Álcool ou gasolina?

Em alguns tempos volta e meia o etanol está mais caro. É que o etanol é feito da cana-de-açúcar. E esta matéria-prima também é utilizada para se fazer o açúcar comum, aquele que a maioria da população consome todos os dias. Assim quando o preço do açúcar começa a se elevar, principalmente puxado pelo mercado internacional, os produtores preferem utilizar sua matéria-prima onde obterão maior rentabilidade. Assim, faltando matéria-prima para produção de etanol, a quantidade do combustível oferecida ao consumidor é menor, portanto mais cara!

Assim quem compra automóvel com kit flex (que está embarcado em praticamente todos os automóveis do país) não pode usufruir do benefício de um combustível mais barato. E para piorar, como a gasolina brasileira é composta por aproximadamente 25% de álcool, o preço deste combustível também aumenta.

Para saber se é viável usar o etanol ou a gasolina, basta se lembrar que o álcool consome 30% a mais que a gasolina, portanto o preço do álcool só pode ser de até 70% do preço da gasolina. Para resumir é só fazer a seguinte conta:

Preço do etanol / preço da gasolina <= 0,7

Divida o preço do álcool pelo preço da gasolina, se der menos que 0,7 é viável o álcool, se der igual a 0,7 tanto faz um combustível quanto o outro, se o resultado der mais de 0,7 a gasolina é mais viável economicamente.

Portanto fique de olho.

O uso de LED's em Belo Horizonte

Modernização de semáforos trará economia anual de R$ 2,2 milhões

A substituição das lâmpadas incandescentes por LED’s (sigla para Light Emitting Diode - Diodo Emissor de Luz) nos 809 cruzamentos semaforizados de Belo Horizonte permitirá uma economia calculada em R$ 2,2 milhões por ano aos cofres municipais. O Convênio de Cooperação Técnica e Financeira para a implantação da proposta foi firmado nesta quarta-feira, 14/10, entre a Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da BHTRANS, e a Cemig, por meio de sua subsidiária Efficientia. A medida representa uma redução de 86% no consumo de energia elétrica no sistema de semáforos.

A meta é que até o final de 2010 Belo Horizonte se torne a primeira capital do país a contar com todos seus semáforos utilizando a tecnologia LED e que seja a cidade da América Latina com o maior número de Diodos Emissores de Luz instalados. O investimento no projeto está orçado em R$ 6,5 milhões, valor financiado pela Cemig. “Esse convênio é muito importante para a qualidade do controle de tráfego de Belo Horizonte. Além da economia financeira, nós teremos uma melhor qualidade no trânsito”, destacou o prefeito Marcio Lacerda. Atualmente, os custos com energia elétrica e manutenção dos semáforos somam R$ 2,9 milhões por ano. Para o presidente da Cemig, Djalma Bastos de Morais, a medida vem consolidar ainda mais a parceria da empresa com o município na busca de soluções para a melhoria da cidade. “Nós estamos aprofundando o relacionamento com a Prefeitura. Cada vez mais, nós vamos tentar minimizar, juntos, os problemas que a população de Belo Horizonte enfrenta”, observa.

Vantagens

Uma das vantagens dos LED’s é que a sua vida útil é estimada em 10 anos - cerca de 25 a 30 vezes a mais do que o tempo das lâmpadas convencionais, cujo tempo médio de duração é de 11 meses. Além disso, emite menos calor do que as atuais lâmpadas, acarretando menos danos às lentes dos semáforos. O diretor comercial da Cemig, Bernardo Afonso Salomão de Alvarenga, ressalta que os LED’s proporcionam mais segurança no trânsito. Do ponto de vista dos pedestres e dos motoristas, os diodos eliminam o conhecido "efeito fantasma", produzido pela incidência da luz solar, que ocorre em alguns semáforos com lâmpadas convencionais, e é melhor visualizado de vários ângulos. Por possuir vários pontos emissores de luz, se alguns deles queimarem, não haverá comprometimento total da indicação luminosa do semáforo, porque restará uma quantidade considerável de pontos ainda ativos.

Sustentabilidade

O diretor-presidente da BHTRANS, Ramon Victor Cesar, destaca que o projeto representa ganhos ambientais. A iniciativa é considerada um exemplo da responsabilidade ambiental, em virtude da eliminação do descarte médio anual de 18 mil lâmpadas queimadas e a redução da emissão de gases de efeito estufa produzidos pelos veículos responsáveis pela manutenção dos semáforos.

Semáforos em Belo Horizonte
- Números de lâmpadas nos 809 cruzamentos: 22.600
- Tempo médio de duração de uma lâmpada de semáforo: 11 meses
- Número de lâmpadas trocadas por ano: 21.700
- Gasto anual com manutenção, troca de lâmpadas e com energia elétrica: R$ 2,9 milhões
- Economia anual com a modernização do sistema: R$ 2,2 milhões
- Investimento no novo sistema: R$ 6,5 milhões

Fonte: Portal BHTRANS

Kers


Vamos por partes. Primeiramente a definição: Kinetic Energy Recovering System (sistema de recuperação de energia cinética). Este sistema começou a ser utilizado por algumas equipes de Fórmula 1 na temporada de 2009, com objetivo de fornecer mais potência aos carros, principalmente em retas.

Como funciona? Bem, simplificando o Kers absorve a energia que se utiliza para frear o veículo, ou seja, armazena em uma bateria a força que se faz para frear. Existem diferentes fabricantes do equipamento e que utilizam diferentes tecnologias, mas a ideia básica é a de capturar a energia que seria desperdiçada com as frequentes freadas. Também é utilizada a força que se faz para virar o volante, transformando-a em energia que o motor pode aproveitar.

Algumas montadoras já têm automóveis que se utilizam deste sistema, principalmente os carros híbridos japoneses. Nos automóveis a ideia é a de diminuir a dependência dos combustíveis fósseis, uma vez que um motor elétrico auxiliar entraria em ação abastecido pelo sistema Kers. O motor a combustão convencional entra em operação após a segunda marcha, aumentando a quilometragem rodada por litro.

Mas o sistema ainda é caro, e a sua popularização deverá demorar. Não pense que um automóvel popular virá com um sistema como esse. Assim como o air bag, interesses econômicos são colocados na frente dos interesses do planeta. Deixar nossos carros mais eficientes e seguros vem em segundo plano. O primeiro é a viabilidade econômica.

Fonte: How Stuff Works

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