Sede da igreja católica apostólica romana, é o menor país soberano do mundo. Fica no centro de Roma, Itália, em um território que não chega a meio quilômetro quadrado e onde vivem cerca de 900 pessoas.
O papa, além de ser a autoridade máxima da igreja, também é o chefe do poder executivo, legislativo e judiciário do Vaticano. Lá, não há partidos políticos. Quando um papa morre ou renuncia, essa autoridade é concedida transitoriamente para um colégio de cardeais – responsáveis pela eleição do próximo pontífice. A Fábrica de São Pedro, órgão correspondente a uma prefeitura, cuida da manutenção dos prédios e da limpeza pública, entre outras coisas.
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| Basílica de São Pedro. Vaticano. |
O Vaticano não faz parte da União Européia, mas adotou o euro como moeda. Por falar em moeda, o Banco do Vaticano, fundado em 1887 para administrar as finanças da igreja, merece um capitulo a parte. No livro "Em Nome de Deus", o autor britânico David Yallop afirma que, entre outras coisas, o banco seria dono de ações de empresas fabricantes de produtos que contrariam o que prega a fé católica, como bombas, tanques militares e anticoncepcionais. Oficialmente, a economia do Vaticano está baseada em donativos e nos juros dos investimentos de seu patrimônio.
O Estado da cidade do Vaticano foi criado em 1929, com a assinatura de um acordo entre a Santa Sé e o premiê Benito Mussolini, aquele mesmo do regime fascita. Os fascistas indenizaram o Vaticano em 1,75 bilhão de liras pelas terras tomadas durante a unificação italiana, em 1870. A formação do Estado italiano foi um golpe duro de engolir para as autoridades eclesiásticas- na Idade Média, os Estados Papais chegaram a ter um território contínuo que se estendia desde a Campânia, no sul da península itálica, até a Emília-Romana, no norte, com pertos nos litorais Tireno e Adriático. Isso sem falar no número de terras de propriedade da igreja espalhadas pelo mundo todo.
Alguns críticos dizem que a "boa" ação do regime fascita, a de ceder uma parte de Roma para a construção do Vaticano tinha uma segunda intenção: a de fechar os olhos da igreja católica para as atrocidades que o regime político italiano faria em conjunto com o regime nazista, quando o extermínio de judeus se tornou prática comum na Alemanha.
Fonte: Revista Superinteressante

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