Exemplo de Resumo

A Origem das Cidades
SPÓSITO, Maria Encarnação. Capitalismo e Urbanização. 3ª edição. São Paulo: Editora Contexto, 1991. p.11-18.

As cidades nem sempre tiveram o tamanho e a importância que têm hoje. Os primeiros aglomerados humanos não podem ser chamados de urbanos.

A cidade de hoje é resultado cumulativo de todas as outras cidades de antes, transformadas, destruídas, reconstruídas e produzidas pelas transformações sociais ocorridas através dos tempos.


No período Paleolítico, os humanos eram nômades, e a primeira manifestação de fixação a um lugar foi dedicada aos mortos (onde eram enterrados). A segunda manifestação se dá na relação do homem com as cavernas, que não eram moradia fixa, mas representava abrigo e proteção.

No período Mesolítico aconteceu as primeiras condições necessárias para o surgimento das cidades, através do melhor suprimento de alimentos (domesticação de animais e domínio da agricultura). Já no período Neolítico acontece a vida estável em aldeias. É importante ressaltar que não é o tamanho do aglomerado ou o número de casas que permite distinguir a cidade da aldeia. A aldeia pode ser definida com um pequeno aglomerado de agricultores, não havendo divisão de trabalho. Desenvolviam apenas atividades primárias que exigem territórios extensivos.

As condições para o surgimento das cidades são a fixação do homem à terra (desenvolvimento da agricultura e da pecuária) e uma organização social mais complexa (divisão social do trabalho). A produção de excedente alimentar é pré-condição necessária para haver uma divisão social do trabalho, uma vez que alguns homens puderam livrar-se das atividades primárias para dedicar-se a outras atividades (o comérico por exemplo). Outra condição necessária é o aparecimento de uma sociedade de classes.

O caçador que havia perdido importância com a fixação dos grupos humanos voltou a ter importância quando passou a desempenhar a função de protetor das aldeias contra animais ferozes. A segurança fez dos aldeões homens passivos e a evolução do caçador foi tornar-se chefe político, depois rei. Esta relação de dominação entre aldeões e chefe político criou condições para uma relação de exploração. Os tributos ou impostos se originaram no respeito ao “caçador” traduzidos em oferendas ao rei.

A cidade se constituiu quando ocorreu a existência deste chefe político e de uma sociedade de classes, concentrados num mesmo território. Sua origem não está em torno de um mercado (de uma esfera econômica), mas em torno do rei (do social e político).

A cidade concentra gente num espaço, e parte dela era constituída por soldados (em maior número e mais profissionais). Isso possibilitou a ampliação do poder da classe dominante, expandindo seu poder territorialmente até encontrar um poder armado equivalente (o poder de outra cidade).

Exemplo de Resenha

O bruxo fez o feitiço: a escritora ficou milionária!

ROWLING, J. K. Harry Potter e as Relíquias da Morte. Editora Rocco. Rio de Janeiro. 2007.

Uma escritora britânica entre os intelectuais mais ricos do mundo. Rowling não era conhecida até a primeira história da saga dos Potter ser publicada na Inglaterra em 1997. Em pouco tempo virou febre mundial. Em dez anos colocou a escritora no lugar mais alto do “pódio” dos que mais faturam atualmente com publicações escritas, além de outras mídias.



“O menino que sobreviveu” contra “Aquele que não deve ser nomeado”, uma história dividida em sete partes que explicam o sucesso da escritora: ela não entregava o jogo. O segredo da autora foi conseguir manter o suspense e a indefinição por sete livros sobre o quê aconteceria com Harry Potter, seus amigos e com Lord Voldemort e seus seguidores.

A história faz uma analogia interessante sobre busca por poder, necessidade de superação de diferenças para conseguir objetivos comuns, o preconceito entre pessoas de classes ou raças diferentes e importância de valores como amizade, amor e superação de limites próprios. “Harry Potter e as Relíquias da Morte” conseguiu amarrar bem toda a história contada, apesar de uma impressão de correria no final do livro.

Quem lê o livro tem a sensação de que a saga não vai conseguir ser fechada até o final, pois ao chegar à metade a história ainda se encontra indefinida. Usando de sorte (ou destino) do protagonista, a autora consegue dar uma explicação improvável para o desfecho: Harry estava sendo preparado para a morte.

Ao atacar Harry Potter ainda criança, Voldemort transferiu não somente alguns de seus poderes como salientam os livros anteriores, mas também uma parte da alma do antagonista, fragilizada pelo feitiço de separação de sua alma – Horcruxes – que se pensava deixar o personagem perto da imortalidade.

Inimigos se revelam amigos, seguindo a tendência do livro em esconder o verdadeiro e salientar pistas falsas sobre personagens, como o professor Snape. Dumbledore se revela imperfeito, diferente dos outros livros. Forma-se uma aliança entre membros de “espécies” diferentes – bruxos de sangue-puro e mestiços, duendes, elfos domésticos, gigantes e centauros – para a batalha final, na qual Harry tem de enfrentar desafios de elevada complexidade, como desvendar enigmas ao mesmo tempo em que descobre que o confronto final com Voldemort era inevitável: Um não poderia viver sem que o outro sobrevivesse, e no fim um teria de matar o outro.

E como protagonistas heróis nunca matam, o final é inovador frente às histórias em que os antagonistas são mortos por acidentes, vide exemplo da série adaptada do super-homem, Smallville, ou mesmo das adaptações cinematográficas do Homem-Aranha.

As adaptações para o cinema só deixaram o clima de suspense para o último livro ainda maior, colocando os livros em maior evidência, trazendo a curiosidade sobre o desfecho da história, que no cinema ainda não tem data para ser mostrada. Faltam ainda duas histórias para ser contadas na telona, com possibilidade da última ser dividida em dois filmes, segundo se fala para não haver um resumo muito grande da história do livro, mas para quem tem senso crítico, um estratagema para maiores lucros para a produtora dos filmes e de tabela para Howling, já testado na trilogia Matrix com sucesso.

Assim como Neo rendeu milhões em sua batalha contra o Agente Smith e a Matrix, o cinema é para onde Harry Potter aponta sua varinha neste momento, mesmo após milhões de pessoas já saberem o desfecho de sua história, mas que fará o feitiço de transformação de um desfecho já conhecido em uma renda extra para a autora da saga.

Ir ou não ir ao cinema conferir? Todos enfeitiçados?

Diferença entre Resumo e Resenha


Na escola é frequente o uso de textos para que os alunos tomem conhecimento sobre determinado assunto. E uma das ferramentas mais utilizadas para avaliação ou pontuação é a de passar como exercício a tarefa de resumir tais textos.

Então é importante definir o que é resumo: produção de texto pautado nos principais trechos de uma reportagem, de um artigo, enfim, de outro texto qualquer lido pelo autor do resumo. Serve para retirar as idéias principais do texto original, para melhor compreensão dos assuntos mais importantes tratados pelo autor do texto lido.

É importante diferenciar o resumo da resenha. A resenha na verdade se trata de um resumo crítico, ou seja, cuja produção pode conter opiniões do autor da resenha sobre o texto original resumido. Pode-se recorrer inclusive a citações de outros autores.

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