Não Nascemos Prontos - Parte 1

Palestrante Mário Sérgio Cortella, filósofo e educador.

Ele defende que as pessoas vão se fazendo ao longo do tempo, o modo como somos hoje é como nunca fomos antes.
Diz também que a juventude de hoje acha que desejos são direitos. Os pais, fugindo do conflito, começam a ir pelo lado prático. Os jovens de hoje parecem adultos em férias: eles viajam, gastam dinheiro, só não trabalham.
Defende também que estamos vivendo uma "miojização" do mundo, tudo na vida deve ser rápido, em 3 minutos como o miojo. Estamos deixando de conviver com a família, almoçar e ficarmos juntos. Comemos fora, ou compramos a comida pronta, cada um come no seu quarto, enfim, estamos deixando de conviver.


Não Nascemos Prontos - Parte 2

Palestrante Mário Sérgio Cortella, filósofo e educador.

Acatamos o prático, influenciados pela mídia. Saímos para um fast food, comemos em 15 minutos e não temos mais uma convivência adequada.
No fast food a arquitetura não é apropriada para ficarmos muito tempo, não existe conforto, tudo visando que você fique o menor tempo possível, pois o negócio exige um rodízio grande de pessoas, uma espécie de motel gastronômico (essa foi uma ótima piada dele!).
A novidade é o drive thru, pedimos comida pelo número e saímos dirigindo e comendo, além de falar no celular. Tudo para ganharmos tempo, tempo para quê?
Ele ainda fala sobre a utilidade da Tv a cabo. Ela serve pra você não assistir nenhum programa inteiro. 80 canais e não se tem paciência para ficar em um canal.
A não convivência familiar faz aumentar o individualismo, e em um dia dos pais, por exemplo, você não sabe o que dar de presente porque você não conhece o gosto de seu pai. Aí pra resolver este problema inventaram o vale-presente, para que seu pai escolha o que quer comprar.

Não Nascemos Prontos - Parte 3

Palestrante Mário Sérgio Cortella, filósofo e educador.

A construção da personalidade ética acontece quando prestamos atenção nas pessoas, nos filhos.
A sociedade do imediato nos atinge. Quando procuramos o prático no lugar do certo.
Precisamos afastar a ideia mais negativa do nosso tempo: a do carpe diem. Lema do mundo romano na decadência, o aproveitar o dia e a vida como nunca antes, pois não haverá futuro, não há esperança. Viver o presente até o esgotamento é sinal de falta de esperança, de sonhos. O resultado é a não satisfação, nunca foi o bastante, a vida deve ser vivida no limite do esgotamento.

Não Nascemos Prontos - Parte 4

Palestrante Mário Sérgio Cortella, filósofo e educador.

A edificação de personalidade ética.
A família sai junto para comer aos domingos, não se come em casa. Isso demonstra uma crise da família, pois não há mais convivência.
"Conheço muitos que não puderam quando deviam porque não quiseram quando deviam".

Cartões de Crédito: Modo de Usar

Cartão de crédito não é:
-Renda extra.
-O melhor financiamento.
-Antidepressivo!

Cartão de crédito é:
-Antecipação de sua renda.
-Organizador do seu caixa.
-Espelho do seu orçamento.

"[...] Há muita preocupação sobre este instrumento de crédito e o consenso de que é fundamental que as pessoas sejam treinadas a utilizar seu cartão [de crédito]. [...] a correta utilização do cartão de crédito é uma questão que envolve o próprio governo [...]".

Veja abaixo o vídeo do governo federal mexicano:


Abaixo, estão as regras para a utilização do cartão de crédito elaborado pelo governo mexicano, através da Condusef (Comissão Nacional para a Proteção e Defesa dos Usuários dos Serviços Financeiros):

Antes de contratar:
-Compare entre os diversos cartões. Nem todas oferecem o mesmo. Escolha a que mais se ajusta às suas necessidades e a sua capacidade de pagamento. Procure ter apenas as necessárias.
-Informe-se sobre as taxas de juro, tarifas, seguros associados benefícios e responsabilidades.
-Antes de assinar o contrato esclareça todas as dúvidas.

Para quem já está com o cartão:
-Use dentro do seu orçamento e/ou em caso de emergências. O cartão de crédito pode ser de grande ajuda se for utilizado dentro da sua capacidade de pagamento.
-Nunca o considere como dinheiro extra para gastar acima da sua renda.
-Pague pontualmente suas dívidas

Para reduzir sua dívida no cartão:
-Pague sempre acima do mínimo.
-Tente consolidar a dívida numa única linha de crédito.
-Cancele alguns cartões.

Fonte: Blog Mulheres Endividadas S/A. Disponível em: http://colunas.cbn.globoradio.globo.com/mulheresendividadas/ . Acesso em: 20 dez. 2009.

O relevo, o meio ambiente e a vida

Temática
-A influência dos elementos naturais na formação do meio ambiente.
-O que é litosfera, atmosfera, hidrosfera, biosfera e tecnosfera?

Com o processo de urbanização, a natureza vem sendo agredida. O meio ambiente é constituído de elementos naturais: o ar, a água, os minerais, as rochas (todos indispensáveis à vida). Vamos aos principais conceitos geográficos sobre a natureza:


Relevo: forma como os terrenos se dispõem na superfície terrestre, a forma que assume a topografia de um determinado lugar. O relevo pode ser muito ou pouco acidentado, devido à natureza das rochas e dos minerais que formam um determinado lugar. Essas rochas e minerais podem ser mais ou menos resistentes a ação do ar, da água e dos ventos, dando origem a diferentes formas de relevo.

Litosfera: camada de rochas e minerais que formam a crosta terrestre e a parte superior do manto terrestre.


Atmosfera: camada gasosa que envolve o planeta. Ela está em constante movimento, transferindo calor e umidade das zonas intertropical para as zonas temperadas e frias.


Hidrosfera: camada líquida, formada por oceanos, rios, mares e lagos. Ela está em constante movimento, ocupando a maior parcela da superfície da Terra.

No contato dessas três camadas é que ocorre a biosfera, a esfera da vida. O homem faz parte da biosfera? Sim. Mas como nenhum outro ser vivo, o homem tem o pode de transformar a vida a seu redor, de acordo com suas necessidades. Ele conseguiu modificar muito as condições naturais de sua existência, criando uma segunda natureza.

A sociedade humana é hoje um agente de formação do meio ambiente, tão importante quanto os elementos naturais, graças ao avanço da tecnologia. Criamos a tecnosfera. Construímos túneis, hidrelétricas, rodovias, etc. A encruzilhada é que para produzirmos uma segunda natureza, utilizamos elementos da primeira natureza, que são finitos. Então, diante do problema de escassez de elementos naturais, o que fazer para continuar crescendo de maneira sustentável?

Causamos extinção de animais, de florestas, etc, tudo para continuarmos o nosso desenvolvimento. Mas não dá pra saber com certeza a lógica da biosfera. Se extinguimos um determinado animal, por exemplo, a cadeia alimentar pode ser desiquilibrada, fazendo pragas proliferarem por muitos cantos do mundo. Doenças como a dengue podem se proliferar diante do aumento do mosquito vetor, que gosta do aumento da temperatura. E com o aquecimento global isso é um terreno fértil. Plantas não catalogadas ou estudadas devidamente podem ser extintas, e nelas ter a chave para a cura de doenças que não temos a solução hoje em dia.

O nosso lixo e poluição pode alterar o meio ambiente, fazendo o planeta esquentar, os rios sujarem, os mares ficarem com um fina película de óleo, alterando a absorção de calor pela hidrosfera, causando graves problemas.Os gases tóxicos aumentam o efeito estufa. Assim vem a pergunta: como conciliar a tecnosfera com a biosfera?


A formação do relevo

Temática
-De onde as montanhas, os vales e as planícies surgiram?
-Como se formou o relevo?
-A crosta terrestre e as placas tectônicas.
-Como se formam as cadeias de montanhas e os vulcões?
-Por que ocorrem os terremotos?
-A ação da água e do ar na modelagem do relevo.

Existem várias paisagens no relevo. Um dos motivos para essa variação é que a crosta terrestre é muito fina e está em constante movimento. Se o planeta tivesse o tamanho de um ovo, a Crosta Terrestre seria mais fina que uma casca de ovo, e com muitas rachaduras. A espessura da crosta varia de 25 a 50 km nos continentes. Quanto mais penetramos na crosta terrestre, mais quente fica (1°C a cada 30m).

A temperatura do centro da Terra é de aproximadamente 5550°C. Em 60 km de profundidade a temperatura já é tão alta que as rochas não estão em estado sólido. É onde começa a segunda camada: o Manto Terrestre, formada por material pastoso, o magma.

A crosta terrestre flutua sobre o manto, do mesmo jeito que gelos em um copo de água. Todos os continentes flutuam e se movimentam sobre o manto, em um fenômeno conhecido como deriva continental. Os continentes são sustentados por enormes blocos rochosos chamados de placas tectônicas.

O magma mais profundo é mais quente, e movimenta-se para a superfície. O magma menos profundo, mais frio, movimenta-se para o centro do planeta. Este movimento cria pressões que forçam a crosta terrestre, dando origem à movimentação das placas tectônicas.

A origem da formação dos continentes está ligado a esta movimentação. A teoria mais aceita é de que todos os continentes estavam unidos em um supercontinente chamado de Pangeia, e com a deriva continental os continentes estão se separando cada vez mais. O litoral da América do Sul e o litoral da África se encaixam. As rochas sul-americanas são semelhantes às africanas. Assim deduziu-se que um dia esses continentes poderiam estar unidos.

Quanto à classificação das rochas encontradas na Terra, elas podem ser:
-Rochas sedimentares: geralmente estão localizadas em planícies, para onde são trazidas rochas de outros lugares pela água e vento, fazendo uma camada de minerais cobrir outra, formando sedimentos.
-Rochas magmáticas: geralmente estão em locais mais altos, são formados pelo resfriamento de magma.
-Rochas metamórficas: as vezes rochas formadas na superfície terrestre são levadas para camadas interiores, onde a pressão e a temperatura são mais elevadas, fazendo modificações em sua estrutura.

Com as placas soltas sobre o magma, um placa pode bater em outra. Isso dá origem a uma cadeia de montanhas. Um placa tende a ir para baixo e outra para cima, as bordas se enrugam formando dobras ou rompem-se, gerando grandes elevações ou os chamados dobramentos modernos. Lá estão as maiores altitudes da Terra, como os Alpes, os Andes, o Himalaia. Lá é que estão as áreas de colisão entre as placas, são um enrugamento causado pelo choque. É por essa tensão entre as placas também é que ocorre os terremotos.

Então esquematicamente temos as seguintes formas de relevo: as montanhas (grandes altitudes recentes), os planaltos, as planícies e as depressões. As planícies são terras planas que antigamente estavam cobertas pelas águas de rios ou de mares.

Assim, além de fatores internos, fatores externos também modificam o relevo. Por exemplo, a chuva e o vento sobre o relevo. As forças internas proporcionam as diferenças de nível do relevo. As forças externas agem sobre o relevo, modelando-o. O principal agente externo modelador do relevo é a água. Uma cachoeira é um exemplo. O desgaste proporcionado pelos elementos externos é chamado de erosão. Criam-se assim as serras, com materiais mais resistentes à erosão que outros locais. A água vai gastando a rocha, deixando os locais menos resistentes num nível abaixo dos locais mais resistentes. Serras não são formas de relevo, geralmente se formam em planaltos devido a sua maior resistência ao intemperismo. Por isso as formas arredondadas, por exemplo, da Serra do Curral em Belo Horizonte. 

O intemperismo faz os minerais menos resistentes serem levados pela água. A temperatura também influencia na fragmentação da rocha. O vento, a chuva e os rios levam os pedaços para outros lugares. Isso leva milhares de anos para acontecer. Assim uma depressão pode ser formada, pelo rebaixamento de uma certa região onde predomina o desgaste das rochas. Estas regiões são os planaltos, que rebaixados pelo intemperismo, criam depressões.

Essas depressões podem ser ocupadas pelos homens, criando cidades. A ação do homem pode mudar radicalmente a ação natural, trazendo desastres como deslizamentos de terras em áreas de moradia em encostas. As transformações do relevo são naturalmente lentas, mas a ação antrópica pode alterar a velocidade dessa ação.


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