. E os carros, então? Um Corolla zero custa R$ 28 mil. Reais. Aqui, sai por mais de R$ 60 mil. E ele é tão nacional nos EUA quanto no Brasil. A Toyota fabrica o carro nos dois países. 

Por que tanta diferença? Primeiro, os impostos. Quase metade do valor de um carro (40%) vai para o governo na forma de tributos. Nos EUA são 20%. Na China também. Na Argentina, 24%. O padrão se repete com os outros produtos. E haja tributo. Enquanto o padrão global é ter um impostoespecífico para o consumo, aqui são 6 - IPI, ICMS, ISS, Cide, IOF, Cofins. Ufa. Essa confusão abre alas para uma sandice que outros países evitam: a cobrança de impostos em cascata. O ICMS, por exemplo, incide sobre o Cofins e o PIS. Ou seja: você paga imposto sobre imposto que já tinha sido pago lá atrás. Tudo fica mais caro. E quando você soma isso ao fato de que não, não somos um país rico, o vexame é maior ainda. Levando em conta o salário médio nas metrópoles e o preço das coisas, um sujeito de Nova York precisa trabalhar 9 horas para comprar um iPod Nano (R$ 256 lá). Nas maiores capitais do Brasil, um Nano vale 7 dias de trabalho do cidadão médio (R$ 549). 

A bagunça tributária do Brasil não é novidade. A diferença é que os efeitos dela ficam mais claros agora, já que existem mais produtos globalizados (Corolla, iPad...) e o real valorizado aumenta o nosso poder de compra lá fora (quando a nossa moeda não valia nada, antes de 1994, era como se vivêssemos em outra galáxia - não dava para fazer comparações).

Mas sozinho o imposto não explica tudo. Outra razão importante para a disparidade de preços é a busca por status. Mercado de luxo existe desde o Egito antigo. Mas no nosso caso virou aberração. Tênis e roupas de marcas populares lá fora são artigos finos nos shoppings daqui, já que a mesma calça que custa R$ 150 lá fora sai por R$ 600 no Brasil. O Smart é um carrinho de molecada na Europa, um popular. Aqui virou um Rolex motorizado - um jeito de mostrar que você tem R$ 60 mil sobrando. O irônico é que o preço alto vira uma razão para consumir a coisa. Às vezes, a única razão. Como realmente estamos ficando mais ricos (a renda per capita cresceu 20% acima da inflação nos últimos 10 anos), a demanda por produtos de preços irreais continua forte. Os lucros que o comércio tem com eles também. E as compras lá fora idem.

Smart: custo na Europa é de carro popular.

O resultado mais sombrio disso é o que os economistas chamam de doença holandesa: o país enriquece vendendo matéria-prima e deixa de fabricar itens sofisticados - importa tudo (ou vai passar o feriado em Miami e volta carregado). Por isso mesmo o governo reclama da desvalorização excessiva do dólar e do euro, que deixa tudo ainda mais barato lá fora. Aí não há indústria que aguente. 

Mas tem um outro lado aí. "É interessante ver que parte da indústria importa bens intermediários, que são usados para fazer outros produtos. E agora eles serão mais baratos. Então o câmbio apreciado pode ser bom", diz o economista Carlos Eduardo Gonçalves, da USP. 

O governo também tem agido contra o mal do câmbio. Em agosto, cortou várias taxas de máquinas industriais e zerou os impostos para a fabricação de aviões. Outros 116 bens da indústria de autopeças que não têm similar nacional tiveram seu imposto de importação praticamente zerado. Já é um começo. Esperamos que, em breve, passar 9 horas no avião para comprar um laptop possa deixar de fazer sentido. Porque é bizonho. 

Quer pagar quanto?



Preços de alguns produtos no Brasil e nos EUA, em reais: 

Hyundai Veracruz
EUA - R$ 48 mil
Brasil - R$ 150 mil

Playstation 3
EUA - R$ 500 
Brasil - R$ 1 999

Perfume CK One 200 ml
EUA - R$ 50
Brasil - R$ 299

Carrinho de bebê Chicco
EUA - R$ 500
Brasil - R$ 1 849

Fonte: Revista Superintessante. Nº285. Dez 2010.

Os custos de um automóvel no espaço mais valorizado do mundo


Na porção mais valorizada de Nova York, a ilha de Manhattan, os custos fazem com que pouca gente opte por manter um carro. Mas lá existe uma das maiores redes de metrô do mundo.
Manhattan - Nova Iorque

Na ilha de Manhattan, espaço é luxo. Por isso, a cidade cresce na direção que dá. Já na parte de baixo, não tem jeito. As ruas são estreitas, há centenas de sinais de trânsito e a preferência é sempre dos milhares de pedestres que atravessam as ruas sem parar.
Em um fim de tarde, o motorista pode levar até uma hora e meia para cruzar os cinco quilômetros que separam o lado leste do oeste. É mais rápido usar uma das maiores redes de metrô do mundo, que corre por debaixo dos congestionamentos e que funciona dia e noite.
O morador não tem dúvidas: “Não vale a pena ter carro na cidade”, diz. “O metrô leva as pessoas para qualquer lugar”.
Ao todo, são 468 estações, 340 quilômetros de trilhos, 24 linhas e um sistema online que informa o tempo todo se há problema ou atraso nos trens e ainda indica alternativas. Por isso, não é surpresa descobrir que só um em cada três moradores da ilha usa o próprio veículo para ir para o trabalho.
Linhas de Metrô - Nova Iorque. Repare na quantidade disponível.

Quem insiste, paga caro. Para se ter uma ideia do que é a falta de espaço para automóveis em Manhattan, em muitos estacionamentos, os carros ficam empilhados uns sobre os outros.
Midtown, onde fica a Times Square, é considerado o lugar mais caro dos Estados Unidos para se parar um carro. Uma vaguinha pode custar até US$ 31, cerca de R$ 53, por hora.
E quem é de fora precisa pôr a mão no bolso também na hora de entrar em Manhattan. Os pedágios nos túneis que dão acesso à ilha custam até US$ 13, mais ou menos R$ 22.
Satisfeito, o funcionário de um estacionamento revela: “Guardar carros em Nova York é uma mina de ouro”.
Fonte: Jornal Nacional. 17 fev 2011.

A falta de espaço nas grandes cidades



O descompasso entre o aumento do número de carros e a falta de espaço nas grandes cidades faz com que seja cada vez mais difícil conseguir um lugar para estacionar. O resultado se reflete diretamente no bolso dos motoristas. Se para andar na rua já não tem lugar, na hora de parar então aí é que fica mais difícil. É preciso circular muito antes de achar uma vaga.
“É complicado, muito complicado. Rodei meia hora para encontrar uma vaga, só agora consegui achar”, conta o vigia Luís Gustavo dos Santos Nascimento.
A dificuldade maior é mesmo nas vagas de rua, mais baratas. “Para quem tem dinheiro e pode pagar os estacionamentos fechados é fácil, agora, para quem não tem dinheiro, fica difícil”, lamenta o vendedor Sérgio de Souza.
“Você estaciona duas, três horinhas e paga R$ 20. Quem aguenta? É impossível”, reclama a autônoma Sônia Domingues.

Parece mesmo um contrassenso, mas em algumas das grandes cidades brasileiras atualmente já é mais barato ficar com o carro circulando do que parado no estacionamento.
Um carro popular, por exemplo, a 60km/h, pode gastar quatro litros de combustível durante uma hora. Isso é menos do que se ele ficar parado uma hora em um estacionamento no centro do Rio, que cobra R$ 14.
Segundo dados do IBGE, a inflação do estacionamento foi recorde no ano passado: chegou a 18,58% em Belo Horizonte e 14,48% no Rio. E, segundo o engenheiro de trânsito Fernando Mac Dowell, o estacionamento deve ficar ainda mais caro, porque a frota de carros cresce muito mais rapidamente do que a oferta de vagas.
“O que cresce? O preço para poder trabalhar com as vagas que tem. O que vai acontecer é que a tendência é dos automóveis irem ficando em casa e tendo que utilizar transporte de massa. E, por isso, o governo tem que realmente caprichar nesses investimentos de transporte de massa”, explica.
Enquanto isso não acontece, o motorista vai continuar se assustando na hora de pagar a conta.
Fonte: Jornal Nacional, 17 fev 2011.

A história das máfias criminosas

Vídeo da revista Galileu. Alguns dados curiosos.

Os números das religiões no Brasil

Vídeo muito curioso. Você sabe quantos seguidores tem a Cientologia, aquela religião dos famosos atores norte-americanos, no Brasil? Que religião perdeu mais seguidores nos últimos anos. Veja.

A publicidade dirigida às crianças

A propaganda é a alma do negócio, já diriam alguns publicitários. Mas para o mercado infantil é muito mais que isso. A propaganda para as crianças influencia a compra dos adultos.

Você acha que as empresas já não descobriram essa mina de ouro? Veja o vídeo.

Problemas ambientais pelo mundo


Resposta correta: selecione o espaço entre parênteses abaixo.
( Letra A )

Fonte: Concurso público MPU - Analista Pericial Especialidade Geografia.

Climogramas



Considerando os climogramas acima, indique a alternativa que apresenta a sequência correta dos tipos de clima correspondentes.

a - clima tropical atlântico - 1; clima tropical de altitude - 2; clima tropical - 3; clima subtropical - 4.
b - clima tropical de altitude - 1; clima tropical - 2; clima subtropical - 3; clima tropical atlântico - 4.
c - clima tropical - 1; clima subtropical - 2; clima tropical atlântico - 3; clima tropical de altitude - 4.
d - clima tropical - 1; clima tropical atlântico - 2; clima subtropical - 3; clima tropical de altitude - 4.
e - clima tropical - 1, clima tropical atlântico - 2; clima tropical de altitude - 3; clima subtropical - 4.

Resposta correta: selecione o espaço entre parênteses abaixo.
( Letra E )

Fonte: Concurso público MPU - Analista Pericial Especialidade Geografia.

Belo Horizonte de antigamente

É estranho como agora dependemos de nossos carros modernos e andamos na velocidade de carroças e bondes do século passado.

Alterações no atual código florestal

A surpresa, veio proposta pelo partido PC do B, logo o partido que se diz comunista. Uma piada esse país.
Veja o vídeo de campanha contra alterações no código.

Megaterrorismo: produto da globalização


Resposta correta: selecione o espaço entre parênteses abaixo.
( Letra E )

Fonte: Concurso público prefeitura Cubatão - SP.

A desconcentração industrial não atinge todos os setores


Resposta correta: selecione o espaço entre parênteses abaixo.
( Letra B )

Fonte: Concurso público prefeitura Cubatão - SP.

Deseconomias dos centros urbanos


Resposta correta: selecione o espaço entre parênteses abaixo.
( Letra A )

Fonte: Concurso público prefeitura Cubatão - SP.

Tipos de representação cartográfica


As informações apresentadas no mapa possuem representação:
a - qualitativa com manifestação em área.
b - qualitativa com manifestação em ponto.
c - ordenada com manifestação em linha.
d - quantitativa com manifestação em área.
e - quantitativa com manifestação em ponto.

Resposta correta: selecione o espaço entre parênteses abaixo.
( Letra A )

Fonte: Concurso público prefeitura de Cubatão - SP.

Representações quantitativas

Segundo Marcelo Martinelli, nas representações quantitativas de fenômenos localizados é interessante que se expresse a relação de proporcionalidade entre as quantidades.

Assim, assinale a alternativa que apresenta a legenda mais adequada para se representar a população absoluta de cidades.


Resposta correta: selecione o espaço entre parênteses abaixo.
( Letra C )

Fonte: Concurso público prefeitura de Cubatão - SP.

Dilemas Políticos

Definições
-O que é o Estado?
-O que é o Governo?
-O que é a Política?
-O que essas definições tem a ver com Geografia?

A organização do espaço segundo as classes sociais
-A mediação do Estado no sentido de minimizar conflitos sócio-espaciais
-As pessoas devem morar em áreas de risco ou o Estado tem de providenciar moradias, com recursos públicos, para quem não pode arcar com uma em uma área mais digna?

Problemas urbanos
-Planejamento Estatal
-Obras de infraestrutura: de onde vem o dinheiro que abastece o Estado?
-Burocracia como desperdício de recursos financeiros: como funciona o gasto do dinheiro público?

Dilemas Políticos
-Como tornar o gasto do dinheiro público mais eficiente?
-O Tiririca é quem vai cuidar do seu dinheiro: saiba porque isso é ruim, mas poderia ser pior!
-Os gastos com deputados: eles decidem quanto vão ganhar e nós ficamos apenas indignados.
-O drama da governabilidade: para um partido governar tem que partilhar o poder, e isso significa partilha de cargos e recursos. Saiba por que isso é uma fonte de corrupção.
-A democracia brasileira é jovem: a responsabilidade de aperfeiçoá-la, amanhã, será das crianças de hoje.

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