Da influência dos espelhos


Tu lembras daqueles grandes espelhos côncavos ou convexos que em certos estabelecimentos os proprietários colocavam à entrada para atrair os fregueses, achatando-os, alongando-os, deformando-os nas mais estranhas configurações?

Nós, as crianças de então, achávamos uma bruta graça, por saber que era tudo ilusão, embora talvez nem conhecêssemos o sentido da palavra "ilusão".

Não, nós bem sabíamos que não éramos aquilo!

Depois, ao crescer, descobrimos que, para os outros, não éramos precisamente isto que somos, mas aquilo que os outros vêem.

Cuidado, incauto leitor! Há casos, na vida, em que alguns acabam adaptando-se a essas imagens enganosas, despersonalizando-se num segundo "eu".

Que pode uma alma, ainda por cima invisível, contra o testemunho de milhares de espelhos?

Eis aqui um grave assunto para um conto, uma novela, um romance, ou uma tese de mestrado em Psicologia.

MÁRIO QUINTANA. Na volta da esquina. Porto Alegre, Globo, 1979, p. 79.

Sobre certas situações...

"Mesmo do fundo do poço, você ainda pode olhar as estrelas!"

DANIEL GODRI, palestrante.


A Origem da Burca

A vestimenta feminina típica de alguns países árabes ou muçulmanos, data de 1919 sua introdução no reinado de Habibullah. O rei do Afeganistão possuía uma harém de duzentas mulheres, e para que elas pudessem sair do castelo sem atrair olhares maliciosos, o uso da burca passou a ser praticado.

O costume se espalhou, primeiramente entre a classe mais alta do país, atingindo todo o Afeganistão por volta de 1950. Mas existiam pessoas contrárias a este costume, inclusive um primeiro-ministro afegão, que saiu em público com sua esposa sem que ela usasse a vestimenta. Leis foram editadas proibindo o uso da burca entre funcionárias do Estado, logo professoras pararam de utilizá-la. O conselho é que se vestissem do modo ocidental, mas o fundamentalismo não deixou de existir e o risco de mutilação de mulheres ainda era grande.

Em 1970 poucas mulheres que trabalhavam para o Estado usavam a burca, mas com a Guerra Civil e a subida do Talibã ao poder em 1996, os rostos femininos desapareceram de locais públicos afegãos. Regras interpretadas de maneira fundamentalista do islamismo subjugaram as mulheres, retirando praticamente todos os seus direitos, transformando-as apenas em sombras dos homens na comunidade afegã.

Com a queda do Talibã, iniciada após os ataques do 11 de setembro de 2001, algumas mulheres já estão deixando de utilizar a burca, mas as tradições ainda são muito fortes, e as mulheres vão demorar a conquistar a igualdade perante os homens no país. A burca ainda é muito utilizada até os dias atuais.

Fonte: SEIERSTAD, Asne. O Livreiro de Cabul. Rio de Janeiro: Best Bolso, 2009.

Sobre o êxito...

"Para se ter êxito, algumas vezes é preciso ser lobo, outras vezes cordeiro."


FIRDAUSI, poeta.


Macetes para quem fala muito devagar

Recursos apropriados para quem fala devagar em apresentações orais:
-Não tente falar mais depressa;
-Em pausas mais prolongadas, continue olhando para o ouvinte.
-Depois da pausa, volte a falar com mais energia, com mais ênfase.
-O silêncio é então justificado pela procura das melhores ideias, e não pela falta de palavras.
-Elimine aquele "ãããão, ééééé, aaaaaa". Fique em silêncio neste momento.


Macetes para quem fala rápido demais

Recursos para quem fala rápido demais em apresentações em público:
-Não se pressione para tentar falar mais devagar;
-Quem fala depressa precisa pronunciar bem as palavras, ter uma boa dicção, para que as outras pessoas entendam o que você disse.
-Faça uma pausa no final de seu raciocínio, para dar oportunidade para seus ouvintes de processar o que foi dito.
-Aprenda a repetir as informações mais importantes do que foi dito, para dar outra oportunidade para as pessoas entenderem o que foi dito.

Como cativar seu público?

Se você gosta de emitir sua opinião sobre assuntos polêmicos logo de cara, cuidado, pode ser um erro estratégico.


Quando for fazer uma apresentação, pode-se encontrar uma plateia dividida, pessoas que concordam com suas ideais e pessoas que discordam. Se eu der minha opinião logo no início, vou levantar a resistência das pessoas que pensam diferente. E são exatamente as pessoas que precisarão ser convencidas. Aqueles que pensam como nós já estão do nosso lado.

O caminho é verificar quais são os pontos comuns entre todos, as ideias que são consensuais, iniciando a apresentação por estes pontos.

As pessoas baixarão um pouco a guarda, podendo-se tocar nas questões divergentes. Pelo menos elas estarão atentas e ouvirão o que você tem a dizer.

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